Poema de um Homem Apaixonado
"O silêncio do homem sábio não é recuo, é preservação. Eu evito o confronto não por temer a sua força, mas por conhecer o tamanho da minha. Dominar a si mesmo é a maior das vitórias; ultrapassar esse limite é um caminho sem volta."
— Ginho Peralta
Quando o calor vem,
o homem pede chuva;
quando a chuva vem,
pede sol. Nunca está
satisfeito, porque
perdeu o hábito de
agradecer.
Encruzilhada
Afrodite fica em dúvida,
entre o lenhador e o rei.
Entre o homem da madeira
e a divindade do vulcão.
Entre o que constrói lentamente
e o que explode quente.
Ela fica contente,
e contida do não saber,
na dúvida da escolha.
Querendo amar os dois,
e sem saber se pode.
Ela se sente humana e não mais Deusa.
E nesse momento,
de tormento e escolha,
fecha a rolha da Ambrósia
e adentra inteira a encruzilhada.
Roga e pede a grande mãe,
sabedoria e pudor.
Mas,
sua alma é de torpor,
furor,
calor,
amor.
Inteiro e verdadeiro.
Pulsante,
sedutor.
Ela quer ir tal qual o vento,
tal qual nuvem,
alada,
fazer ninho em dois corações.
E tornar o lenhador um rei
e o rei,
um lenhador.
Tornar os dois inteiros
e seus,
amantes,
diamantes,
sacerdotes
e machos.
Mas ela ama
e tem medo,
de magoar algum.
Porque sabe,
embora sem entender,
que não pode ser dividida.
E por que não?!
Dividida,
divindade,
de verdade!
Correr em veias de dois corpos ao mesmo tempo,
era só o que ela queria...
Pulsar dois corações!
Duas orações,
que chegam a ela juntas,
no éter,
em duas canções,
lhe pedindo amor
e ela quer dar
e tem para oferecer,
mas,
parece que no mundo real tudo é tão difícil...
Talvez o Deus a dividisse,
mas e o lenhador...?!
E, como essa dúvida gera dor,
ela faz sua mala
e volta para o Olimpo.
Sozinha.
Natasha Treuffar
O homem que não se liberta de seu vício continua cativo, ainda que creia estar livre. Pois a liberdade que não domina o desejo é apenas outro nome para a escravidão da alma.
- Ketty Williams
O homem que se julga conhecedor de todas as coisas é o mais cego entre os homens, pois adora o ídolo do próprio eu.
- Ketty Williams
Deus criou o mundo em plenitude; O homem, em sua vaidade, fez dele o reflexo de sua decadência.
- Ketty Williams
"Só um grande homem colecionador de inúmeras derrotas pode saborear um grande vitória"
Ricardo Rozendo Leite
"O Falso Fim"
«O percurso da vida é longo, mui longo para o homem.
Suas paragens inéditas anunciam um fim que engana:
ora os abatidos, que já perderam a esperança,
ora os que se deleitam, como se o paraíso já tivessem alcançado.»
Mas afinal, onde estará o fim?
Quando um homem que nunca foi valorizado encontra uma mulher que nunca foi amada como merecia, não é acaso — é reconhecimento. É o encontro de duas dores que aprenderam a sobreviver em silêncio, carregando no peito histórias que poucos souberam ouvir.
Eles não chegam inteiros, chegam verdadeiros. Trazem cicatrizes visíveis na alma, o coração cauteloso, mas ainda capaz de sentir. Não fingem perfeição, oferecem honestidade e a coragem de tentar outra vez.
Já tocaram o fundo sozinhos e aprenderam a se reerguer sem aplausos. Por isso, quando se encontram, não exigem promessas vazias — oferecem presença, cuidado e a escolha diária de permanecer.
O amor que nasce ali não é frágil. É feito de respeito, parceria e consciência. Não grita, não implora, não machuca. Como um verdadeiro time, sabem que com esse amor não se brinca.
O homem que nunca foi amado
Ele cresceu aprendendo a ser forte em silêncio, a engolir afetos como quem engole o choro.
Construiu muralhas onde
deveria haver abraços echamou
de maturidade a ausência
de quem nunca ficou.
No peito, carrega um amor sem treino, desajeitado, mas verdadeiro.
Ama do jeito que consegue,
com medo de ser demais,
com medo de não ser suficiente,
sempre achando que sentir é um erro.
Mas existe um dia
— sempre existe
— em que alguém atravessa suas defesas sem pedir permissão.
E então ele entende, tarde e bonito,
que não ter sido amado
nunca o impediu de ser amor.
O amor
A flor
O beija-flor
O homem
A mulher
O bem-te-vi
O barro
A água
O joão-de-barro
O chão
A violeta
A borboleta
O sol
A lua
A presença sua
O homem que domina a própria mente nunca precisa provar sua força. Ele sabe que respeito se conquista com caráter, inteligência e atitudes, não com barulho ou aparência.
-Jouberth Toffoli
Jesus Cristo foi um homem de grande conhecimento e sabedoria, dignos de um rei, mas foi perseguido e condenado por um crime considerado hediondo. Em razão disso, passou a conviver com os plebeus e a sofrer as consequências de sua condição e do meio em que estava inserido.
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O Menino Homem
Então, aquele menino homem subiu em seu cavalinho de cabo de vassoura, colocou o chapéu de guerreiro, feito de jornal, empunhou sua espada imaginária e partiu para sua batalha final.
Só que, desta vez, a batalha já não era de fantasia.
O confronto contra o monstro foi cruel, feroz e traiçoeiro. Uma batalha longa, dolorida e difícil. Ele lutou como sempre havia lutado: com coragem, esperança e a espada imaginária nas mãos.
Mas, infelizmente, o monstro venceu.
Hoje, já não há mais o menino homem.
Ele cavalga por outros planos, talvez ainda montado em seu cavalinho de cabo de vassoura, com seu chapéu de jornal e sua espada imaginária, pronto para enfrentar novas batalhas.
Fica para nós a lembrança daquele menino que, um dia, acreditou que podia vencer todos os monstros.
Adeus, menino homem.
Lembranças de um tempo que não volta.
Doravante, basta ao homem ser trepassado por um lampejo de luz, ou ver- se à deriva sob o brando orvalho que desce dos céus. Assim a história se finda, e o que me aprasava, agora me tolhe a razão.
230726
Nem toda verdade vem aos gritos.
E nem todo silêncio significa fraqueza.
Às vezes, o homem mais perigoso da sala…
é aquele que parece salvador demais.
