Poema de Depressão
Grito
A voz ñ sai
O choro entalado na garganta
As lágrimas caiem
Mas ninguém ouve
Ninguém vê
Ninguém escuta
Apenas a minha sombra
A minha solidão
A minha depressão
De novo
De novo as lágrimas caem
De novo os pensamentos vêm
A dor renasce e ñ resta mais nada
Apenas aquela dor insuportável e irremediável
Os cortes já ñ ardem
Os arranhões já ñ doem
Mas a dor permanece aqui
A mente permanece aqui
Me controlando como um boneco
Me destruindo
Inércia
Rolando, Rolando, Rolando o feeed, quantas vezes eu fiz isso, eu já vi esse vídeo, ah, também já vi esse meme, a música já ouvi muitas vezes, tantas que perdi a conta, a cama sempre do mesmo jeito, o café, o banho, a roupa, os amigos que ñ existem, a caixa de mensagens vazia, quando foi que tudo se tornou tão monótono, quando foi que eu comecei a sentir esse vazio, tá tudo igual
Geração atual e seus vícios
Corpos vazios que se orgulham,
Olhos com solidão perceptível,
No mundo de luxúria mergulham,
Amor verdadeiro se encontra invisível.
Anseiam por meio dos vícios pela cura,
Mas em tal caminho sua dor será eterna,
Seu coração conhecerá a dor pura,
A solidão será sua visão paterna.
A ignorância os torna tolos e insensíveis, Foco e visão do futuro é algo subestimado, Conforme aprofundam pior são os níveis, Depressão, ansiedade, entre outros, é o resultado.
Precisar de apoio nunca foi vergonhoso,
Não existe alguém superior ou inferior,
A resposta é igual, sendo jovem ou idoso, Nenhum vício apagará sua dor ou vazio interior.
Para os que Virão: VI
Se algum dia lerem estas palavras, saibam: nossa maior doença não foi a depressão, mas a cegueira que nos impediu de vê-la como tal. Durante séculos, tratamos a dor da alma como fraqueza, o desespero como falta de caráter, o vazio existencial como preguiça. Transformamos sofrimento em vergonha, e a vergonha em silêncio. Enquanto negávamos diagnósticos, construímos um mundo doente: competitivo até a exaustão, individualista até a solidão, rápido até a desconexão.
A depressão não é "falta de Deus" ou "modinha". É o corpo gritando que a vida pesa mais que os ossos podem carregar, nós ignoramos a química cerebral, menosprezamos traumas, romantizamos a resistência. E, assim, permitimos que milhões definhassem em leitos invisíveis, sem remédio ou acolhimento.
Vocês, que herdarão o futuro, não repitam nosso erro. Enxerguem a saúde mental como direito, não luxo, ouçam os suspiros antes que virem colapso. Construam uma sociedade que não precise adoecer para descansar. Lembrem-se: a humanidade só avança quando cuida dos que caem não quando os chuta para frente.
Sejam mais sábios. Sejam mais humanos.
O estresse é o acúmulo de pensamentos do seu passado.
Ansiedade é viver com sonhos e pensamentos no futuro.
Depressão dá-se quando o indivíduo começa a pensar no porquê
Entre duas mentiras
O trágico estimulado para sua desconstrução, te convida à angústia e à depressão.
Plano traçado, verdadeira manipulação. Ou seria delírio, teoria da conspiração?
Gera consumo, prêmio, consolação. Só um mundo falso de alienação, mas você nem tem a percepção.
Outra mentira, colega daquela, que junto controla nossa compreensão é a fantasia. Esta idealizada para seu entorpecimento, te ilude à solidão. Alimenta sua desesperança e mina sua determinação .
No entanto, são apenas duas mentiras nas quais cabem revisão.
Insistir no que não faz bem é envenenar o coração e enfraquecer a intelectualidade, é a ilusão de acreditar que o melhor virá depois, mesmo com o corpo gritando que perece em vida.
Escrita para viver.
