Poema Desejos de Elias Jose
Fiz a minha casa aqui,
tu sabes porquê...
Escolhi construí-la sobre um rochedo,
não para que perdure,
mas para que não desabe quando o vento soprar
e por aqui o vento sopra sempre...
Sabes que não te evito
trago os bolsos cheios dos teus poemas
quando era pequeno trazia nos bolsos
pedras que apanhava no caminho
os poemas são cheios de palavras por dentro
e as palavras que há nas pedras perduram ao vigor dos cinzéis
são como casas construídas sobre rochedos
falam de nós se na infância as levámos nos bolsos
falam de nós como se fossem poemas
e nós escutamos a sua voz
porque expomos as nossas mãos ao silêncio
as pedras estão cheias de silêncio por dentro
como se fossem poemas
as palavras habitam o coração do silêncio
e se eu não sei contar as palavras que há dentro dos teus poemas
como posso saber quantas habitam o coração do teu silêncio...
HÁ MUITA DIFERENÇA EM "SER UMA BENÇÃO" E "ESTAR NA BENÇÃO".
SE VOCÊ É UMA BENÇÃO,ENTÃO VOCÊ É UM PROPAGADOR,UM EMISSOR,UM ABENÇOADOR;MAS SE VOCÊ APENAS ESTÁ NA BENÇÃO:ENTÃO VOCÊ É APENAS UM RECEPTOR.
SÊ TU UMA BENÇÃO!
Como somos arrogantes ao pensar que tudo isso, que aí fora está, é visto por nós - existe por isto, pra isto.
Ledo engano, somos amorosamente contemplados pelo silencioso império da Vida.
-...ou você, de vez em quando, não te sentes vigiado?
Não sei se me interessei pela indiazinha por ela se interessar por estrelas.
Ou se me interessei por estrelas por me interessar pela pequena índia.
Hoje quando penso na inddiazinha penso em estrelas
E quando penso em estrelas penso na pequenina índia.
Como me parece que me vou ocupar com as estrelas até o fim de meus dias
Parece-me que não vou deixar de me interessar pela minha índia até a eternidade.
Até porque nunca saberei se me interesso por uma índia que se interessa por estrelas.
E, já não me lembro se senti primeiro o amor ou se vi a pequena índia e daí eu vi estrelas...
Mas, o que importa?
Posso dizer que o universo a partir de então está eterno.
E a indiazinha...?
Bem...tomara que ela apareça logo... materialize-se dentre estes sonhos, versos.
Cá, espero.
Essa saúdade é demais!
Até que daria tudo para voltar à aquele momento,
sei que do fundo o nosso amor nao acabou e tu não me esqueceste e, eu serei para sempre teu e, eu sonho sempre sonho voltar à aquele momento.
Eu sem voce sou medade,
eu sem voce sou nada,
eu sem voce nao sou ninguém,
eu sem voce não existo,
eu sem voce sou apenas campo vazio que vai e vem,
eu sem voce me sinto estrangeiro de meu proprio país.
Neste dia o aniversário é seu,
mas este ano, quem recebeu o
presente foi eu, por lhe conhecer.
PARABÉNS...
Viagem...
Quando começa uma viagem?
Levanta voo, num instante, em direcção ao azul?
Por estradas ou pelo mar?
Onde nos leva?
A lugares de sempre?
A espaços por descobrir, desejos secretos?
Partir à aventura sem rumo certo??
Depois há aqueles caminhos de terra batida onde o tempo se esquece.
Levam-nos para lugares de ninguém, cheios de sons quase desconhecidos.
Ouvimos pássaros ou aves. Não lhes sabemos o nome!
Um pardal, um melro, um pintassilgo...
Sentimos cheiro do rosmaninho, da urze...
Viagens que fazemos sem sair do mesmo lugar!
E tão longe nos levam entre lembranças passadas, instantes vividos...
Onde o hoje já é ontem e pode ser (ou não) o amanhã!
O silêncio voa enamorado
Uma fria névoa amanhece num beijo molhado
Um laço lascivo com cheiro a pecado !
Águas claras, santas
Águas que são d'encanto
Lavai-me o coração de mágoas
Porque sou avesso ao pranto.
Naqueles olhos encontrei minha paz
no sorriso a minha felicidade
nas palavras a esperança
no toque a paixão.
Naquele corpo encontrei aconchego
no seu cheiro, devoção
no coração encontrei o amor
nela... encontrei-me.
Quero contemplar tua felicidade
amparar tua tristeza
quero voar nas asas do amor
e entrar dentro do teu coração
provar do mel dos teus lábios
apreciar as estrelas do teus olhos
e se encantar...
com o brilho do teu sorriso.
O amor é como um barco
navega por várias águas
as vezes da tristeza... as vezes da alegria...
mas navega fortemente
enfrenta tempestades, raios
água tenta afundá-lo
mas quando tudo parece perdido
vem a luz, abre as cortinas da vida
dissipam as nuvens
e a luz do amor brilha fortemente
e o barco navega tranquilo e feliz
até achar um porto seguro
e ali... permanece para sempre.
Sorrisos... Eram muitos sorrisos
Mas os sorrisos viraram lagrimas
Palavras bonitas e de amor
Se tornaram palavras de fel, de fogo
Que queima, arde, mata
Toda a magia desapareceu
E todas aquelas atitudes ferinas
Dilacerou meu coracao
Foi mais doloroso do que a morte...
