Poema de Pablo Neruda Crepusculario
O poema Mi Kamocha (Recife-PE, 1646):
De acordo com o American Jewish Historical Society, a prece-poema Mi Kamocha, redigida pelo Rabino Aboab da Fonseca, durante o cerco das forças luso-brasileiras em 1646 retratando a fome e o desespero dos habitantes do Recife, é o texto em hebraico mais antigo das Américas.
Poema : Camisa 10
Ei garoto ouça este aviso: És Peculiar , especial , singular , exclusivo . Seu jeito de ser tão belo , que como um prego fixado pelo martelo , na tabua dos coraçoes deixa marcas de inumeras senções .17 anos de sua existencia , anos fazendo a diferença. inseguranças , medos e anseios , os vence pelo fato de se mostrar pra que veio.Notório , se destaca pela hombridade de um garoto varão.A força das ondas , a furia dos ventos , metaforas do sofrimento.Quando choras , sinto a dor de teu choro , quando ri compreendo para que eu nasci.Nosso amor , superou a distancia e foi por ela que aprendi a importãncia de viver o aqui.A branco queria ter o poder de te livrar da maldade existente no mundo.Da saudade, das perdas , das dores dos dissabores.Coraçao sofredor , pois é no labor que se forja um homem vencedor.Que habilidade é esta , para driblar as adversidades,É acima da media , tuas carcteristicas sem duvida encheriam uma emciclopedia.Na vida em meio ao revés., és craque , meu camisa 10.Em tempos dificeis ! Na moral és Grande como jogador de final , cresce nao desaparece na hora de colocar a bola na marca da cal. E na torcida , teus fäs , Pai, mãe , irmãos e amigos na arquibancada da vida , vibram com cada jogada sua construida. Companheiro, Amigo, Verdadeiro, Sensivel , Forte , Justo , Amoroso são peças do look que faz estiloso Habacuque o Duque. Em Deus Celebramos a vida a ti concedida .Parece passe de magica ou truque , alegria que nos produz meu filho Habacuque.
Poema : Sereia
Quero teu abraço sentir , só assim poderei meu sorriso abrir.
Quero sua voz escutar pois feito sereia tens o poder de encantar.
Teu encanto , não precisa de tanto para me impressionar.
Dormindo ou acordado ao teu ser estou conectado .
Sereia dos contos , se desaponto , vc aparece e liga meus pontos.
Ainda bem que tu és real , onde chegas melhora o astral.
Teu olhar penetrante , como estrela brilhante ilumina o coração viajante .
Poema : O ancião
As marcas no rosto, as dores no corpo, as mãos calejadas, são símbolos de quem já caminhou uma longa jornada.
Foram muitos momentos vividos, legados construídos, que jamais deverão ser esquecidos.
A estrada da vida até aqui percorrida, são regadas por lagrimas, trabalhos, dores, dissabores
é um caminho onde encontra-se espinhos mas também muitas flores.
Sorrindo, chorando, alegrando,
Entristecendo, ganhando, perdendo.
errando, acertando, correndo, parando
amando, decepcionando, sofrendo.
Idade do apogeu pois tudo que um idoso até aqui viveu, é escola pra ensinar outros que percorrerão caminhos que já percorreu.
Depois dos sessenta, O cansaço é real, as limitações se apresenta,
Mas o majestoso, é olhar para o idoso, e perceber que a riqueza e gloria de uma nação está sobre o ombro de um ancião.
Merecem nosso respeito, proteção, admiração, tudo que lhe é de direito conforme diz nossa constituição.
No dia do idoso.
Desejamos , Um abraço caloroso ,amor , paz e gozo.
Poema do olhar vazio
Autor: Tadeu G. Memória
Ainda terei longas noites
Para lembrar-te o olhar
E nos momentos de saudades
Escreverei poemas...
Provavelmente mencionando
Ansiedade de horas intermináveis e vazias
Por desalentos e descontentamento...
Escreverei poemas...
Impróprios, secretos e insanos
Relatando com minúcias
Essa intimidade lasciva e indecente
Escreverei poemas...
Insípidos, amargos, amargurados
Pela solidão e o abandono
Escreverei poemas...
Como um álibi a essa cumplicidade
Insensata e viciosa
Que me aprisiona como refém
De prazeres mórbidos...
Escreverei poemas...
Como uma compulsão
Como se isso detivesse a hemorragia
De desanimo e desencanto
De longas noites de insônia
Que me trazem o teu olhar vazio...
PARALELEPÍPEDO
Escrevo um poema num caroço de arroz,
Escrevo teu nome no meu navio de papel,
Onde navega um paralelepípedo apaixonado,
Jack sparrow e seus asseclas em busca de aventuras
E tesouros inimagináveis nalguma ilha misteriosa...
