Poema de Sabio
Rodeio na Quinta-feira
Rodeio na quinta-feira
já acorda alegre
porque amanhã é Sexta-feira,
Minha Rodeio trigueira,
a tua paz e o teu aconchego
em meio ao Médio Vale do Itajaí,
sempre compensa morar aqui.
Brasil, meu amor atemporal
A nossa Independência
foi acrisolada por revoltas,
conjurações, sentimentos,
gigantescas emoções,
e sonhos de liberdade:
(na beira do Rio Ipiranga
sou o anseio histórico
Bicentenário por igualdade).
Brasil, meu amor atemporal,
não há ninguém que diminua
o meu apego a cada memória
gala do meu sentimento nacional.
De tudo aquilo que fomos,
somos e ainda seremos,
tudo confirma que não é
preciso que o pior aconteça
ou mesmo vir a estar longe
para amar o nosso Brasil:
(a hora de amar o Brasil é agora).
Grão-Pará
No sul de Santa Catarina,
ali com indústria tens
todo o meu coração,
Grão-Pará de História
tão fina do Vale do Tubarão.
Grão-Pará poética, elegida
pela Coroa e virtuosa
de uma gente que não
teme sol, chuva e nem
fraqueja em meio a garoa.
Grão-Pará fostes vinculada
a Orleans e uma homenagem
em reverência ao Príncipes
e dos povos europeus
viraste a morada perene.
Grão-Pará de lavouras,
rebanhos, madeiras e de metal,
a tua gente soube e sabe
fazer uma cidade e te amar
como um paraíso terrenal.
Só sei que olhando ao teu
derredor és circundada
pela Serra Geral celeste
da Serra do Corvo Branco
adorada até a Serra Furada
capaz de fazer a alma brindada.
Governador Celso Ramos
Minha Governador Celso Ramos,
és por mim adorada com
as tuas meias-luas poéticas
fazem a 'Ganchos' da tua História
reerguer a áurea memória.
Minhas Governador Celso Ramos,
és por mim amada com
as tuas praias ensolaradas
abençoadas pelas preces perpétuas
da Piedade erguida pelo teu povo.
Minha Governador Celso Ramos
originária de duas tribos,
suas aldeias, da navegação
de tuas gentes europeias
e do romance do mar com as areias.
Minha Governador Celso Ramos
só sei que das tuas mãos corajosas
e das tuas índoles no enfrentamento
em alto mar superando briosas
o medo ergueu-se um povo brasileiro.
Gravatal
Fiz neste instante uma
breve viagem ao passado,
O teu povo originário
foi por mim lembrado.
A tua terra plana,
ondulada e montanhosa
faz a alma jubilosa
e teu escudo cristalino
me faz fascinada.
O teu povo imigrante
veio para ficar e um
novo capítulo escrever
no sul catarinense.
O teu povo nadando
contra as correntezas
ergueu Pátria Brasileira
por dois tratados esta
reserva da Princesa.
Só sei que a tua gente
fez cidade com virtude,
luta, festa e sabor,
Gravatal poética és
merecedora de mais
de um poema de amor.
Não sei quem
é palha,
Não sei quem
é fogo,
Só sei o quê não
se consome
é o amor da gente
que é chama.
Sábado em Rodeio
É madrugada, liguei
o rádio para ouvir
um alegre vanerão
que aqueça o coração.
Neste sábado de frio
aqui em Rodeio,
meu tesouro perfeito
do Vale do Itajaí.
Meu amoroso rincão,
tô sonhando com
a nossa deliciosa paixão.
e beijos de montão.
Fraiburgo
Fraiburgo originária tu fostes
das araucárias do meu destino
e alcançaste com tuas macieiras
a prosperidade e ergueste cidade
de gente amável e acolhedora.
Fraiburgo das fazendas
tu fostes a primeira batalha
da Guerra do Contestado
no Taquaruçu e tornastes
terra de muitas lendas.
Fraiburgo do 'Campo da Dúvida'
por causa da divisa,
Fraiburgo da minha adorada,
tu és certeza inequívoca
e amor para a vida inteira.
Fraiburgo certeza gostosa
da minha vida e delícia
do Meio-Oeste de Santa Catarina,
tu és ternura e joia fina
que traz sempre o sabor da alegria.
