Poema de um Homem Apaixonado

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O homem não evoluiu; apenas sedimentou camadas sobre aquilo que sempre foi. Sob a cultura, a moral, a linguagem e a própria consciência permanece um território mais antigo do que qualquer civilização. A consciência é apenas uma névoa tênue que paira sobre profundidades que nenhuma teoria psicológica alcançou por completo. Sigmund Freud chamou uma parte de inconsciente; Carl Jung falou em sombras e arquétipos. Mas há algo ainda anterior a essas formulações — uma região sem símbolos, sem linguagem, sem história. Se a pobreza das palavras permitisse nomeá-la, chamar-se-ia Primevo: não a primeira camada da alma, mas aquilo de onde todas as camadas emergem.

A psicologia não nasceu nos consultórios, mas no espanto ancestral do homem diante da própria alma. Sigmund Freud e Carl Jung não criaram o abismo — apenas lhe deram novas linguagens. Muito antes deles, Fyodor Dostoevsky já descia às regiões subterrâneas da culpa, do desejo e da contradição humana; e, antes ainda, os gregos haviam convertido esses conflitos em tragédia e mito. O inconsciente não surgiu como descoberta moderna — acompanha o homem desde o instante em que ele começou a temer aquilo que carregava dentro de si.

O homem que busca a eternidade esquece que cada instante é já infinito em si; é na intensidade da queda e na doçura da perda que a alma sente seu próprio voo.

A tecnologia insinua-se como um vírus que atravessa a porta que o próprio homem abriu: instala-se sem alarde, reorganiza vínculos, substitui presença por interface. Aproxima à distância e afasta na proximidade, enquanto persuade de que nunca se esteve tão conectado. E, nesse paradoxo, quanto mais se comunica, menos se encontra — porque o vínculo mediado simula contato, mas não sustenta encontro.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

O maior erro do Homem não é esquecer que vai morrer, mas viver como se nunca fosse prestar contas.

Será que só eu me sinto um mendigo tentando ensinar a multidão a ser bilionários, sendo homem comum, talvez medíocre, pregando um Deus todo-poderoso?

O mar pune o homem que busca voltar ao lar, pois o coração sabe que o verdadeiro exílio não é a distância da pátria, mas o despertar da ilusão de que pertencemos a algum lugar.
Reno Fioraso

"Escolha um homem de coração bom e o trate com ternura, pois a lealdade nasce onde o amor é respeitado.”

Até um grande homem atingir o alvo do sucesso com a flecha da humildade, abrirá sem brandura a ferida do orgulho.

Venha de onde vier, seja homem ou mulher, triste ou sorrindo, seja muito bem-vindo, vem com amor no coração, paz e solução.

O homem amadurece quando para de perguntar apenas “o que me dá prazer?” e começa a perguntar:
“Que tipo de homem nasce das recompensas que eu continuo perseguindo?”

⁠⁠“Mais fácil é para o homem carnal, ser quem ele é, que deixar de ser assim. Porque para tornar-se espiritual, requer sacrifícios…”
Ney Paula B.

“Todo homem que ‘se acha’, é incapaz de achar a si”
Autor: Ney Paula Batista

“Não foi o homem abrindo caminho até Deus. Foi Deus abrindo caminho até o homem.”

A maldição que todo homem carrega de ter que entender a todos mas não tem ninguém para entendê-lo.

⁠O revolucionário é um homem condenado antecipadamente. Ele não deve ter relações românticas, nem coisas ou seres amados. Ele deveria despojar-se até de seu nome. Nele, tudo deve concentrar-se em uma única paixão: a revolução.

Sergey Nechayev
Catecismo de um revolucionário (1869).

Nenhum homem é capaz de derrotar aquele, que em sua infinita dor e solidão, desejou a morte, mas continuou lutando

⁠A única emoção permanente do homem comum (...) é o medo – o medo do desconhecido, do complexo, do inexplicável. O que ele quer acima de tudo é segurança.

H. L. Mencken
A Mencken Chrestomathy (1949).

O homem probo não se deixa abater pelas adversidades, nem se seduzir pela ganância.