As lembranças mais doces que eu tinha,
Rimavam com jiló
Hoje sou um pirata pirado nesse mar imenso,
Nos pergaminhos das minhas saudades
Escrevo o silencio das minhas agruras,
Bando de surdos e mudos fazendo muito barulho,
Conversando sobre maremotos e temporais,
No triângulo das bermudas
Femeeiro mencionando transas’ memoráveis,
Escravos em fuga para um quilombo,
Na terra do nunca e do nada,
O meu poema no caroço de arroz,
Menciona uma noite clara,
Uma clara manhã, uma tarde clara,
Uma claridade vinda de santa clara,
Vinda de santa Clareana, com seus cabelos de fogo,
Com seus cabelos azul turquesa,
Com seus cabelos de turmalinas,
Com seus cabelos negros como a asa da graúna
E nesse oceano tem esquadras armadas,
Submarinos nucleares, cruzadores e porta-aviões,
E o meu barquinho de jornal,
Veleja incólume nessa incongruência,
Este paralelepípedo...
Esse mar imenso, piratas...
POEMA MENDIGO
Estou cheio de ser poeta,
de sonhar com as estrelas,
estou cansado de me apaixonar
dez vezes por dia
e me desiludir quarenta,
estou cheio de ser poeta,
estou cheio de escorregar no arco Iris,
e mergulhar no buraco negro,
estou cheio de jardins
com abelhas venenosas
e acácias carnívoras
estou cheio de velhas palavras,
de doces rimas ,
do poema água com açúcar,
quero a verdade
de acordar as cinco da matina,
do imprensado do coletivo,
do odor de axilas expostas,
do martírio dos aproveitadores no metrô,
quero a verdade de mendigos sob viadutos
da epidemia de drogados,
quero ouvir a miséria vicejando,
as margens de alagados e palafitas,
quero sentir viciados definhando,
escravizados pelo poder da fumaça e do pó...
quero o meu poema chorando e gritando,
um poema bem inconveniente,
que consiga incomodar
essas assembléias dolentes ,
quero um poema que cheire mal,
que se vista mal ,
um poema mendigo
com a podridão das nossas realidades...
POEMA NEGRO
Sob a mangueira imaginei minha infância
Como se tivesse sido só um feriado
E as latas que eu catei,
Estão lá no meu quintal,
As pipas que eu soltei estão presas no varal,
Os piões que eu rodei foram até Portugal,
Minhas ex- namoradas estão de dietas,
Nem açúcar e nem sal,
Minha vida segue bem ou mal,
Neste feriado fui soldado e desertei,
Fui poeta e fugi da musa,
Agora colho mangas, comendo pitangas,
Encantado com o campo de alfazemas,
Pensando no poema para a minha vida,
Para o meu feriado.mas amanhã é dia de branco
.Tem engenho, tem tronco tem canavial...
LEVE NOÇÃO
Tenho a leve noção de como
Deus se sente quando escrevo um poema...
E se chove meteoros,
Eu os transformo em pétalas de açucena,
E se formam tsunamis,
Eu já velejei por vagas abismais,
Américo, descobrindo continentes,
Meus versos as vezes plácidos,
As vezes impertinentes ,
Minhas estrofes perversas,
Sádicas, de verbos ateus,
O que eu não sei de Deus?
Não saberia de mim mesmo,
Conheço o Pai, o Filho e o Santo Espírito,
Sou feito imagem sua e semelhança,
As vezes nasço criança em Belém,
As vezes me crucifico em Manaus,
As vezes pensamentos maus,
Me fazem Herodes e Judas,
Trucidam recém-nascidos,
Entregam seus amigos,
Condenam inocente, crucificam um santo...
Até que esta criação me dá a leve noção
De ser um pouquinho Deus...
Não faz assim, vai devagar
tem pena de mim
só sei fazer poema
e tenho ponte de safena
o coração pode nem suportar...
É preciso morrer
para escrever um poema
Renunciar ao paraíso
Jogar-se do vigésimo andar, beijar a naja
Ainda assim vale a pena...
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
Você pode roubar todos os meus versos,
Leve cada poema de minha autoria,
Leve cada escrito meu para você.
Mas saiba que ao roubar cada linha
Tens o compromisso de cuidar bem
De um coração apaixonado - poesia.
Bons versos não podem ser negados,
Eles nasceram para serem semeados,
Para fazerem os corações devotados,
E transformarem as tempestades em
Dias ainda mais belos - ensolarados...
Amar demais não é [pecado],
Se pegar os meus versos:
Pegue-os com [cuidado]!
Porque escrever uma trova de amor
Requer cautela, urgência e circunstância...
Trate cada letra emprestada
Como pedra preciosa a ser lapidada,
Amar requer atitude, compromisso e plenitude,
Não temas amar em amplitude,
Sê sedutor, verdadeiro e [completude].
Escuta esse poema, pois.
Escrevo com a gentileza
De quem ama e rejeita todos
Os ditados e teoremas,
- porque para amar não
Há nenhuma receita correta
Ama-se ou ama-se.
Aconchega sem dilema, pois.
Esparramada entre as ramas
Da pequena alfazema, arrumei
Um espaço para caber nós dois.
Entenda esse poema, pois.