Numa profunda angústia
perco-me na imensidão
a tinta flui a minha ausência
e o sono a minha própria negação
mas nesse mundo sem sentido
quanto tempo levara para a celebração
Caminho profundo no abismo
As quatro cadeiras da sala estão prontas para oração
desbotadas as suas fissuras irão ecoar os números
sobre o seu proprietário de coração
numa dança eterna, onde me consolo com a solidão.
Uma luz então surge
e ingenuidade que fica
e o que se reflete no espelho?
Lembrança me traz
cores púrpuras e lilás amarelado brilham em tom fantasiado
parece conseguir cortar o crepúsculo
ressoa então a sentimentalidade
aguardando a verdade que no fundo você sabe.
Quando o coração dói.
Há um nó na garganta, um sufocamento no peito, um peso, um vazio, um vácuo no coração, o corpo fica pesado, parado, estático, te cansa até de ficar deitado, andar dói o corpo, os músculos, há uma falta de sede, uma falta de ar, há um vácuo no peito, há um nó na garganta, há um desconforto no estômago, cabeça não pensa direito, fica tudo lento, tudo confuso, tudo que se quer é o escuro, nem música anima, nem passear fascina, nem ver gente simpatiza. Nem mesmo o eu se estima.
Não se abandone, não se deixe de viver, não se deixe de cuidar-se.
O coração dói por vários motivos, sei disso, mas insista em recomeçar mesmo sem motivo, mesmo sem amigos, mesmo sem conhecidos, você precisa fazer isso, independente de não haver sentido, motivo.
Procure sentir o que você precisa para sair disso, para saber quais são seus novos reais motivos.
Escrita para viver.
O esquizofrênico
Parece até filme de terror
Mas imagina a dor
De não saber a diferença entre ser e ter
Que doença pode definir uma pessoa?
Uma doença mental?
Ou, etc. e tal?
Me diz aí
O que é normal?
Quem dera eu fosse só um portador
Para me livrar dessa dor
Que não sei onde encontrei
Ah, eu queria tanto ser normal
Mas o que é afinal?
O preconceito veio me assombrar
Para que desrespeitar?
As vozes vieram me falar
É algo que não consigo controlar
E não é mentira
Para mim é real
Ninguém vê igual
É difícil conviver
Mas eu vou tentando vencer
É difícil se por no seu lugar
Mas não é impossível amar
Muitos dizem que você não é normal
Mas nunca vi um pai igual
Que tal substituir é por tem
A doença nunca irá te definir
Porque você é muito maior
Ele tem esquizofrenia, não seria melhor?
Psicofobia já ouviu falar?
Se ainda não, melhor se informar!
A menina e a caverna
Essa história que vou contar
É da menina que vive na caverna
Não precisa se preocupar
Ela está bem onde está
Pois lá é o seu refúgio
Um subterfúgio
Lá ela se sente segura
Não há o que temer
Ela quer se proteger
Admira o céu pela janela
Com as cores de aquarela
Ela gosta de apreciar
Você vai se perguntar se caverna tem janela
Mas não se preocupe!
Essa história tem figura de linguagem
E também tem personagem
Ela tem medo de sair
E não sabe aonde ir
É que lá fora tem gigantes
Mas é importante
Saber enfrentar
Mas medo ainda há
Mas a menina ainda sonha
Da caverna um dia sair
E ver o que tem lá fora
E poder se distrair
Mas enquanto isso
Na caverna ela está
Olhando pela fresta
Para ver o que que há
Mas ela tem super poder
E ela vai vencer
E não terá mais o que temer
Ela tem muita esperança
Que assim como criança
Terá muita confiança
De sair e achar o seu caminho
Não é como se eu quisesse morrer
Talvez seja só um jeito de dizer
Quando já não sinto nenhuma motivação
Nem enxergo meu próprio nariz
Não escuto nem me controlo
Uma causa perdida
É o que diriam
Eu não pareço ter algo de errado
Apenas sou o que é destinado a ser
Um vazio
Decaído
No fundo
Eu só preciso parar de existir
Se não há motivos nem sentido nem amor nem ódio nem ninguém nem eu
O que sou?
como você tem vivido?
algumas prisões não têm paredes, outras saem de sua boca, mas celas da mente são as mais poderosas...