A luz foi embora e me deixou
Entao eu partir pela escuridao
Segui caminhos tortuosos
Tristes, traidores e perigosos
Mas nao encontrei a luz
Me perdi... Nao conseguir voltar,
E agora, sem sensimentos
Sem amor, sem coração
Eu andarei pela sombriedade
Para toda a eternidade
O amor não se fabrica. Nunca li, nem nunca vi, que algures no mundo,houvesse uma fábrica de fazer amor. Neste caso, confesso a minha ignorância.
O amor vive-se, não se faz.
O amor comunica-se, não se fabrica.
O amor é doação.
O amor tdo perdoa, näo guarda rancor.
O amor é paciente!
O amor é benigno.
O amor tudo desculpa.
O amor crê tudo.
O amor suporta tdo.
O amor nao é invejoso.
Nao se ufana.
Nao se ensoberbece.
Nao é inconveniente.
Nao se irrita.
Nao procura o seu interesse.
Nao suspeita mal.
Nao se alegra com a injustiça e nao é egoista.
O amor alegra-se com a verdade.
O amor traduz-se em sacrifício e em cruz...
SIM, MEU JOVEM, AMAR É DEIXAR-SE MORRER PELO OUTRO (..Leonel_Saguar..)
Noticias nada boas
Poesia irreverente
de homem desarranjado
Me deixa muito contente
Embora um pouco acanhado
Me pediste um e-mail
Coisa dos tempos modernos
Me lembra um pouco o correio
quando nós éramos internos
O fato acontecido
Te digo amigo João
Pode Crer, não foi contigo,
Foi com outro amigo irmão
O Elias em Natal
Teve um tal de avc
Foi parar no hospital
Mas muito ainda vai viver.
Celestina, Genitora do Manoel
Caiu e quebrou a perna
Mas agora passa bem.
Essas são as noticias
Que estou te enviando
Não são coisas nadas boas
Mas é o que está se passando!
O Canto da Maria
Aqui e agora
Tudo acontece.
Alguém esquece,
Outro murmura,
Alguém medita,
Alguém escuta
Talvez reflita
Um dá um grito,
Pede socorro,
Da um aviso,
Uma voz gritou,
E a corrente
Acorda a gente,
E já se quebrou.
O amanha já será tarde
O que passou
Não vai voltar.
Ouve a Maria Maria
De João Pessoa
Da poesia
Da alma boa
Da alegria
Este é o seu canto
Do sabiá.
Silencio
Silencio
O silencio é sofrimento é o medo,
Aceitação, o calar de um segredo
É o respeito ao direito de não ouvir
É ficar, mas é o mesmo que partir.
É a pergunta que cala, ausência é omissão.
É o abandono, o sofrer sozinho é desengano.
É a Paz a tranqüilidade e é a natureza
A resposta muda, fria e ferina
Um grito gritado em surdina.
É sossego é o fim da vida já vivida
O termino da jornada é o cemitério
É paz é a resposta ao deletério,
É o abraço da pessoa mais querida.
É ouro do provérbio é sabedoria
É o momento da meditação
É vida amor,alegria e paixão
O calar da noite o fim da jornada
A vontade calada é a redenção.
É expressão muda de uma realidade
De quem não veio, mas deixou saudade
Do tempo vivido e já passado.
É a indiferença, é o ódio e o perdão
Uma dor guardada um rancor contido
Uma paixão calada do esquecido é a solidão.
É o luzeiro da cruz
A esperar com paciência
De acordo com nossa crença
Para nos dar sua luz.
É mais que a mudez do sensato
É o aconchego, a voz do ego, um ato
Uma declaração clara e explicita
Uma repulsa que grita
Um consumar do fato.
SE O TEMPO VOLTASSE
A se aquela tarde voltasse nem que fosse só por um segundo,
Juro que jamais exitaria
Eu olharia em seus olhos e confessaria do meu amor por ti
Quisera tivesse dez segundos eu seguraria a sua mão, ao seu lado andaria por esta estrada longa
Sem pensar na solidão, sem pensar em nada
Se eu pudesse voltar o tempo para ao menos lhe explicar
Porque o amor se calou e o destino nos separou
Se o tempo retrocedesse para aquela tarde de verão
Quando em meio a multidão, naquele aniversario eu te vi
Vestida num vestido preto lindo
Olhares cruzados, sonhos, vontades reprimidas de nós dois
Se o tempo voltasse, e eu pudesse te ver de novo
Naquela manhã de sábado só nós dois no fusca
Quando pensei te beijar e não o fiz,
Arrependido e frustrado fiquei
Me perguntando até hoje: por que não?
Se o tempo voltasse, e me levasse àquelas manhãs de sol e brisa
Quando você por mim passou. olhares se trocaram, desejos ecoaram dentro de nós
Se o tempo voltasse
Quando a noite chegou e você se recolheu sem mim e eu sem ti
Pensamentos, sonhos, esperanças
Mas o tempo não volta, mas eu ainda te quero
O sol se pôs entre nós
Mas quem sabe amanha ele nascera de novo pra nós dois...
Quem sabe
