Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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O sorriso é poema
Falado sem recital
É canção silenciosa
Sem o som instrumental
É a chave do portão
De acesso ao coração
É a alma em carnaval

O AVESSO DO POEMA
*JUVENIL GONÇALVES *


O avesso do poema

é o que sobra quando o verso cai,
quando a rima escapa,
e a palavra — nua —
fica olhando o poeta de frente.


É o silêncio que não coube no poema,
a rascunhada dor que não virou metáfora,
o eco do que não se disse
mas insiste em arder na ponta do lápis.


O avesso da poesia
é o poema quando termina —
ou quando nunca começou.


Juvenil Gonçalves

POEMA DA NOIVA (2021)


Véu branco;
era branco.
Vermelho está!
Embalado está;
com a morta está;
para sempre estará.

poema - O céu dos noivos




Quando te vi pela primeira vez,
meu coração ficou espraiado em claridade;
havia em tua presença uma aura dulcífera
que adoçava até o silêncio ao redor.
Tua garridice aureolada reluzia com tão rara graça
que intuí, sem resistência,
que meu espírito se pendoaria ao teu encanto —
pois algumas belezas não se explicam:
apenas se sentem.


Em teu ser fulgura uma agalma celeste,
uma formosura tão sutil que o horizonte reconhece;
teus gestos derramam suavência e magnopulcritude,
como se o próprio tempo inclinasse sua serenidade
para contemplar-te.


És minha auriflâmula, meu farol de celsitude,
a límpida presença que exala benquerença e virtuluz;
teu olhar possui o dom da inefância,
e tua voz carrega a doçura da mais pura dulcídia.


No toque que me ofertaste,
sinto a eternância florescer,
broto de luz que nenhuma noite consegue desvanecer.
Em tua alma habita uma miraluz infinda,
claridade que repousa em mim
com brandura antiga e inesgotável.


És magnolímpida, és pleniáurea, és serenídea;
cada passo teu deixa um rastro de auridez,
e cada palavra tua reacende o lume
da minha humanidade mais profunda.


Se o amor possui um templo,
teu nome é o seu altar.
Pois em ti encontro altiplácida candura,
delicadeza que enleva, acalma, eleva.


E assim declaro, diante da vida e do firmamento:
que meu coração te escolhe em perpetuidade,
que cada aurora será tua,
que cada suspiro será de lealdade ardente.


Que este poema seja nosso hino,
ecoando em votos, enlaces e promessas:
pois amar-te é minha glória sereníssima,
e caminhar contigo é minha
mais alta e eterna beleza.

Poema da Travessia Interior


Sonhei que corria
pela antiga Estação das Barcas,
enquanto portas se fechavam atrás de mim como capítulos que enfim se cumpriram.


A barca já partia,
mas meu coração — inquieto e fiel —
ainda acreditava no salto.
Alcancei a poupa, subi as escadas,
busquei o convés…
e a porta fechada me fitou como um oráculo silencioso.


Havia um mistério ali:
o passado se encerrando em sombras brandas,
o futuro chamando com luz de manhã,
e eu, suspenso entre dois mundos,
sentindo que algo em mim renascia.


Talvez fosse amor,
talvez coragem,
talvez apenas o tempo dizendo:
“Vai. Atravessa.”


Porque a nova fase já pulsa nos pés,
mas a verdadeira passagem
não está no casco nem na água —
está na porta invisível que cada um precisa abrir por dentro.


E quando essa porta se abre, não é só o futuro que chega:
é a alma que finalmente
encontra o seu próprio rumo.


Escrito por Clayton Leite, inspirado em um sonho.

Poema- teu corpo, meu destino
Te quero agora, sem relógio, sem tempo,
sem medo, sem dúvida, sem freio...
Te quero inteira, quente e entregue,
como o sol deseja o mar ao fim do dia.


Teus lábios são fogo que acende meu peito,
teu cheiro, meu vício, minha perdição.
Teu gemido é música que guia meus
passos,
e teu corpo... a estrada onde me perco sem
volta.


Cada curva tua é um segredo que desvendo,
com a ponta dos dedos, com a sede da
boca,
e a cada suspiro que roubo de ti,
mais eu sei... és meu tudo, minha louca.


Me deixa te amar sem medidas, sem pressa,
faz de mim tua casa, abrigo, teu céu,
te quero em suspiros, gritos e sussurros,
teu corpo no meu, um poema cruel.
Cruel porque nos devoramos,
porque não há amanhã, só agora,
porque cada toque é fogo na pele,
e cada beijo é promessa que implora.


Te amar não é escolha, é destino,
é desejo que me queima sem fim.


