Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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Quando o coração repete os batimentos e no canto da boca surge aquele sorriso descontraído.. Sabe-se bem, é o amor que vem vindo.

Inserida por Poema-as-Bruxas

As vezes deixamos as pessoas pra trás, não por que queremos, mas sim porque é necessario para continuarmos seguindo em frente.

Inserida por Poema-as-Bruxas

A gente demora pra perceber como as pessoas são. Grosseria vem de berço, nunca vai mudar. A pessoa nasce se achando o máximo e assim será. Pisa em qualquer um que em sua frente passar, não sente, não chora, faz manha quando muito quer, mas quando consegue, chuta como se fosse uma coisa qualquer. Não vamos sitar nomes, pois muitos nomes tem. Não quero uma pessoa assim perto de mim, nem desejo isso a ninguém, pois quem assim é acaba sozinho, pois ninguém quer.

Inserida por Poema-as-Bruxas

... quando a mente pega caminhos estranhos ela pode não trazer muitas coisas boas com ela.

Inserida por Poema-as-Bruxas

... tudo pode até parecer estranho, mas quando sentimentos estão envolvidos, o que é estranho passa a ser o mais natural possível, não podemos mudar o que esta dentro da gente, nascemos com uma historia já escrita mas temos o dom de mudar os caminhos, não importa sempre chegamos ao nosso destino.

Inserida por Poema-as-Bruxas

Não digo que seja os deslizes que nos ajudam a dar valor ao que temos, mas é nos deslizes que percebemos que podemos perder o que de mais valor temos.

Inserida por Poema-as-Bruxas

As vezes perdemos a capacidade de pensar, não porque somos frágeis a tudo que nos rodeia, mas sim porque nem tudo na vida é realmente como deveria ser. As vezes as pessoas nos surpreendem com comentários desnescessarios que nos promovem uma reviravolta na mente nos fazendo perder os sentidos mesmo estando em pleno estado de lucidez.

Inserida por Poema-as-Bruxas

... a base da criatividade. é criar expectativas naqueles que aguardam um grande evento.

Inserida por Poema-as-Bruxas

⁠Nem sempre conseguimos ser aquilo que as pessoas querem que sejamos. Então o melhor é sempre sermos nós mesmos, agrando ou não temos que agradar a nós mesmos primeiro.

Inserida por Poema-as-Bruxas

...⁠a gente vive uma vida inteira, para no final virarmos apenas uma lembrança.

Inserida por Poema-as-Bruxas

Poema não é pinto:
Quer escrever bem?
Escreve menos.
Faz poema pequeno.
Precisa mesmo é saber
Usar as ferramentas
E passar todo sentimento.
O resto fica pra quem quer estudar literatura
Aquele bando de tarados.

Inserida por brasil_book

Apesar da minha vida barulhenta em um vasto universo eu tenho um refúgio silencioso e aconchegante. Uma janela com árvores frondosas e ouço o canto dos pássaros toda manhã na minha boa companhia.

O ciúme é um mal protetor: às vezes saio com a roupa cheirando a cachorro molhado. A minha máquina de lavar é possessiva...

Vaso Chinês

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?... de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura;

Que arte em pintá-la! a gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Flor de caverna

Fica às vezes em nós um verso a que a ventura
Não é dada jamais de ver a luz do dia;
Fragmento de expressão de ideia fugidia,
Do pélago interior boia na vaga escura.

Sós o ouvimos conosco; à meia voz murmura,
Vindo-nos da consciência a flux, lá da sombria
Profundeza da mente, onde erra e se enfastia,
Cantando, a distrair os ócios da clausura.

Da alma, qual por janela aberta par e par,
Outros livre se vão, voejando cento e cento
Ao sol, à vida, à glória e aplausos. Este não.

Este aí jaz entaipado, este aí jaz a esperar
Morra, volvendo ao nada, – embrião de pensamento
Abafado em si mesmo e em sua escuridão.