Frei Rogério
As araucárias do meu
destino ainda estão por aí,
A História da Guerra do Contestado
ainda vive no teu nome
escolhido em homenagem
ao religioso que fez
o povo ficar acalmado.
As cerejeiras imigrantes
do mares e ares te enfeitam
como joias da coroa
etua gente europeia,
brasileira e japonesa
ergueram uma cidade
que repleta de beleza
que cativa com toda a gentileza.
O Parque do Sino da Paz
relembra o quê é mais caro,
raro, precioso e necessário;
E diante da Casa Octogonal
reflito toda a rota percorrida:
Só sei que encontrei a minha
cidade aqui em Santa Catarina.
Rodeio lá no teu Rodeio 12
Gosto de passar pela estrada
e apreciar a tua paisagem,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
transmite uma gostosa
tranquilidade que parece
até que foi o céu que trouxe.
Quando passo por ti
gosto de fazer uma parada,
para provar os teus sabores,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
sempre morro de amores.
Gosto de ver o Lar Rodeio 12
quando passo pela estrada,
Rodeio lá no teu Rodeio 12
gosto de ver a alegria
na estrada quando passo
e vejo a tua gurizada.
Rodeio lá no teu Rodeio 12,
és um brinde feliz para
quem por ti passa na estrada,
Lá no teu Rodeio 12 sabes como ninguém me deixar apaixonada.
Galvão
Galvão, amada da minha vida,
a Campina da Saudade
o teu surgimento explica
da fazenda que se ergueu cidade.
Galvão, adorada da minha vida,
estância querida do Grande Oeste
da nossa Santa e Bela Catarina,
um belo presente que Deus me deu.
Galvão, querida da minha vida,
teus caboclos, italianos e alemães
da História ergueram terra brasileira
onde a paisagem campeira cativa.
Galvão, preciosa da minha vida,
à partir de você dá para querer
ir ao redor nas cascatas, corredeiras, cânyons e conhecer a região,
para depois voltar querendo mais
é ficar na tua proteção e plena paz.
As auroras e os poentes
feitos de opala,
Uniram e continuarão
unindo infinitamente
e o amor da gente.
Sou presa de mim,
Nada me prende,
Sou feita de poesia,
Asas não criei,
Não sumi da pena,
Se ele aparecer
Para me soltar,
Nada mais sei,
sorrir ou inventar.
Dançando no abismo,
Sentimento revelado,
Alçando o estribilho,
Momento recordado.
Nada mais além
De mim e dele,
Na boca a sede:
Do beijo angélico
Que não provei,
Do abraço quente
Ainda guardado
para o amor divino.
Escrevo de mim
Para a largada,
Salto de partida,
Palavra reconhecida.
Egressa de mim,
Nada me prenderá,
Livre do passado,
Revoada do recomeço,
Nada me impedirá
De viver a toda hora,
Em todas as escalas
E de todos os planos,
Não quero mais enganos.
Alma lá da sacada,
Cabeça reerguida,
Vitória sobre o ego,
Estou amadurecida.
Nos teus olhos titânicos,
Eu vejo a cor do amor...
Só de pensar em você,
qualquer lugar vira
Um doce paraíso,
mesmo sem tê-lo
De fato aqui comigo.
Só de ouvir tua voz,
prevejo o futuro,
o doce acordo,
Mesmo distante,
o radiante encontro.
Só de pensar em você,
revivi o quê devia,
A volta sem regresso,
mesmo sem tê-lo,
De fato aqui por perto.
Só de saber como és,
adivinho o destino,
A fortaleza e doçura,
mesmo de longe,
O soneto pressentido.
Só de pensar em você,
imagino mil cenários,
Já me proclamo sua,
mesmo sem você saber,
De fato tanta ternura.
Só de te admirar,
proclamo-me íntima,
Revisto cada detalhe,
mesmo em cada letra,
De fato além da poesia.
Já és realidade...
Por ser quem eu sou,
de ti só pedi segurança;
Para não ficar como estou.
Por amor eu te esperei,
e também fui atrás,
Nunca nos desperdicei.
Por amor quis te proteger
da maldade do mundo,
Mas você não quis entender.
Por amor eu me distanciei,
e corri para nos salvar,
Mas você não quis explicar.
Por ser esse o meu dom,
se eu tiver de elevar tom
de voz sempre será poético.
Por ser feita de amor,
se eu tiver de ser bravura,
Não vou perder a doçura.
