Poema Infantil de Vinicius de Moraes

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A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.

A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.

⁠Por que damos e pedimos tanta desculpa, por "não ter tempo, o tempo todo"?

O truque é sempre o mesmo:
Desvia-se o foco do ventrículo e as marionetes ganham vida.⁠

Eu odeio vir aqui e ver frases rasas atribuídas a artistas profundos. Só odeio mais do que isso o fato de que poucos vão notar e/ou pesquisar sobre. Só querem frases de efeito rasas para postagens.
⁠Vomitei

Somos apenas seres medíocres, os quais temem mais a miséria ao linchamento. Desejamos ter quem não podemos e choramos uma dor que é tão suja quanto um córrego. Sentimos o ódio com tanta força que este esmaga o amor encostado no canto da mente. Acreditamos no único deus capaz de salvar a humanidade, mas este mesmo deus não acredita em nós.

"CONFIANÇA TEM LIMITES, O EXCESSO NOS TORNA IMPRUDENTES" Ademar de Borba

O melhor que poderia esperar da vida recebi no dia em que minha filha nasceu. Não tem realização melhor neste mundo que um filho.

Em alguns momentos eu odeio o meu próprio nome, em outros odeio só a mim mesmo...

"Saudade" é a forma resumida de: Sinto tanto sua falta que não consigo viver sem você.

Exerça a profissão de forma ética, com honestidade e competência que o sucesso será consequência.

Com o aumento de bicicletas nas ruas de uma cidade, a evolução para um trânsito mais humano e seguro e com Paz, é inevitável.

⁠O autor principal da Santa Escritura é o Espírito Santo; o homem foi apenas o seu autor instrumental.

“No arrebatamento, as leis da física serão superadas: a gravidade não conseguirá segurar o meu corpo.”

⁠Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.

⁠Não aceito ser manipulado nem por meus próprios desejos, quanto mais pela opinião e vontade alheia.

No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.

Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.

Se você esmaga uma barata sob o sapato, o mundo aplaude em silêncio: herói anônimo, salvador do asco, executor do invisível inimigo que rasteja nas sombras da cozinha. Ninguém chora pela carapaça estalada, pelo corpo achatado que some no lixo. É justiça prática, vingança contra o repulsivo, o que fede e contamina. Mas mate uma borboleta — ah, que crime! Suas asas iridescentes, pintadas pela alquimia da natureza, tremem no ar como um verso de Mallarmé. Esmagá-la é vandalismo contra a beleza, profanação do frágil milagre que dança no jardim. De herói a vilão em um piscar de antenas. Eis o enigma: o julgamento não reside na morte, mas no estético que a encobre. A barata é o feio encarnado ,crocante, marrom, legionária das trevas, merecedora do extermínio por sua mera existência. A borboleta, em contrapartida, é o belo efêmero, embaixadora do verão, cujo voo evoca a alma poética que lateja em nós. mata-la fere nossa própria sensibilidade, como se o sangue colorido manchasse o quadro da vida. Aqui começa a tirania do olhar: a moral não julga atos, mas aparências. O que repele é punível; o que encanta, sagrado. Essa dicotomia revela o abismo humano: vestimos a ética com roupas de nosso gosto. O herói mata o monstro disforme; o monstro, ele próprio, devora a flor alada. Filósofos como Kant sussurraria sobre o sublime no terror da barata, enquanto Nietzsche riria da fraqueza que poupa a borboleta por vaidade. No fim, somos prisioneiros do espelho: o que é belo absolve, o feio condena. E assim, entre o estalo da barata e o adeus da asa, ergue-se o tribunal supremo, não da razão, mas da retina.

Se a sanidade é definida pelo que a maioria considera “normal”, até que ponto a loucura não é apenas uma forma de perceber o mundo fora desse consenso?