Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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⁠Terá dias em que você vai cair e machucar-se, confrontará suas piores angústias. O tempo vago entre o acordar e dormir será bastante conflituoso, cansativo, porém, irá brigar para permanecer firme, porque imagina que de outra maneira será fraco, mesmo sabendo que está se guiando abaixo da média esperada e provavelmente algumas pessoas já perceberam. Ocorrerão dias em que vai deitar a cabeça no travesseiro e imaginar como seria a outra versão de suas escolhas. Quando tudo isso falar bem alto dentro de você, quero apenas que feche os olhos e se perdoe, mesmo ainda não entendo o porquê. Nossos fantasmas não se alimentam da nossa culpa, mas da nossa fragilidade em não se perdoar.

Inserida por encontropsicanalise

Essa menina não é desse mundo Há tempos não vejo tamanho talento Na beleza de um coração tão profundo Ela canta suave e doce como o vento Não perde nunca o brilho e o tom É linda e bela como só ela pode ser Ouvi-lá cantar, meu deus, que bom! Só quem presencia pode entender Queria ouvir sempre seu canto Nada me faria mais feliz no mundo Não existe, e digo, maior encanto Nanda, és mais maravilhosa que tudo

Inserida por NandaOliveira

Quando casualmente a adulação não consegue o seu fim, a culpa não é dela, é do adulador.

Aproveita muito subir aos maiores empregos do Estado, para nos desenganarmos da sua vanglória e inanidade.

É por vezes mais fácil formar um partido do que ascender, pouco a pouco, à chefia de um outro já formado.

O primeiro sulco aberto na terra pelo homem selvagem foi o primeiro ato de civilização.

Os bens de que gozamos exercem sempre menos a nossa razão do que os males que sofremos.

Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.

A ignorância tem os seus bens privativos, como a sabedoria os seus males peculiares.

Desesperar na desgraça é desconhecer que os males confinam com os bens, e que se alternam ou se transformam.

O saber é riqueza, mas de qualidade tal que a podemos dissipar e desbaratar sem nunca empobrecermos.

Os erros circulam entre os homens como as moedas de cobre, as verdades como os dobrões de ouro.

Quando sentimos que não há razão para sermos estimados, estamos à beira de lhe ter ódio.

A tirania não é menos arriscada para o opressor, do que penosa para o oprimido.

É alcançar muito de um amigo se, tendo subido ao poder, ainda se recorda de nós.

A maior parte das mulheres que escrevem as suas memórias só se pintam em busto.

Os homens em sociedade são como as pedras numa abóbada, resistem e ajudam-se simultaneamente.

É felicidade para os homens que cada um deles a defina a seu modo com variedade, na sua essência e objectos.

São incalculáveis os benefícios que provêm da noção de incerteza do dia e ano da nossa morte: esta incerteza corresponde a uma espécie de eternidade.

Os pequenos inimigos, ainda que menos danosos, são sempre mais incómodos que os grandes.