Poema do Jardim de William Shakespeare
A vida é escultura na areia, resistindo entre a onda e o vento. Cinzelado pelo amor, abraços, Deus, alento.
Um dia a gente acorda, olha no retrovisor do fado, e vê que a distância é proporcional ao tempo. Aí você levanta e vê que o epítome nunca pode ser um passatempo.
A despedida tem que ser devagarinho, até acostumar com a hora, tentando elastizar um pouquinho, o encontro de ir embora
O livro e a morada das letras. Quem mergulha em tuas páginas, vive ilusão, sonhos... Viaja no mundo da imaginação
Poetar é uma explosão de alma tão intensa, que nada acalma, só papel e tinta e os conselhos do vinho...
"Amor, não é somente um vocábulo. É gramática.
É a oração de um olhar grifado no retábulo do coração."
Nenhum som é mais bonito que o do abraço. Ele ressoa a proteção do laço, e pronuncia "paz e bem" nos braços.
Os obstáculos são necessários para o êxito, pois em venda, como em todas as carreiras de importância, a vitória só vem após muitas lutas e inúmeras derrotas. Contudo, cada luta, cada derrota, aguça suas técnicas e forças, sua coragem e persistência, sua capacidade e confiança e, assim, cada obstáculo é um companheiro de armas forçando-o a melhorar... ou a desistir.
O lirismo representa uma expansão dispersiva da subjetividade, porque ele indica, no indivíduo, uma efervescência incoercível que visa incessantemente expressar-se. Esta necessidade de exteriorização é tanto mais urgente quanto mais é o lirismo interior, profundo e concentrado. Por que o homem se torna lírico em meio ao sofrimento ou ao amor. Porque estes dois estados, ainda que diferentes por sua natureza e orientação, surgem - de alguma forma - do âmago do ser, do próprio centro da subjetividade
Algumas pessoas só se tornam líricas nos momentos decisivos de sua existência; para outras, é somente no instante da última agonia, quando o passado faz-se presente com todo o vigor de uma torrente.
Desde sempre você confiou suas frustrações, seus medos e desejos aos meus olhos e ouvidos. E com seu jeito de dizer-se tão verdadeira, me ajudou a reforçar minha vocação de me encontrar nos outros.
o que esperamos de um amigo é que sinta nossa dor com a mesma intensidade que nós a sentimos. Às vezes, é preciso que um amigo sinta a nossa dor, antes e mais do que nós.
Reconheço a insuficiência destas minhas vacilantes palavras que são apenas uma tentativa de compartilhar o mistério silencioso e vivo de um amor.
Desejo para mim tempo para viver sem barulho no silêncio dos meus dias, naquele silêncio onde as coisas mais importantes acontecem.
Eu é que era novo demais e geralmente os novos demais não estão prontos para a poesia sem grito, simples, leve, com aquela leveza que vem depois das batalhas vencidas e perdidas, cotidianas.
Acho que somos feitos apenas de brevidade, somos aquilo que nos arremessa, entregas condicionadas ao suspiro do tempo para depois converterem-se em lembranças e promessas de um vazio que restou e tem sede.
“Ainda há fragmentos de mim, espalhados como se o espelho de minhas querências se quebrasse em cacos poéticos, cabendo-me colhê-los a cada passo que me lanço, mesmo que eu corte meus dedos frágeis nos pedaços mais afiados”.