Por ter alma e pele,
só preciso despir-me,
O desejo ainda verte.
Na vida não te esqueças:
que a poesia não precisa
de voz para elevar o tom,
(Ela conta com as letras).
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,
E nem perde tempo;
Todo o tempo é tempo de amor,
O amor constrói o seu templo.
Não quero e não permito
O meu coração ser ferido,
Por ti dei o melhor de mim,
E você não se fez esclarecido.
Não quero, não devo e não posso
De novo contigo me enganar,
Já passou tempo o suficiente,
E comigo você não quis falar.
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não fere o sentimento,
E nem busca reafirmação;
Toda a cortesia é anseio,
Que o amor busca como meio.
Não quero o amor que me ame
porque precisa de mim,
O meu coração quer o amor
De alguém que precise
De mim porque me ame.
Não tenho outro meio
De internamente me curar,
Se comigo não quer falar,
A minha poesia só faz te julgar.
Como um bravo chacal
fez o meu peito sangrar,
Para ti convém dizer:
- Que tudo foi momento,
ferindo-me o sentimento.
Nos meus tristes olhos
você não quis olhar,
Talvez por medo,
De até mesmo sonhar.
Lágrimas de puro âmbar
saem dos meus olhos doidos,
Não tenho parado de chorar.
Vocação para se consumir?
Não tenho, tenho 'porquês'
na vida a embalar e seguir.
Cometa consumido sempre
traz uma prenda e regra,
Quando ele cai na Terra,
é capaz de marcar e virar
Campo de meteoritos.
O amor é caleidoscópio
nas mãos dos ingênuos,
O amor é mistério
nas mãos dos cientistas,
É algo que não se explica,
e nas mãos de quem crê,
É sempre pura mística.
Como o destino é irônico,
não exigirei mais nada,
Porque 'nada' tens a dar,
e mesmo se tivesse,
Nada vale a pena forçar.
O amor não se comanda
nem por um botão,
Quando chamado de idiota,
ele se recolhe e vai embora.
Não é falsa adoração,
e sim pura poética,
Por dores engolidas,
e sete fortes badaladas
Por ter visto o amor
em franca liquidação.
Não foi instintivo,
e permanece sensitivo,
Por entrega derramada
dos cinco sentidos;
Nos teus jogos lascivos,
por ter entregue o coração.
Não é preciso provar,
e sim deixar nas mãos de Deus,
Por crer na força do tempo,
e na certeza de que cumpri
A minha parte com amor,
e devotei de fato o coração.
Não há nada de oculto,
e não há tempo para o amor,
Por crer que o tempo
e o relógio não o definem,
O tempo de amor é de amar
em tempo e sempre é tempo!
Cada um oferece somente
aquilo que tem para dar,
Creio que me fere
- duramente -
porque não tens coragem
De me escutar.
Não há quem permaneça
sem chance de dialogar,
Creio que me evita
- friamente -
porque não tens audácia
De me resgatar.
Mas a vida é assim:
desmistificando nas ausências
as tuas inconsequências;
Creio que me mostra
porque não há outra maneira;
De entender a tuas dolências.
Cada um seleciona o quê quer
aquilo que quer falar e escutar,
Creio que me provoca
porque não tem firmeza
De deixar no coração o amor entrar.
Em silêncio revisitei os poemas
como forma de resposta poética
ao amor que encerrou as portas.
Ser amada é claro que importa.
Se crê naquilo que não vê,
não sou eu que vou mais
lembrar do que ficou atrás.
Deus sabe o quê faz.
Eu bem queria desacreditar,
já não te conheço mais;
muita falta você faz.
Inclusive, em datas solenes.
Um amor perene não se compra,
não se vende e não se prova;
amor que é amor é para sempre.
Amor que é amor encontra jeito.
Não sou mulher que se esqueça,
sou flecha que se honra no seio,
cumplicidade e amor bem feito.
O meu coração ainda chora.
Em oração escrevi as prosas
ao amor que importa muito
como se planta mil rosas.
O amor não escolhe outras vias.
Em recolhimento supero
a sua falta de diálogo,
eu assim decreto.
És o meu porquê, e eu a tua razão.
Uma tristeza de amor não cura
pelas mãos de outro amor
apenas se condena a secura.
O meu coração vibra, é feito de fibra.
Ontem, escrevi até um poema
no afã de te fazer país reconquistado,
foi letra semente para o amado.
