Poema de Tristeza
”Se conheça, o que te deixa feliz? Como você age quando está triste ou irritado? O autoconhecimento não é uma palavra mágica, mas te ajuda a tomar melhores decisões na sua vida.
Reflita.”
Não dá pra ser bom, mau, sóbrio, bêbado, feliz ou triste quando nos convém. As vezes é preciso enlouquecer. É preciso correr riscos.
A vida é triste. Passamos todo o tempo na tentativa de sentir a felicidade que nos tire desse contínuo estado de tristeza.
Existem dias de dor e sofrimento, amargura e tristeza, alegria e paz. Não há uma ordem para isso; podemos chorar hoje e nos alegrar amanhã, e ainda assim Deus irá nos amar e continuar nos amando.
Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.
Na solidão eu mastigo a dor, bebo a tristeza e viro Pauleremonopsicofilosofante: filho da Alfonsina que não afunda.
O espelho quer agradar, mas por trás da cosmese há decepções, medo, preocupações, tristeza, dor, impaciência e mentira.
Triste estou, não me conheço totalmente. A dor procura o meu medo, mas o medo ficou no fundo do mar da qual eu me tinha afogado e a água ficou com o meu medo, minhas decepções e em troca me deu ódio, raiva, vingança, sabedoria e me ensinou como transformar a dor em combustível, essa mesma água, me deu energia, autoestima e frieza. Depois disso, essa mesma água formou uma nova vida em mim e desde então, não me afogo mais, aprendi a ser como o mar, como uma árvore resistente à diferentes tempestades, aprendi a ter fé, resistência, resiliência, esperança, mas a solidão foi a casa que foi pintada com tristeza e dor.
Nesse abismo de solidão e tristeza me pego a pensar que não à por que viver, não há razão para acordar todas as manhãs e passar por todos os piores sentimentos já me incumbido. Não há motivos para causar tanta tristeza para outros, tenho o poder de livrar todos do mal que as causo, mas não tenho a coragem suficiente de acabar com o meu sofrimento e com os delas. Talvez eu seja um tolo egoísta, ou apena só um garoto solitário.
Eu choro de tristeza profunda, pois hoje me dei conta que realizei meu pior medo. Mas a tristeza é pelo fato de não ter medo mais daquilo que temia, pois em certo sentido era oque me ajudava a manter uma certa sanidade. Sem tal medo, não pertenço mais a mim, e talvez me lanço no abismo e não mais volto.
Preciso de um tempo pra sentar no banco de um pracinha com uma música triste tocando no fone de ouvido e chorar baixinho. Preciso agendar um tempo para colocar as minhas angústias para fora, se não elas irão me explodir por dentro. Quem sabe nessa segunda... Não, não tenho tempo segunda, talvez no domingo... Tenho compromisso também. Então quando? Quando eu vou poder sentar num cantinho isolado e chorar um pouquinho? Eu sinto tanta falta disso... Eu só queria chorar.
E o sol foi tirar um cochilo atrás das nuvens cinzentas (sentimentos e emoções tristes) e é por isso que existem dias nublados.
