Poema de Tristeza
Ainda não inventaram um jeito certo
de sorrir nos momentos de tristeza
Também não é fácil espantar a vontade
de estar perto, quando a gente gosta
Mas que a vida as insiste em pôr distante
Um dia a gente entende que o melhor
É tentar e tentar e tentar ...
tentar até aprender ...a deixar ir
Pois aquele que quiser permanecer
Ainda que distante , tem saudade no peito
E dá um jeito de mandar aviso
a pedir pra não ser esquecida
Pois não existe um jeito
de viver a vida sem sorrir tristeza
Mas viver de tristeza é arremedo de vida
Pois felicidade é coisa sempre dividida
Ser triste em segredo a gente não precisa
Apenas viver é preciso.
Edson Ricardo Paiva.
Triste época essa nossa de amores líquidos, e sentimentos descartáveis.
Pessoas frágeis e inseguras, temerosas em estreitar laços, ama-se e desama-se na velocidade da luz.
A tal modernidade trouxe tantas opções basta escolher, as redes sociais são inúmeras, Facebook, Whatsapp, Instagram, Tinder, etc.
Uns se aproximam por carência, outros por solidão, e tem aqueles que vêem amor onde não tem.
Afinal hoje tudo é fácil, é só não se apegar, se não estiver bom, descarta, bloqueia, deleta, simples assim.
Mas o principal, que deve ser sempre lembrado, é que do outro lado da tela, existe um ser humano, que tem um coração, sentimentos, então pense mil vezes antes de machucar alguém, não faça com o outro, o que não deseja pra si mesmo.
Pra você o Amor pode ser líquido, mas pro outro, o sentimento pode ser real e Sólido.
Fica a dica: Antes de magoar um coração, cuidado, você pode estar dentro dele.
POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.
MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
#poesia #ultrarromantismo #fagundesvarela #melancolia #tristeza #cemiterio #romantismo #poema #literaturabrasileira #noite #solidao #morbidez #lirismo #sombras #crepusculo #poesiafunebre
" Eis que vem a tristeza deitando-se em minha mesa, que este coração se apresente e se cale...
Mais me vela o doce do veneno que o amargor de uma mente que em mim nada vale! "
Marcelo Caetano Monteiro.
..sou chata, idiota, bipolar, séria, alegre, triste, depressiva, ciumenta, briguenta, voluntariosa, iluminada, deslumbrante, radiante, maravilhosa..
-Tudo para quando me apetece!
☆Haredita Angel
"A todos que a tristeza espreita e não consegue vencer...
O meu bom dia!"
Haredita Angel
13.07.2017-Facebook
Está triste?
Cante, dance, vá caminhar, faça uma oração,
recorde os bons momentos,
tome um café...
Sorria!
A tristeza não suporta que se ria dela.
Haredita Angel
28.05.25
Tristemente, quando olho ao redor, vejo multidões de crentes que têm fé vencedora, porém não tem um desejo veemente de estar com Cristo.
Teologia Arminiana
A tristeza,é um dos momentos
que nos permitem refletir,
voltar o olhar para dentro de nós
e reconhecer o que está errado "
(Martin Seligman)
"Só queria achar meu lugar de sossego
no silêncio, sem lágrimas e tristeza.
Só queria contemplar a calma na alma que nunca tive.
Voar como um pássaro e poder escolher onde pousar."
Fui questionado. Por que não faz poesia romantica, de amor?
Eu não escolho escrever tristeza! Eu registro a vida como ela chega, as dores, os conflitos, as tensões internas, a frustração com o mundo e com as pessoas.
Meu estilo é mais cronista emocional do que romântico. Talvez seja isso. Observo, sinto, processo, e transformo isso em palavras.
o amor costuma ser silencioso, íntimo, discreto. O amor deveria ser obrigatório, nativo...
Enquanto a dor, o conflito e a luta interior são barulhentos, urgentes, empurram pra fora.
Eu escrevo sobre o que aperta, o que incomoda, o que pesa, porque é isso que pede expressão.
Mas vou tentar...
Na tristeza, Deus ajude minha mente;
Na alegria, Deus perpetue meu gozo;
Há apenas um capaz de me compreender inteiramente.
Triste fim
Quando o substantivo se limita as suas próprias verdades infundadas e suas lamentações intermináveis,
então, os verbos, os pronomes e os adjetivos se tornam incapazes de oferecer ajuda.
Triste é o fim para a primeira e a segunda pessoa.
Que tristeza meu Deus!
Porque tanta indiferença neste mundo?! Isso me dói na alma. Quantas vidas destruídas por preponderância e ignorância. Quantas famílias separadas e tratadas pior que animais. Como o ser humano chega a ser capaz de tanta maldade por prazer, por ganância, por ego!? O pior de tudo é que isso não acaba nunca. Só mudam a forma de escravizar, humilhar, destruir o outro. Rogo á todos os santos, santas, deuses, deusas e todos os seres de luz, tenha misericórdia deste povo sofrido e tão humilhado, olhai por todos que necessitam de amparo, amor fraterno e respeito. Alimente e nutra o corpo e espírito destes que tanto sofrem desigualdade, para que os mantenham fortes e amáveis. Que a força motriz seja sempre o amor, nunca o ódio, nunca a revolta, nunca a vingança, para que o mundo se torne, um dia, melhor.
#JaneFernandaN
