Poema de um Homem Apaixonado
O vazio da alma humana nasce da ausência de Deus. Quanto mais distante o homem permanece d’Ele, mais se afasta da própria essência.
O homem de verdade se orgulha da sua independência e vira o seu cais; o obsessivo se assusta com a sua força e tenta virar a sua cela.
O mundo dá voltas tão violentas que o homem que hoje deita no seu peito como o herói que cura as suas feridas, amanhã pode ser o carrasco que arranca o seu último suspiro. A lição de vida mais amarga que nenhuma mulher deveria precisar aprender é que o amor verdadeiro nunca exige que você morra por ele, e que a sua intuição é a sua única armadura: nunca abaixe a guarda para quem tenta trancar a sua liberdade sorrindo.
Os feitos de um grande homem se erguem acima de suas fraquezas e pecados, e o tornam digno diante de Deus.
Nada enfraquece tanto um homem quanto o hábito do conforto, nele a ambição se amansa e a queda se torna inevitável.
O pecador evita a oração porque teme a luz; o homem de oração abandona o pecado porque já viu a luz.
Eu já havia sido condenada à prisão perpétua, mas um homem se levantou e disse que pagaria no meu lugar. Para minha surpresa, ele era o filho do juiz.
Miserável homem que sou, pois todos os dias me levanto, movido pelas paixões da carne, e não pela eternidade.
Eu não estava no Éden quando o homem caiu, mas herdei a culpa. Também não estava na cruz quando Cristo morreu, mas herdei a graça. E foi a graça que falou mais alto que a queda.
Às vezes, o homem se afasta de Deus não por ter deixado a fé, mas por ter conhecido de perto aqueles que dizem representá-Lo.
O homem é tão egoísta que precisa ouvir sobre recompensas na etemidade para finalmente praticar o bem enquanto ainda está vivo.
Quando inicie era um homem vazio. Quando terminei, compreendi que não era um homem, somente o vazio.
O diabo não tenta o homem; o diabo é a consciência humana que desperta e percebe que o deus que o criou nunca foi bondoso e, na verdade, tentou ocultar o conhecimento da humanidade.
O "natal" é o milagre anual onde famílias miseráveis celebram o nascimento de um homem que pregava a pobreza contraindo dívidas que não podem pagar, apenas para impressionar vizinhos que elas detestam com objetos de que não precisam.
A crença em deus não eleva o homem, apenas o acorrenta ao medo eterno, transformando a liberdade em escravidão voluntária.
