Poema Sobre Escuridão
e todos os dias o mesmo vazio se repete
a mesma sombra de escuridão me tortura
faz com que eu me sinta mal
ou talvez, muito insegura
isso está me matando aos poucos
e eu não sei o que fazer
porque tudo que quero no momento
é simplesmente você.
Solidão
Na escuridão ninguém te ouve, ninguém te vê, ninguém te percebe...
Na escuridão ninguém te nota, ninguém quer saber do que tu não tens...
Na escuridão você não tem voz, não tem face, não tem presença...
Cadê a luz que não te ilumina? Cadê o amor que não te adota? Cadê os amigos que não te abraçam? Que não te percebem?
Cadê você que não me nota no escuro? Na escuridão você não é ninguém! No escuro não sou ninguém!
Na escuridão você é apenas medo, angústias, terror! No escuro sou apenas medo, angústias, terror!
Na escuridão ninguém me ouve, ninguém me vê, ninguém me percebe!
O céu sem estrelas
A escuridão que nos cerca
A dor que não cessa
O coração que gela
Apatia que me persegues
Os pensamentos que me envolvem
As tempestades que prosseguem
A bonança que se ergue.
escuridão e luz
por que a escuridão remete a solidão enquanto a luz remete a felicidade
A minha luz de felicidade está justamente na escuridão
Ela me acolhe, me conforta
Mas nada disso mais me importa
Pois a minha escuridão foi se desfazendo
Como a poeira ao vento...
Deixe cair sobre mim
Deixe-me ver todas as coisas que eu deveria ver
Ilumine uma escuridão que nunca fui destinado
Saia como uma explosão do nascer do sol do sono mais profundo
Uma mudança de opinião e uma fresta de esperança na Camellia Street
Deixe cair sobre mim
Você é como a brisa do sol
Me esquenta e me aquece
Você é como a Lua
Me ilumina mesmo na escuridão
Assim é o amor
Vindo e amado de seres imperfeitos se torna perfeito.
Somos a escuridão apavorante deste deste mundo
Somos as pragas que causam dor, sofrimento e morte por onde passamos
Somos o doce e o amargo, somos aqueles que acolhem as almas atormentadas na solidão
Somos a existência perpétua que causa medo, parasitas que se escondem nas sombras refletidas pela luz
Somos o inexistente presente, aquele que atormenta nossa mente, levando consigo o pavor
Somos os olhos que observam e Guardão segredos que riem e choram do fracasso de outros, somos aqueles que escutam os sussurros mas baixos do mundo
Somos aqueles que ouvem seus gemidos de aflição e se calam, somos amigos e inimigos que te abraçam quando lágrimas caiem de seus olhos
Somos o progresso da humanidade causadores de dor levando tudo a extinção
Somos a escuridão.
Escuridão
A noite se aproxima, e com ela sombras vem trazendo como companheira a escuridão. Não é uma escuridão pacífica ou quieta, pelo contrário, é dolorosa.
O que fazer quando vc sabe o que está por vir? O que fazer quando vc sabe que não é o melhor?
Ela trabalha contra mim, me atormenta, me angustia. Logo ela que me conhece tão bem. Sabe dos meus piores momentos. Me afoga, me faz imergir em águas escuras, profundas, não consigo respirar.
Eu sempre penso que o sol se pôs e se esqueceu de nascer novamente. Parece poético, mas não é, é triste. É como viver numa noite eterna sem ter o benefício do descanso. Apenas o limbo, o tormento. Quem seria capaz de explicar tais sentimentos, tais pensamentos, uma mente tão perversa?
Ela trabalha contra mim...
Resiliência
É saber ser luz na escuridão,
É saber que tem que se levantar
Mesmo depois, por um tropeço
Ter caído no chão.
É suportar os desafios,
Com um sorriso no rosto
É acreditar que tudo passa,
Mesmo, o tempo fazendo você pensar o oposto.
É superar os obstáculos,
Com a tranquila consciência
Que tudo tem um propósito,
Acredite na sua essência.
É ter a certeza,
Que somos maiores que nossos medos
E ter a autoconfiança,
Que somos capazes de tudo se tivermos coragem, fé e esperança!!!
Carta aos Anjos
Não vejo mais o trem partir
Preso na vida da escuridão
Não quero mais sorrir
Só encontro solidão
Mas mesmo na escuridão
Tentava encontrar o caminho
Lutando pela minha salvação
Enfrentando o frio sozinho
A tristeza que me faz ir
É o mesmo medo me faz cair
Quero um lugar sem dor
Onde a vida já não tem valor
Minha mente, aflita
Com vida que me atormenta
Não suporto mais esse grito
Um corpo que não aguenta
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Leve-me até a corda
E a morte me arrepia
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
Sinto o peso da solidão
Que cerca como um abraço
É a dor do meu coração
Que me leva a este cansaço
A angústia em minha mente
Me faz perder nosso laço
O sofrimento é meu presente
Eu não suporto meu fracasso
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Não vejo mais a vida
E a morte me arrepia
Não há mais razão de ser
Nessa vida sem sentido
Apenas o desejo de morrer
Me traz um pouco de alívio
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
A diferença maior, entre a clareza da noite e a
escuridão do dia, está no peso que cada um dá a si
mesmo, a cada instante.
