Poema Infantil sobre Viajar pela Leitura
A origem do amor está
nos planos dos deuses,
Creia fortemente,
cruze os [oceanos];
Mergulhe nos teus favoritos
olhos castanhos.
O amor concreto que vira
história antes de [ser],
Além mar, navegando
com as gaivotas,
Desenhando letras para viver
o que há de [nascer.
É a miragem de nós que eu
louvo no versos,
Além e concretamente
dos [tercetos],
Carrego a crença que amar
só traz acertos.
O amor verdadeiro é dádiva
que livra e [salva],
De todos os males,
assim na Terra como no Céu,
É plenitude de braços
abertos e toda a [alma].
E devota desse caminho
que cruzará o mundo,
Vou semeando flores
em meu [jardim,
Para estar tudo no jeitinho
quando vieres para mim.
Nada é em vão, perceba:
Ame e se vá
- agarrado
Bem na cauda no cometa.
Nada é em vão, atente-se:
Vale a pena fugir de tudo,
E até da desventura
Para encontrar o amor
- maior do mundo -
No afã de viver com ele
No exagero do eternamente.
Nada é em vão, entenda:
Ame e se prenda,
- siga em frente
E não desista.
Nada é em vão, experimente:
Vale chegar macio, [inteiro
Para nunca mais fugir do amor;
Experimentar levá-lo para onde
O teu coração for para sempre
Lembrá-lo até [imperfeito.
Nada é em vão, creia:
Até na rima que perde
- o rumo
Mas não o prumo.
Nada é em vão, supere:
Até a colheita da paixão.
Aquela que não deu certo,
Porque tudo é preparação,
- e semeadura
Creia no amor que transforma,
A guerra em paz e canção,
O amor transforma a espada
Até em flor, e faz de dois
Um único só coração,
Nada é em vão,
Porque até o amor tem explicação.
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele é simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lá,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memória não virou pó,
Em Morretes ainda é lembrado
O bravo povo carijó;
E a sua glória pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
Você não
se deu conta
Eu sou o que sou,
- autêntica
Escrevo por escrever,
E nem um pouco
oculta,
- sou a letra
depravada
Eu sou a boa
literatura,
Correndo nua
pela rua,
Escrevo o quê sinto,
Tudo o quê penso,
Até registros,
Faço arte pela arte,
Filha da criatividade,
Um tanto santa,
Porém, satânica confessa.
Podes ir, mas sei
que volta,
Vais com todos
os meus versos,
- na ponta da língua -
Silabando cada um,
Como o mel
que escorre,
Do meu estuário,
Para a tua boca,
e não te basta,
Além das orbes
celestes,
Lá estão
escritos os poemários
- todos registrados -
Em linhas intimistas
e bacantes,
Para embalar
poetas e amantes.
Você não
se deu conta,
Não escrevo
para você,
Escrevo para
celebrar a vida,
Brindar o amor
E cantar a paixão,
Para esperar
o amor que virá,
Lindo e ardente
como um verão,
Com dias de Sol
e noites
estreladas.
Cada linha
desse poema,
É confissão
plena,
sem confusão,
Liberta
de qualquer
conflito,
Que segue
a vida serena,
Portanto,
siga e voe
para longe,
Em cada asa
sua haverá
o meu rimário
Desse amor
resguardado
num sacrário.
Fazes-me bailar
na noite de cristal,
Sou o teu beijo imortal,
a tua poesia,
Talvez a mais fatal:
a tua profecia.
Harpa celestial
afinada na tua mão,
A mulher nascida
para viver de paixão.
Uma crônica, um verso,
um soneto total,
Nascidos em uma noite
de cristal,
Escritos nos passos
da cortesã,
Típicos do baixo
meretrício,
Ufano-me disto
e daquilo sensual...
Oculta, louca e
indescritível fantasia
Que galopa
cuidadosamente...,
Toco sem perdão,
em carinhos
- repletos e libertos
Além de morar no coração,
Ocupei toda a tua mente,
inteiramente.
Doçura, leveza
e espiritual alegria
Que canta
simplesmente...,
A canção que sai
da mente
Para os lábios
docemente,
E que encanta
o meu coração
Pela sinceridade
evidente.
Batendo
as minhas asas
Tenho direção
E tenho uma
vida toda
Para seguir rumo
E sem temer nada
A rota do sol
para ser alcançada
Tenho coração
Bússola e uma poesia
Para transformar
a vida em canção
Em música solar
Bem no meio das montanhas
E proteger o nosso
amor do mundo
E de todas
mil artimanhas.
