Poema de Pablo Neruda Crepusculario
AMOR SOB O LUAR
E quando a lua cheia nos invadir
Em nossos corpos se encontrarem ao luar
E o amor nos descobrir
E teu cheiro vagar pelo ar
Se espalhar num instante
Feito perfume excitante
Desejo e Luar
Quero teu olhar faminto
E teu corpo contra ao meu
O que faremos é puro instinto
Sem regras, sem testemunhas
Só teu olhar sobre o meu
Vamos adentrar em cachoeiras
Matas e lugares verdejantes
Enquanto eu mecho meus lábios
E você vem possui a cada instante
É só eu fechar os olhos
Lembro do seu cheiro e piro
E ainda inspiro...
Aspiro...
E suspiro por você...
Se quisesses voltar, não te receberia...
E por estranho que pareça, não te receberia
porque te quero ainda...
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Tu pensas que amas muitas vezes...
Engano, puro engano,
esse é um estranho milagre do coração humano
que custei a entender,
e que ainda não compreendes talvez:
- Toda vez que se ama
é a primeira vez...
E afinal há uma sutil diferença
em nosso amor,
(ninguém o diz)
tu...queres ser feliz,
eu, quero te fazer feliz!!!!!
Quem sou eu?
Sou quem o injusto,
o invejoso,
o falso,
o preconceituoso,
o hipócrita e o mentiroso
jamais serão.
Sou meu próprio espelho,
olho no meu olho e vejo meu coração.
A Lagartixa
A lagartixa ao sol ardente vive
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão de teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha...
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.
Que eu possa tomar
banho de cachoeira. Que
eu seja a vontade de rir.
Que eu possa chorar ao
assistir filmes. Que
transforme a raiva em
vontade de me
entender. Que eu possa
soltar os vaga-lumes
que prendi em potes.
Que eu me lembre de
ser feliz enquanto ainda
estou vivo
O mundo morrendo, o que está acontecendo?
A natureza pede socorro enquanto você diz:
"Foda-se o povo, eu tô é vivendo."
Seu filho sofre efeito borboleta do que você está fazendo.
A sós ...
Como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...
A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...
Como eu e tu
quando somos nós
a sós...
Depois que te foste
sou como um cais vazio.
Faltam bandeiras , faltam apitos , faltam amarras,
Falta o navio.
– Defina Economia.
– Economia é uma ciência que lida com a produção, distribuição e consumo de mercadorias.
– Tradução?
– Trabalho primeiro, dinheiro depois.
(Diálogo entre Abade Faria e Edmond)
Depondo a Amiga
Sabe ...
Tudo na vida, é feito ou acontecido, para alguma coisa.
As vezes eu me pergunto, porque eu e você somos ligados, nestes laços amistosos..
Que sequer um dos dois sabem quando foi se encalacrando sorrateiramente, nesses pequenos anos de Não-convivencia,....
Mas... dando prosseguimento a minha linha de raciocinio (Inutil linha)...
Penso as vezes que é devido a nosso carisma, as nossas palavras benditas e feias...
Porém, não consigo achar fundamentos para este imenso sentimendo que se mistura em uma especie de gratidão, e conforto...Longitude fisica e proximidade nas palavras.
E nos finalmentes, as unicas palavras que consegui definir para este tipo de sentimento é: Carinho, Amor e AMIZADE.
Se eu não empunhar a
espada , eu não
posso te proteger
E se eu continuar
empunhando
a espada , eu não
posso te abraçar.
Fique eu só, um só momento,
e logo me esgueiro como um assaltante
ou um proibido amante
para encontrar-te no pensamento...
Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nula.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
Se ...
Se eu pudesse parar a minha vida
e dar eternidade a um só momento,
se eu não tivesse o meu destino preso
ao destino das coisas nos espaços...
Se eu pudesse destruir todas as leis
e dentro do Universo que se move
parar o meu mundo:
havia de escolher esse segundo
em que Você estivesse nos meus braços!
Eu estava aqui sozinha
procurando alguém pra conversar,
pensei em nossos momentos
e comecei a chorar,
você me deixou assim
nem cuida mais de mim
preciso de você vem me aquecer
só sei que sem você já não sei mais viver,
tira do meu coração a angústia e a dor
agora mais do que nunca preciso do seu amor...