Beija-flores

Os beija-flores, em festa,
Com o sol, com a luz, com os rumores,
Saem da verde floresta,
Como um punhado de flores.

E abrindo as asas formosas,
As asas aurifulgentes,
Feitas de opalas ardentes
Com coloridos de rosas,

Os beija-flores, em bando,
Boêmios enfeitiçados,
Vão como beijos voando
Por sobre os virentes prados;

Sobem às altas colinas,
Descem aos vales formosos,
E espraiam-se após ruidosos
Pela extensão das campinas.

Depois, sussurrando a flux
Dos cactos ensanguentados,
Bailam nos prismas da luz,
De solto pólen dourados.

Ah! como a orquídea estremece
Ao ver que um deles, mais vivo,
Até seu gérmen lascivo
Mergulha, interna-se, desce...

E não haver uma rosa
De tantas, uma açucena,
Uma violeta piedosa,
Que quando a morte sem pena

Um destes seres fulmina,
Abra-se em férvido enleio,
Como a alma de uma menina,
Para guardá-lo no seio!

Luva Abandonada

Uma só vez calçar-vos me foi dado,
Dedos claros! A escura sorte minha,
O meu destino, como um vento irado,
Levou-vos longe e me deixou sozinha!

Sobre este cofre, desta cama ao lado,
Murcho, como uma flor, triste e mesquinha,
Bebendo ávida o cheiro delicado
Que aquela mão de dedos claros tinha.

Cálix que a alma de um lírio teve um dia
Em si guardada, antes que ao chão pendesse,
Breve me hei de esfazer em poeira, em nada…

Oh! em que chaga viva tocaria
Quem nesta vida compreender pudesse
A saudade da luva abandonada!

O Ídolo

Sobre um trono de mármore sombrio,
Em templo escuro, há muito abandonado,
Em seu grande silêncio, austero e frio
Um ídolo de gesso está sentado.

E como à estranha mão, a paz silente
Quebrando em torno às funerárias urnas,
Ressoa um órgão compassadamente
Pelas amplas abóbadas soturnas.

Cai fora a noite - mar que se retrata
Em outro mar - dois pélagos azuis;
Num as ondas - alcíones de prata,
No outro os astros - alcíones de luz.

E de seu negro mármore no trono
O ídolo de gesso está sentado.
Assim um coração repousa em sono...
Assim meu coração vive fechado.

Oceano Poesia

"Caminhava eu há tempos
com o peito abafado
no olhar o desalento
e o semblante enrugado

Sentimento como esse
não havia experimentado
como se a alma gritasse
sem ninguém ter escutado

Era como se minha alma
fosse um imenso redemoinho
e pra dentro dela sugasse
as coisas do meu caminho

Era como se o miocardio
Fosse um imã desregulado
que pra dentro de sí atraísse
coisas de tudo que é lado

Se eu via alguém chorando
ou um casal apaixonado
se eu via alguém ajudando
ou alguém sendo assaltado

A gargalhada do bebum
ou o grito do estressado
se eu via um gesto obceno
ou um fiel ajoelhado

Isso muito me tocava
dentro do meu peito ficava
tudo junto e misturado

Dentro de mim ja não cabia
tanta coisa que eu sentia
Sentimento a revelia
me deixando atordoado

Caí de joelho ao chão
com as mãos no coração
O pranto escorria ao chão
formando um pequeno lago

E desse pranto salgado
nasceu minha poesia
mistura da amarga revolta
com a doce alegria

Mistura minha devossão
com a minha rebeldia
Mistura minha submissão
com a minha teimosia

E o pequeno lago de pranto
um riacho formaria
Sua água salgada deságua
e com o oceano fundiria

Quem nele nada, se afunda
nas suas águas profundas
ondas ricas e fecundas
do Oceano Poesia."

Veja o amor do mar
Se você não o sente
Não sabe o que é amar

Veja o sol se pondo
E as estrelas à noite
Vão se dispondo

Veja a lua aparecer
Deixa o amor renovar
Em você florescer