Batendo as minhas asas
Tenho direção
Tenho leveza
E tenho ternura
suficiente
Para ganhar
o seu coração
E sem temer a vida
A rota do sol
é a saída
Mais do que
o meu coração
Bússola e poesia
Para transformá-la
em emoção
E numa loucura
de paixão
E toda a oração
em poesia solar
No topo das montanhas
E enlevar o nosso
amor para o mundo
Para que ninguém
desista de carregar
E se orgulhar
que carrega o amor
mais profundo.
Tenho no Filho a minha certeza
De sempre e tanto
Todo o meu maior amor
E todo encanto
Repleto de serenidade, e entrega.
Crendo sempre na caridade
Orante e expansiva,
Ela nos perfuma e nos dá liberdade,
É missão até na clausura,
Verdade que se perpetua,
E dá o tom de plena felicidade,
E nos coloca nos degraus de santidade.
Tenho no Pai a minha direção
Atemporal e atenta
Ao apelo desse amor
Que me chama
Ao serviço de realizar
Uma passagem serena.
O recolhimento é paradoxal
Diante do olhar
Dos que o chamam de descontentamento;
Ele é contentamento espiritual,
É chamamento a experiência
- anônima -
De oração e sentimento.
Tenho no Espírito Santo, sempre
A minha inspiração
- todo o meu canto -
Secretíssimo,
Sacratíssimo,
E verdadeiro;
Por todos os amores
Pelos espinhos e dores
Estou solicita a te servir eternamente.
Fiz o voto
de perder-me
imensamente
Somente em você,
exclusivamente;
Estranho destino
é o meu de tê-lo
Abrigado em meu
coração silente.
Como se diz
poeticamente:
Chegaste como
um amanhecer
- lindamente -
Dominaste-me
carinhosamente.
Fiz o voto
mesmo distante
De somente
te pertencer,
E resistir à tudo
Que me empurre
para longe
De você.
A minha confissão
é clara
- fiel -
E plácida como
os bordados
Feitos com os
fios coloridos
Da vida,
Que nos afastou
e nos brinda,
Por ainda crermos
nesse amor,
Abençoado pelos deuses,
Pelas ninfas
Recebendo a coroa
de trigo
Pelas mãos
campesinas.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante das [delícias
Dos teus beijos indecentes,
Dos teus beijos molhados,
Dos teus beijos imprudentes,
E daqueles mais rasgados...
Eu não respondo por ti,
Diante das [loucuras
Da perdição da tua pele,
Da fragrância masculina,
Da sedução do teu regaço,
Do aconchego do teu abraço.
Eu não respondo por mim
diante de ti,
Diante do que sei
que és [capaz
De fazer,
De me ter,
De me possuir,
De me mimar,
e me dominar...
Eu não respondo por mim,
Porque me fizeste
a tua primavera
Cultivando em mim um jardim
- imenso -
Eu não respondo por mim,
Porque em ti
Já encontrei todas
as respostas...
Coração é solo
que se pisa,
Coração é solo que
se deixa rastro,
Coração é solo
que se planta,
Coração é solo
que se cresce,
Coração é solo
que se floresce,
Coração é solo
que se colhe,
E nele também
se padece...
O mundo gira,
As areias do tempo
- seguem -
A ampulheta
percorre,
Entenda, o amor
tem um tempo
Que só os doidos
de amor
- compreendem -
Passam frio, fome
e até dor:
Abrindo mão
da própria vida
Em nome do amor.
Ter coração é
possuir o mundo,
É perder-se
e encontrar-se,
A vida toda
num segundo,
Ter coração é
remir o defeito,
É ver no outro
o ser perfeito,
Para quem tem coração
tudo tem jeito,
Desde que o amor não
seja desfeito.
Em nome do amor,
Em nome dos amores,
Tenha fé,
Não importando
Para onde fores,
Semeie flores
no caminho,
Quem ama jamais
estará sozinho,
Está sempre muito
bem acompanhado
Da melhor companhia
do mundo
Que responde por
um único nome: amor.
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
Não só os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas são como a vida,
Ambas mudam de lugar;
Não deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
O céu azul me convidou,
O vento me contou:
Que o teu amor me guardou.