Não temo a escuridão,
Pois dela faço parte,
Encontro a liberdade nela,
E a força que me reparte.
Não busco apenas a luz,
Mas também a escuridão,
Pois sei que ambas me formam,
São partes de minha formação.
Na escuridão encontro paz,
E também a reflexão,
E quando a luz surge ao dia,
Renovo minha direção.
Sou parte da escuridão,
E também da luz que guia,
Na união desses opostos,
Encontro minha harmonia.
Então não temo a escuridão,
Pois sei que dela sou parte,
E quando a luz vem à tona,
Me sinto forte e com arte.
O Sol
Na escuridão da noite, eu me perco. Entrelaço-me em meus próprios pensamentos e reconstruo-me no meio da destruição.
Ar, terra, fogo
Todos eles tão imponentes e onipresentes quanto o próprio ar. Mas o que é essa escuridão que brilha? Sua luz me intriga e excita, pois é brilhante e cativante, desafiando a lógica.
Que tipo de noite é essa que é ao mesmo tempo escura é brilhante? É crua, simples, magnífica e majestosa - uma noite progressista
Escalo sobre teus pensamentos e devaneios, você, tu; acendes a escuridão que habita em mim
Você é como o Sol, uma estrela que muitos dizem estar distante.
Propriamente dito você está em tudo e todas as coisas
Me guiando, iluminando, direcionando
Que direção és essa que tu mostra com grandeza ?
Que direção,caminho, entrelaço és esse que ilumina, edifica a todas as direções ?
O Sol
Ao longo das eras e décadas,
A escuridão me cercava com garras afiadas,
Ansiosa por minha decadência e morte,
Me envolvia com suas mãos gélidas e forte.
Em meu pescoço apertava com vigor,
E em minhas ideias e sentidos causava tremor,
Minhas vértebras contorcidas pela dor,
Muitas eras passando em questão de segundos e amor.
Meu coração parecia palpitar com força,
Talvez com a capacidade de abalar a terra em sua voracidade,
Suplicava por libertação deste poço escuro,
Onde a ternura era encontrada em manchas sobre o azulejo impuro.
Com lodos revestindo todos os cantos,
Senti-me como um jovem em tempos antigos, sem esperança,
Tudo o que tinha eram palavras de uma súplica,
Por ajuda para sair daquela escuridão mortífera, tão crítica.
Na escuridão do meu silêncio
Busco à luz para me guiar
Um dia pensei que havia encontrado
Hoje percebo que não
A chama se apagou
E o combustível não encontrei mais…
Obs; é na dor,na escuridão que a alma reluz
... que o poeta mais expressa os seus sentimentos.
Doeu e criei, é, estou sentindo de verdade.
3-É na escuridão que minha LUZ se faz brilhante, é, se alguém
me machuca eu não vou ficar me fazendo de vítima
"porque quem se coloca como vítima, vitimado está" por si só.
Na vasta possibilidade de escolha,
luz e escuridão.
Na caminhada sinuosa,
tropeços e perdão.
Dentro de cada um,
dúvidas e desejos.
Todos sustentando nossa ingratidão.
Um velho homem sábio disse: ”A linguagem, por sua natureza, engana. Encobre a verdade na escuridão… em vez de iluminar.”
“A Verdade”, disse um velho sábio, “está apenas no silêncio.
Todos mentem sobre tudo, até que param de falar. Aí dizem a verdade.
Na masmorra da razão, na escuridão profunda,
A dualidade se revela, a mente se afunda.
Entre o empirismo dominante e a crítica pura,
Desponta a lucidez ácida, uma voz que perdura.
Explorando a energia cósmica, além do visível,
O poeta mergulha nas camadas mais sensíveis.
Questiona o domínio do empirismo estreito,
Buscando a verdade além do mero preconceito.
Na dualidade do pensamento, a luz e a sombra se entrelaçam,
A lucidez ácida em cada verso se desfaçam.
Enxerga além das amarras do racionalismo comum,
Desvendando mistérios que a razão não assume.
Na masmorra da mente, a crítica se debate,
Entre o empirismo dominante e a razão que abate.
A energia cósmica pulsa, invisível aos olhos,
E o poeta desbrava caminhos, voa em seus voos.
A lucidez ácida o guia nessa jornada,
Explorando horizontes além da empiria adotada.
No cerne das trevas, encontra a faísca de luz,
E revela verdades que desafiam a cruz.
Que o poeta, com sua voz ácida e ardente,
Rompa as amarras da razão, ouse ir além da mente.
Que a dualidade se dissipe na energia cósmica,
E que sua poesia transcenda qualquer lógica.
In, A sombra sobre o véu
