Poema do Bebado
Depois que chegamos ao sucesso profissional, temos conhecimentos, formações, o dinheiro flui naturalmente.
Se é isso que o teu coração escolheu, eu aceito em silêncio, ainda que doa. Perante Deus, que conhece cada batida do meu coração e cada amor que ali habita, peço apenas que a tua vida seja repleta de luz, sorrisos e paz. Que a felicidade te abrace de tal forma que não reste espaço sequer para a lembrança do que fomos. E mesmo que a minha ausência se dissolva no tempo, que a tua alegria seja eterna— pois amar, às vezes, também é saber partir em silêncio e desejar, do fundo da alma, que o outro seja feliz... ainda que longe de nós.
Às vezes, o destino nos ensina que nem todo amor é feito para ser vivido lado a lado. Há pessoas que habitam nossos corações com uma intensidade silenciosa, mas que não encontram lugar em nossa rotina, em nossos dias, em nossa vida. E é nesse espaço invisível — entre a lembrança e a ausência — que elas permanecem: como saudade, como aprendizado, como um amor que não coube no tempo, mas que jamais deixará de existir dentro de nós.
Não tenho, e justamente por não ter é que desejo... É a falta que me move, é a ausência que me consome e dá forma ao meu querer. Se eu tivesse, talvez o amor adormecesse na segurança da posse; mas é no vazio que ele se acende, como chama teimosa em meio à noite. Amar, para mim, é isso: sentir a ferida aberta da falta e, ainda assim, agradecer por ela, porque é dela que brota o fogo do meu desejo.
Cada escolha é uma renúncia, e em cada renúncia nasce um vazio que, paradoxalmente, alimenta o desejo. É naquilo que me falta que encontro a intensidade do que quero; é no que deixo para trás que descubro o peso do que realmente importa. Afinal, amar é também aceitar que não se pode ter tudo... e ainda assim seguir escolhendo, mesmo quando a ausência grita mais alto que a presença.
A fantasia é o refúgio silencioso onde meu desejo encontra abrigo. É ali que a falta se transforma em chama, que a ausência se curva diante da imaginação e que o impossível toca o possível. Nela, consigo conciliar a urgência de querer com a renúncia que a vida exige, e cada pulsão encontra sua expressão sem se perder na frustração. É nesse espaço íntimo e secreto que meu amor pulsa com intensidade, mesmo quando a realidade insiste em colocar limites, porque é justamente a tensão entre ausência e desejo que me faz sentir vivo.
Não desanime em seus propósitos. Tome como meta seus sonhos. Acredite, eles podem se tornar realidade.
A poesia está na beleza dos olhos de quem vê, nas esquinas de pensamentos esquecidos, na fragilidade de um sentimento puro, nas cores da alvorada e no som da quebrada das ondas do mar...
As conexões, às vezes tênues, às vezes feitas com muito sacrifício. Mas, muitas vezes, magníficas, aconteceram depois que eu parti. Comecei a ver as coisas de uma maneira que me permitiu abraçar o mundo, sem eu estar nele.
Conhece algum instrumento musical que tenha marcado a história da música de vários séculos, que se adaptou e se adapta em inúmeros gêneros e estilos e que estando solo ou em conjunto permanece sublime?
Se os homens gastassem seu tempo e energia para cuidar dos vulneráveis, teríamos um mundo justo, se não ocorre é porque homens ricos, pobres, simples e poderosos só olham para seu próprio umbigo...Seres humanos, são os animais mais perversos do mundo animal.
Toda injustiça social que há é fruto do egoismo humano, tolos governantes e povo alienado, ambos só se interessam pelo que a política pode lhes oferecer como poder e vaidade individual, ninguém se importa com o coletivo, nem políticos nem quem os elegem.
As vezes é preciso abrir os olhos de nossas almas para enxergarmos o que está no exterior. Acostumamos a olhar apenas para dentro de nós. Somos levados a acreditar que dentro do nosso mundo particular tudo está perfeito. Mas isso é segundo nosso próprio juízo e esquecemos a beleza que nos cerca. Uma praia sem o sol, sem a areia, sem os pássaros e animais marinhos, sem a vegetação e sem alguém para lhe contemplar seria apenas uma porção de água.
O casamento feliz, o ideal, o almejado por muitos, segundo Nietzsche, seria como uma prisão perpétua, mesmo assim poderia dar certo; desde que prisioneiro e carcereiro se amem a ponto de tornar a convivência possível e harmoniosa.
Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.
