Poema de Sabio
A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido.
O meu pai costumava dizer que a minha irmã era como uma árvore, que se agarra firmemente à terra com as suas raízes. Eu era como a água, que percorre o seu caminho sem que nada a detenha. Se encontrar um obstáculo, desvia-se até poder avançar novamente.
“Viva a vida de uma maneira que , no futuro , você se recorde do passado com orgulho
do que foi,do que fez e das marcas que deixou “. (Dato)
A inspiração é fugaz, violenta. Qualquer empecilho a perturba e mesmo emudece.
Seria certo que nenhum coração simpatizava com seus secretos infortúnios ou suas venturas solitárias?
Conheci uma mulher que só andava triste, mas um dia essa mulher se alegou, quando com Jesus Cristo ela se encontrou.
O tempo se apossou do que havia. (Foi quando pude te explicar que as minhas expectativas não eram exigências). Hoje em dia, depois de tanta história não acontecida, sobrou amizade, saudade, respeito. Já que fomos tão inábeis para o amor, restou enfim, essa ternura encabulada e nossas conversas pela madrugada numa hora em que a saudade nos constrói as frases com todos os adjetivos mais suaves para não espantar o sono. E a consciência de que não há mais tempo para usufruir o que não foi aproveitado a tempo. (Por isso choramos apenas por dentro sem deixar que nossa voz denuncie nosso olhar raso de esperas intactas). Por isso tanta doçura nas palavras pra não ferir ainda mais essa melodia frágil e cheia de melancolia. E essa tentativa de que o abraço, apenas escrito, tenha outras formas de tocar. Porque queríamos a mesma coisa, exatamente o que nos faltava e que não soubemos porque não tínhamos para dar.Seguimos, ainda assim, unidos — não por sentirmos o mesmo amor, mas por compartilharmos aquela mesma solidão.
Amor é que nem passarinho: Quando engaiolamos para de cantar, brilhar e perde a graça. Vida de amor é presença e ausência. Na medida certa.
Desde a história do ser humano nesta terra, existiram crueldades. Deixar fatos cruéis (ainda) acontecerem, favorece a perpetuação do lado mais incrédulo e repugnante do homem.
Vou observar o silêncio, ver pra que servem as lágrimas derramadas, o perdão na sua essência, meu amor sem sua existência...
No silêncio vou ver dentro de mim o que precisa ser mudado, nas lágrimas derramadas vou fazer dela uma escada para subir para um degrau de maturidade mais alto, e no perdão um voto de confiança, uma aliança para jamais ser quebrada, e no amor compreender que ele só existe por causa de ti, então acho que essa noite eu conseguirei em paz dormir...
