Poema de Sabio

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Sempre vimos boas leis, que fizeram com que uma pequena república crescesse, transformarem-se depois num peso para ela, depois de grande.

Apenas um homem de gênio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscienciosos e lúcidos.

O amor-próprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas não o justifica.

Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.

A honra tem assim, as suas regras supremas, e a educação é obrigada a respeitá-las. Os princípios são que nos é sem dúvida permitido preocuparmo-nos com a fortuna, mas que nos é absolutamente proibido fazer o mesmo com a nossa vida.

É falso que a igualdade seja uma lei da natureza. A natureza não faz nada igual; a sua lei soberana é a subordinação e a dependência.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade.

Se você olhar atentamente você verá que existe apenas uma coisa e somente uma coisa que causa infelicidade. O nome desta coisa é apego. O que é apego? Um estado emocional de aderência causado pela crença de que sem alguma coisa particular ou alguma pessoa você não consegue ser feliz.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

A autoridade não se consegue sem prestígio, nem o prestígio sem distanciamento.

Se fazes o bem para que te o agradeçam, negociante és, não benfeitor; cobiçoso, não caritativo.

Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.

Os que têm tentado reformar os costumes do mundo, no meu tempo, com opiniões novas, reformam os vícios da aparência; quanto aos da essência, deixam-nos intactos, quando não os aumentam.

É preciso que um autor receba com igual modéstia os elogios e as críticas que se fazem às suas obras.

Há que, na medida do possível, prestar favores a todos: quantas vezes não precisamos de quem é menos do que nós.

A utilidade da virtude é de tal modo evidente que os maus a praticam por interesse.

Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.

Não construais estátuas aos vossos heróis, é melhor erguer estátuas às vossas vítimas.

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.