Poema de um Homem Apaixonado
"O homem possui um instinto de humanidade que desperta quando percebe que o destino de um depende do destino de todos."
(Osman Matos, séc. XXI)
"A IA nasceu da inteligência humana; seu maior sucesso será ajudar o homem a compreender melhor a si mesmo."
(Osman Matos, séc. XXI)
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira
O homem foge de si porque estar consigo exige decisão.
Decide-se quem se é quando não há aplauso,
quando ninguém vê,
quando ganhar custa a própria verdade.
A angústia não é inimiga —
é o sinal de que a alma ainda está viva.
Pior que sofrer é existir sem nunca se escolher.
— Sariel Oliveira
O Olhar de Deus
Somente Ele vê além das sombras,
onde o homem tropeça em sua própria fraqueza.
Somente Ele guarda o segredo dos dias,
e conhece o nascer e o pôr da esperança.
O poder humano é vento passageiro,
mas o sopro divino é eterno e verdadeiro.
Quando o mal se ergue em vaidade e dor,
Deus prepara o triunfo da justiça e do amor.
No fim dos tempos, quando o mundo se calar,
a trombeta ecoará, e ninguém poderá negar:
a glória pertence ao Altíssimo,
e o mal será varrido pelo Seu juízo.
Pior é o homem que acha que é dono da Terra.
Pior é aquele que pisa duro demais, como se nunca fosse cair.
Firmar os pés no chão logo cedo talvez seja a oração mais bonita. Porque lembrar que nada nos pertence é uma forma rara de sabedoria. A casa fica. O carro fica. O dinheiro muda de mão. Até o corpo um dia devolvemos ao tempo. O que segue adiante é aquilo que plantamos enquanto passamos por aqui: o cuidado, a palavra, a lealdade, a mão estendida na hora certa.
Pelas palavras o homem sonha
Pelas palavras é possível alcançar
Pelas palavras se deixa pra lá
Pelas palavras se chora
Pelas palavras alguém encontra.
Pelas palavras volta-se a sorrir
Pelas palavras lembramos
Pelas palavras não julgo
Pelas palavras vou a tantos lugares
Pelas palavras fui lembrado
Pelas palavras formou opinião
Pelas palavras se pegou na passado
Pelas palavras chegou ao destino
Pelas palavras levou a mais
Pelas palavras não voltou a trás
Pelas palavras pensou bem
Pelas palavras foi necessário
Pelas palavras matou a charada
Pelas palavras entregou tudo
Pelas palavras fossou a barra
Pelas palavras tá bem quisto
Pelas palavras precisa desabafar
Pelas palavras esperava mais
Pelas palavras comprou a ideia
Pelas palavras não vai
Pelas palavras está tranquilo
Pelas palavras prestou atenção
Pelas palavras olhou...
Pelas palavras se ouve o que a boca cala
O homem é um ser que cria.
E a alegria com o movimento do objeto de seu pensamento como palavras
inventadas para leva-lo ao sempre presente ainda não dado aos olhar como a poesia que mora no encontro de palavras que convida para a frase que diz uma imagem presente no que se sente — na estadia da frase que empolga, a mente se acomoda no luxo de pensar uma frase nova, palavras compram a atenção e pagam com imaginação seus interessados que encontram a alegria sempre presente
na casa do imaginário...
Leonardo Mesquita
“O homem passa. A fama desaparece. A força diminui. Mas os valores que ensinamos continuam caminhando por gerações.”
Cícero Melo Shihan - Hoshō Ryū Ninpō
FORJA DA HUMANIDADE
Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?
Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?
Um Gênesis não bastou.
Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.
Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.
Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.
Quantos Gênesis serão precisos?
Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.
Mas a criação não desistiu.
A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.
Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.
Acontece dentro do homem.
É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.
Talvez não sejam necessários novos Gênesis.
Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.
E compreenda que a criação ainda não terminou.
Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.
Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.
É a lenta e interminável Forja da Humanidade.