Dois homens em um só
Como pode dois homens num só corpo viver?
São duas mentes em um só corpo
Qual delas irá vencer?
O homem bom e o homem mau
O transtorno e o transtornado
Não é difícil diferenciar
Qual dos homens está lá
Cada homem tem uma personalidade
É nítido, é verdade
O homem bom é bom ao extremo
O homem mau sofre influência externa
Vozes que ninguém houve
Ninguém vê
Pode crer
É verdade
A mais pura realidade
Os dois homens travam diariamente uma luta
O homem bom tem boa conduta
É difícil descrever
Complicado entender
É difícil explicar
Mas não dá para disfarçar
O problema é que
Como o homem bom
Tem o coração gigante
Acha esse mundo intrigante
Mundo cheio de dor e maldade
Ele só quer fugir da realidade
Minha mãe conhece bem os dois
E sempre diz ao homem bom:
"Faz o homem bom lutar com o outro
Mata ele dentro de você
Não deixe ele sobreviver!"
Me deixe dormir
Mais uma vez por aqui
Há tempos que vem me perturbando
E eu fico na cama rolando
Para lá e para cá
Chego a suar
Às vezes dá vontade de gritar
Por que você não quer me deixar?
Tóxico já está ficando
Eu fico aqui pensando
Que poderia estar sonhando
Mais novamente você vem me visitar
Eu não te chamei
E faço de tudo para me livrar
Quero me libertar
Há noites que não durmo
Já chega!
Quero que vá embora agora
Preciso descansar
Por sua causa não consigo trabalhar
E minhas atividades realizar
No outro dia sempre fico mal
Será que isso é normal?
Mas chega!
Quero dar uma basta
Vá embora de
uma vez por todas…
Insônia!
Eu tenho memórias do passado que ainda persistem.
Elas não somem, mas às vezes se tornam incertezas,
como pequenos vídeos em preto e branco.
Os traumas, no entanto, são fotos nunca reveladas:
você não vê, demora a lembrar, e quando lembra,
elas continuam em branco —
porque, naquelas cenas, você não foi feliz.
Confissões de Intimidade
No íntimo gesto que só nós sabíamos,
Onde a paixão e o amor se uniam, fluíamos.
Não era apenas carne, não era só desejo,
Era um laço sagrado selado em cada beijo.
Tu me recebias inteira, sem medo,
E eu, entregue, num êxtase tão cedo.
Cada toque era fogo, mas também ternura,
Era mais que o corpo, era nossa loucura.
Dentro de ti, encontrei meu lugar,
Um porto seguro onde pude me amar.
E cada vez que em ti me perdia,
Era amor que jorrava, em pura poesia.
Não era apenas a pele que nos conectava,
Era a alma que, em segredo, se entregava.
Na entrega mais profunda, não havia moral,
Era o divino do amor no ato carnal.
Agora, sozinho, relembro o que foi,
Cada memória tua ainda me corrói.
Mas guardo comigo o amor que nos uniu,
Pois em teu corpo, meu coração também sorriu.
E essas lembranças, tão doces e cruéis,
Sussurram promessas, se tornam punhais.
Se a vida sem ti é apenas tormento,
Talvez me extinguir seja meu alento.
Já vi a lâmina, já apertei o gatilho,
No eco do quarto, sem teu carinho.
Tentei partir para calar a saudade,
Mas a dor me prendeu em sua verdade.
O vazio é um monstro que não sei domar,
Tua ausência é um abismo que insiste em gritar.
E cada tentativa só me trouxe mais dor,
Pois nem o fim silencia este amor.
Tua sombra me segue, tua voz me invade,
Teus olhos perdidos na minha realidade.
Já pedi aos céus que me levem também,
Pois viver sem ti é viver sem além,kj+jo
Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.
