Poema de Depressão
Somos fortes, corajosos, resilientes, mas, às vezes, precisamos que alguém
nos aponte essas virtudes, porque nem sempre conseguimos vê-las em nós mesmos. É no olhar do outro, no gesto de cuidado, que redescobrimos nossa luz apagada, o poder que, às vezes, esquecemos ter.
Ansiedade é a intensificadora de alertas imaginários que só produzem tensões musculares, dores e medo, na intenção de fingir que está nos protegendo de algo ruim.
Nossa mente pode ser tão barulhenta, as vezes, que acreditamos que as pessoas conseguem ouvir nossos pensamentos, planos e medos.
Às vezes o excesso de Drama é só a soma da explosão do excesso de Passado com o excesso de Futuro dos que vivem o excesso de Presente.
Estamos nos tornando nosso próprio porto seguro de tanto nos voltar para nós quando a tempestade do nosso copo d'água transborda lá fora.
Não há alegres ou tristes o tempo todo. Alguns fingem alegria o tempo todo só pelo prazer de tentar enganar a tristeza.
Muito pior que qualquer câncer, é o câncer na alma. Todos os outros só matam uma vez, ele, diariamente.
Entre sorrisos “nos lábios” e tristezas no olhar, se escondem tantos sorrisos forçados para a alma não chorar.
Entre esforços para sorrir e esforços para não chorar, nasce a zona desconfortável da falsa tranquilidade.
Os que fingem bondade ou maldade não conseguem perturbar a minha mente, mas os que fingem alegria conseguem inquietar a minha Alma.
Ter maior consciência dos problemas pode ser uma maneira de gerar indiretamente um subproduto milagroso: a felicidade. (...) Porque a felicidade, como a depressão, é um ciclo de retroalimentação.
Foi a culpa, ela a consumia como um câncer. Ele foi ficando menor e menor até finalmente se enforcar