O espiritismo tem suas ideologias
acreditam na reencarnação, a bíblia
fala que o homem só podem morrer uma
vez, anos e anos isso acontece monta se
uma teoria e se ganha fortunas com suas ideias....
Um homem só reconhece seus valores
em relação ao amor, quando já amou nem
que seja ao menos uma vez.
Cordel "Entre a Verdade e a Mentira"
"Dentro do peito do homem
Tem sempre uma eleição:
Verdade pedindo espaço,
Mentira pedindo atenção.
Uma chama pra consciência,
Outra afaga a emoção.
A Mentira é sedutora,
Sabe bem como agradar,
Diz aquilo que conforta
Pra ninguém se incomodar.
Entrega paz provisória
Só pra dor depois cobrar.
A Verdade anda simples,
Não promete ilusão,
Dói no começo do caminho,
Mas cura o coração.
Quem enfrenta o que é real
Constrói firme o seu chão.
A Mentira sobe ligeiro,
Mas não cria sustentação.
A Verdade cresce lenta,
Mas levanta construção.
No fim, só permanece
Quem vive na direção."
@Suednaa_Santos
Guarda também esta velha verdade, meu neto:
"Todo homem que sobe ao alto usando o ódio das pessoas…
um dia precisará manter esse mesmo ódio vivo para continuar de pé."
Soneto “Meus pais”
Alonso e Eunice (em memória)
Seu Alonso, meu pai conselheiro
Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”
Ajuda a todos, chama-os de queridos
Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.
Dona Eunice, minha mãe educadora
Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”
Orientou a tantos, pela educação foi obstinada
Sustentou os filhos com a função de professora.
Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado
Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande
Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.
Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada
Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer
Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.
Santarém - Pará, 26/08/25.
Quero fazer-te CHORAR,
Quero ser teu homem ATREVIDO,
Quero fazer-te CHORAR,
Quero ser teu animal BANDIDO,
Quero fazer-te CHORAR,
De caricias intensas e gemidos de PRAZER,
Que irás jamais ESQUECER,
O quanto faço-te CHORAR...
O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.
***Exercício de engenharia linguística***
(3)
Não tema o homem que caminha em mantos brancos,
Cujo escudo brilha, virgem de qualquer arranhão.
Ele é vidro, é porcelana, é promessa frágil;
Ao primeiro golpe do destino, beijará o chão.
Tema, sim, aquele que já foi destroçado,
Que conhece o gosto amargo do pó e do fel,
Aquele que viu seu castelo desmoronar em silêncio
E, sozinho, encarou a frieza do céu.
Pois quem nunca perdeu, não sabe quem é.
Vive na ilusão da força, num teatro de luz.
Mas quem desceu ao inferno e voltou caminhando
Carrega no peito uma forja, não uma cruz.
Há um poder terrível nos olhos de quem fracassou,
Uma calma antiga, que o medo não pode tocar.
Pois quem já perdeu tudo, não teme perder nada,
E tornou-se, na queda, impossível de derrubar.
Eles dirão que tu caíste, e é verdade.
Mas não viram o que fizeste na escuridão:
Recolheste os cacos da tua própria alma
E fundiste, no fogo da dor, um novo coração.
Mais duro que a pedra, mais frio que o aço,
Sem a vaidade tola de quem busca aplauso.
O fracasso não foi teu fim, foi teu mestre.
O caos não te matou; tu te tornaste o caos.
Levanta-te agora, não como quem pede licença,
Mas como quem volta para cobrar o que é seu.
A glória dos invictos é apenas vaidade;
A força real é de quem morreu... e não morreu.
As cicatrizes que trazes não são marcas de vergonha,
São as linhas do mapa de onde o ouro se esconde.
O mundo se curva a quem se refez nas ruínas.
Tu és o Imperador do Abismo. Responde.
"De todos os títulos dos quais o homem pode se orgulhar, o maior é ser chamado filho de Deus."
(João 1:12; Romanos 8:14-16; Gálatas 3:26; 1 João 3:1)