O mar sussurrou,
Ele reverenciou,
As nossas pegadas,
Duas almas enamoradas,
Passeando à beira mar,
- alinhadas
Ah, como é bom namorar!...
O mar nos encantou,
A duna se deslocou,
E o pé do meu do meu amor tocou.
É muito lindo relembrar,
Nós dois à beira mar,
De mãos entrelaçadas,
E sorrindo sem parar,
Brincando de roda
- sem parar -
Os dois se deixando levar
Por essa loucura que dizem que é amar.
Uma cena que ninguém imagina,
Ela se passa amena, tranquila,
Poeticamente amanhecida,
No meio considerado como nada,
Mas todos querem estar lá,
Esbanjando celebração e vida,
Repletamente praiana,
Sobre a charmosa duna,
Que ninguém questiona ou duvida,
Tão tranquila cena,
O ninho das corujas, bem ali,
Um símbolo de glória e de sabedoria,
Morando muito bem na Praia de Salinas.
Em Balneário Barra do Sul,
Tudo se celebra:
o tempo, o mar e a vida,
Aqui tem mar azul,
E o céu de todo dia é motivo
Para escrever a nossa poesia.
Ali, logo ali, após as dunas,
Elegantemente esculpidas,
Por areias monazíticas,
Vejo o barquinho deslizando,
As gaivotas bailando,
Fazendo a festa da pescaria,
Logo, logo, chegará a Festa da Tainha,
- soberana
Ela que é a nossa rainha,
Festa do povo barrasulensse,
Que esbanja sorriso,
Poesia,
E intensa alegria.
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
As emoções são como flores,
Não permita que arranquem:
as suas pétalas
Viva imensamente o seu jardim,
Não cale a sua vida interior, enfim.
Não deixe que te governem,
Tome as rédeas da tua vida,
Não existe alma garrida
Estando ela em companhia de Deus;
Não se iluda com falsas promessas,
Viva intensamente em suas terras:
serenamente, silencie a sua mente.
Existem aqueles que oferecem
- conflitos -
Para sair no final da história
como heróis;
No fundo não passam de bandidos
Para fazer de um país um celeiro
de oprimidos;
Enganando-os que tudo se encontra
- resolvido -
Um verdadeiro oceano de ressequidos.
Não deixe que te desgovernem,
Sê senhor de si mesmo,
Enfrente a realidade,
Fuja da alienação e da maldade,
Pare para pensar em silêncio,
Apazigue o coração e o pensamento,
Para depois não haver lamento,
Não te leves por qualquer onda,
Elas são agéis e te pegam,
E quando menos você imagina:
aí já foi tarde!
Estarás agarrado com a barafunda,
Casado com a Ditadura,
E completamente perdido na noite escura.
Escrevo porque sinto,
Ouço você vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que não estou só,
Tenho você que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virás com amável sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sílabas com bons tons,
Melodias próprias das cítaras,
Harmonias das mil canções,
Do solstício do inverno,
Revelando para as emoções.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim é passageiro:
tudo é repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nós
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
Tenho na memória guardada,
Não há mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longínqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
Não é possível sequer falar.
Este poema é impublicável,
Mas é inevitável...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não há mais esperança,
Ylang-ylang é o teu perfume no ar,
Serena musa, não sei onde estás,
Talvez um dia você vai voltar,
Talvez pobre de você,
Algum dia o destino irá mostrar.
Esse poema não presta,
Eu deveria atirá-lo no lixo,
Ele não deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
É quase uma denúncia...
Os ares e ‘as flores de abril’,
Uma música de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
Não quero falar sobre mais nada.
Ah! Contempla...
A lente atenta,
- alenta o olhar
A cidade coberta,
De neve mansa,
- o tempo passa
Devagar e serena
A alma humana.
Ah! Espera...
A vida revela,
- modifica
Percorre, renova,
- suscita
Gelada ou quente,
- vibra
Intensamente...
Aos passos,
Em cada floco,
Ao despertar,
De cada manhã,
Semeia o sonho,
Cativa de verdade,
Dá o quê de eternidade
A cada momento de felicidade.
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
É inverno!
Celebremos,
Não é eterno,
Sempiterno.
- momento
Não recusemos.
É eterno!
Não recuemos,
- é extremo
Enfrentemos,
- o tempo
E o eternizaremos.
É sempiterno!
Como um afeto,
Reconhecemos,
É terno,
Intenso,
Logo, o passaremos.
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