Vinde comigo, e com jeitinho
De quem sonha com uma noite
De verão enluarada,
- não quero me ver desgarrada
Estou trilhando o nosso caminho,
Quem ama jamais está sozinho.
Provoca loucamente, pois.
Estou atiçada para incendiar
Porque somos um fino palheiro,
Loucos para o fogo nos tomar.
Eu o consumo com louvor,
É vinho tinto, pura safra,
Prazer que não se encerra;
Prelúdio infinito de um amor,
Grande como oceano,
Dominador como o céu,
Fonte do mais puro e saboroso mel.
Arranco de ti um poema
como se fosse um beijo,
Desvendarei o teu mistério
- e o teu sabor
Não me importo, o amor
tem o seu próprio jeito.
Busco por ti não importando
- por onde for,
Os nossos hemisférios ganharão
- o ritmo do amor,
Não temo dar ao tempo
o seu próprio tempo,
Dou-te tudo, inclusive, o meu galopar,
Resolvi para você me entregar.
Teço planos como o bico das gaivotas
desenham o mar
- debaixo do sol e de chuva -
estou a te esperar,
há uma encantadora vontade
para te devassar...
Estou aqui hipnotizada a nos imaginar...
Duma forte e ditosa paz semeada
- resolvi ser tua,
Podem dizer que é delírio de amor
- não ligo,
Resolvi ser tua namorada
- bendigo,
Sou tua flor perfumada à luz da Lua.
Neste teu corpo, navegar é preciso,
Quero o teu delírio de amor, e o teu feitiço,
Não ligo que me digam que estou perdendo o juízo,
Tenho um céu, um mar e um bom motivo;
Não preciso de mais nada a não ser te sentir,
Tenho a urgência do teu amor,
Só me falta mesmo é ter o teu calor.
Vem logo!... Meu amor mais que doce amor!
Tenho por ti a mesma leveza
de uma borboleta azul,
Moro aqui em Balneário Barra do Sul,
A minha saia rendada
pelo vento balançada,
Faz coreografia para colocar
a tua vontade atiçada,
Só de te aguardar aqui
nessa praia tranquila,
Planejando entregar para ti
as peraltices meninas,
Trago por ti uma ternura que não termina,
e uma carícia ensolarada:
ainda hei de ser tua amada.
Poema bom é para ser copiado,
Tal qual um beijo roubado,
E um bom vinho tomado.
Poema é bom é como um corpo
assanhado, - extasiado;
Igual ao céu estrelado,
E eu juntinha de ti,
Bem pertinho do meu namorado.
Poema bom é sempre desejado,
Tal qual um chocolate trufado,
Pronto para ser provado.
Poema bom é para ser declamado,
Ao pé do ouvido para te deixar
corado, - avermelhado;
E você pertinho de mim,
Um verdadeiro poema revelado.
Um poema está escrito
Nas estradas do Paraná,
Alegria doce e caminheira
Um dia para você voltará.
Um Sol que ninguém esquece,
Uma Lua que sempre enternece,
Pelas estrelas do teu firmamento,
O Paraná está no meu pensamento.
Um destino traçado pela glória,
Pelo braço forte da sua gente,
Ainda se escreve a sua história,
Para ser lembrada para sempre,
Uma poesia serena relembra,
- a sua história de valentia
Na ousadia da tropa,
- no trote do cavalo
Na cantoria e no acorde
- violado -
O paranaense será eternamente
- um verdadeiro -
Poeta apaixonado.
Permitir-se apreciar
- um poema -
Voando pelo ar
É como deixar
- uma pomba -
Pousar na tua mão.
É a alegria a embalar,
- Invadindo o coração
Quem poesia pede,
- prosa faz
Poema comete,
- inspira
A alma de quem escreve.
O Brasil precisa de tudo:
De gente com disposição,
De mil reformas,
E de políticos com coração;
E sobretudo de novidade,
Que traga revolução.
Precisamos ter alma
- feito sucupira -
E para superar a crise:
precisamos ter determinação.
A hora certa surpreende
No poema que cura a alma,
A alma seca plangente
Da terra que não pertence.
A Pátria desconhecida,
Na poesia imaginada,
A alma surge extasiada
De tê-la assim escrita.
No galope do verso,
Na glória do Ahalteke,
Que o destino não me negue.
Na rima do deserto,
No rodopio do vento,
Que o som seja o do saltério.
Não estou autorizada,
A inspiração me encontrou;
Sei que ando radiante,
O Universo me iluminou.
Um poema, um vinho e um carinho,
Trago para ti um céu estrelado
E de ti peço em troca um beijinho,
quero que sejas meu namorado.
Pergunto pelo meu amado,
Estou apreciando o céu,
Enluarado e guardando
Bem este mel apaixonado.
É primavera do amor, é noite!
Dou-te o melhor de mim ocultado.
Os versos estão aqui, é só ler!
Este 'verso' saiu bem perfumado...
Um poema, um vinho e um carinho,
Quero sentir a primavera do teu amor.
Ousaremos iluminar noites e noites,
Escreveremos afinados em nossos corpos
Mil histórias do nosso amor...