E se o amor tem nome, tem rosto, tem pele...
ele mora em ti.
Te quero sem pressa, sem medo, sem fim,
como se amar-te fosse a única verdade em mim.


Teu corpo é poesia escrita nos traços do tempo,
um mistério que meus dedos desvendam,
uma estrada onde meu coração caminha
e nunca deseja voltar.


Teu cheiro é brisa que embriaga meus sentidos,
teus lábios, doces como o mel mais puro,
tua pele, um santuário que minha alma busca,
onde cada toque é prece, e cada beijo, cura.


Quero perder-me no brilho dos teus olhos,
encontrar refúgio no calor dos teus abraços,
escutar tua voz baixinho, bem perto,
sussurrando meu nome como um segredo sagrado.


Não és apenas desejo… és encanto,
és ternura, és febre, és paz.
És tudo o que um homem pode sonhar,
tudo o que o amor pode ser.


E se ainda duvidas do que sinto,
fecha os olhos e sente meu toque,
pois nele, encontrarás tua resposta…
sou teu, sou teu… e sempre serei.

Poema-Estrela Morena


Nos céus da noite, brilha uma estrela,
morena, intensa, de luz tão bela.
Seu riso é chama, ardente e pura,
voz que embala, doce e segura.
Seu caminhar, um vento leve,
que sopra sonhos, que tudo escreve.
Seus olhos brilham, são faróis,
guiando mundos, rompendo sóis.
Na tempestade da intolerância,
ela caminha com esperança.
Mesmo que sombras tentem calar,
sua luz segue a iluminar.
Oh, ventos tristes, calem-se agora!
Nada apaga quem brilha e aflora.
Feita de luta, feita de cor,
é resistência, é puro amor.
Se soubesse o que ela inspira,
se entendesse o que ela ensina...
Oh, estrela que o céu guarda em si,
Se um dia ouvir, sorria pra mim.
Morena, brilhante, impossível de olhar.
Seu riso acende o céu mais nublado,
sua voz é um vento que vem me embalar.
Eu, perdido no tempo e no espaço,
morando no nada, cercado de chão…
Mas quando ela fala, o mundo se cala,
e eu me esqueço da minha prisão.
Ah, se ela soubesse o que causa em mim,
se um dia notasse meu jeito de olhar…
Talvez entenderia que tudo que eu sinto
é mais que um sonho, é um mar a transbordar.
Mas ela segue, imensa e distante,
feita de luta, coragem e cor.
E eu fico aqui, entre versos e sombras,
sussurrando baixinho esse imenso amor.
Se um dia a vida brincar com o tempo,
e eu cruzar seu caminho por um instante…
Não direi nada, deixo as lágrimas falarem,
pois tudo em mim já grita: "é você" desde antes.

Poema- Ela é um segredo


Quando Deus quis mostrar o que é amor, ele não escreveu um livro, não pintou um céu, nem acendeu uma estrela. Ele pegou uma lágrima e uma centelha da própria alma e moldou a mulher.




Ela não veio do pó da estrada. Veio do lado da costela. Porque Deus não queria que ela fosse menor, nem maior, mas feita para andar com o homem, lado a lado, na vida, na dor, na aquarela.




O homem foi feito para o campo, para a lida, para a força. Mas a mulher. Ah, a mulher foi feita para o céu. Para gerar esperança, curar feridas, multiplicar o que é bom e calar o que é cruel.




Ela escuta com o coração. Chora com os olhos da alma. Ela sangra em silêncio, mas ainda assim canta. Ainda assim ora. Ainda assim acalma.




Ela tem o dom que só Deus tinha: criar vidas dentro de si. E enquanto o mundo gira sem rumo, ela planta o futuro mesmo quando está por um fio.




Ela é a que educa, sustenta e resiste. É a mãe sozinha na periferia, a mulher do campo com mãos calejadas, a preta guerreira ignorada, a menina que sonha em ser livre, mesmo sendo silenciada.




O segredo que Deus escondeu do mundo está ali, na simplicidade dela. Os homens olham, mas não veem. Porque o segredo não está na forma mas no que ela contém.




Ela não é só carne. Ela é poesia em movimento. Ela é oração sem palavras. Ela é o amor no seu estado mais puro. Ela é o céu no chão. E é por isso que, quando Deus quis explicar tudo que faz sentido, Ele simplesmente criou a mulher.

Poema- Canção da mata








Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado.


Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas
as dores de quem labuta e o amor de quem é atento.


Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome.
Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa.


Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre;
e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos.


Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo.


Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro.
És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro.


E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir,
enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir.


Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir.
E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.

Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer quem é.
Para você se olhar no espelho e ver como é grande essa mulher.
Eu escrevi esse poema para você, para quando você pensar em desistir,
em sair do caminho que teve que chegar até aqui.
Eu escrevi esse poema para você, eu vim só para te dizer.
Em meio a prosa, poesia, em versos curtos, brancos,
sejam eles de que forma são, ou foram, ou serão,
eu escrevi esse poema para você,
para você nunca se esquecer que você é amor. É coração.


Nildinha Freitas

Um poema
Uma lua
Uma canção
Uma saudade
Uma solidão ...
É tudo que tenho aqui
nas mãos!

Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.

MULHER
Mulher é mistura de poema, verso e melodia
As veses uma canção de amor
Ou uma paisagem que a alma amplia.
Se fosse um anjo toda mulher teria três asas
Duas para voar livremente
Outra para n'amor abanar as brasas.
Mas graças A Deus que Deus a fez mulher
No íntimo crianca e gigante Valente
Nas horas difíceis, usa a arma da fé
E quem consegue explicar esse ser excelente?

Um livro inteiro nasceu por causa de um poema, é isso mesmo!
Por causa de um único verso que respirou fundo e pediu espaço para crescer.
Às vezes, basta uma linha para abrir portas que nem imaginávamos existir.
Um sopro de inspiração pode virar mundo, virar história, virar destino.

Porque é assim com a palavra:
ela chega pequena, mas carrega dentro de si um universo inteiro esperando para ser revelado.
E quando um verso decide florescer, não há quem o contenha,
ele chama outros, convoca memórias, desperta sentimentos adormecidos.
E de repente, aquilo que era apenas um brilho se torna livro, se torna vida, se torna obra.

Um livro por causa de um poema?
Sim.
Porque às vezes é no menor gesto que mora a grandeza.
E num único verso pode caber tudo o que faltava ser dito.

Neste poema, minha menina, deixo escrita a verdade:
Se um dia você o ler, peço toda a sua atenção e sinceridade.
O que nunca tive coragem de te dizer cara a cara,
Hoje transformo em versos, pois a alma declara.
Sim, eu te amei não duvide, não negue, não tema.
Não foi por anos de história, mas por cada detalhe do teu poema.
Me apaixonei pelo teu jeito, teu sorriso, teu olhar,
Pelos pequenos pedaços de ti que aprendi a admirar.
Em tantas noites pedi a Deus, entre lágrimas a rolar,
Implorei que te trouxesse pra perto, que me deixasse te amar.
Nunca quis só teu corpo, algo simples e vazio,
Queria teu todo, teu mundo, teu abraço macio.
Orei aos céus, aos deuses que a imaginação desenhou,
Chorei até que a dor cansada em silêncio se calou.
Te esperei por mais tempo do que eu deveria,
Mas no dia 31 de dezembro, quando o ano termina, te deixo… finalmente, eu diria.
Guardarei um espaço enorme no meu coração,
Mesmo que você ocupe só um cantinho na escuridão.
Se um dia nos reencontrarmos e meu sorriso surgir,
Se meus olhos brilharem nos teus… estarei pronto pra te seguir.
Mas se décadas passarem e meu peito não balançar,
Se meu olhar não tremer ao ver o teu voltar,
Então morreu o que fomos, aquilo que um dia senti,
E ficará guardado no meu coração, adormecido ali.
Sinto falta do teus cabelos negros, dos teus olhos castanhos,
Da calma que eu encontrava só por te abraçar.
Sinto falta do calor do teu corpo junto ao meu,
Da paz que senti no primeiro olhar que se perdeu.
Mas se não és pra mim, eu aprendo a te soltar,
Te deixo livre pra viver, amar e voar.
Pois não quero tua tristeza, quero ver você sorrir…
E se não for comigo, mesmo assim vou te permitir.
Eu te amo, Lorena M. Monteiro S.
E deixo nesses versos tudo o que viveu em mim. ❤️💭

Teu corpo nu,
um papel em branco.
Minha boca,
a caneta para escrever o mais belo poema de amor.

Devolvi a palavra na boca do verso
sem lonjuras ou apegos
a distância que o poema tem
é o tamanho inverso do seu canto.

POEMA ELEITORAL GRATUITO

Decidir entre lágrima e carpido;
se melhor é a farpa, se o espinho,
ser exposto ao deboche ou ao escárnio
de quem hoje proclamo salvador...
É pedir a lesão, talvez o corte,
distinguir o gatuno do ladrão,
quem será meu algoz, quiçá verdugo,
pra depois enforcar a minha voz...
Optar por satã ou satanás,
pela víbora, a cobra ou a serpente;
dor de dente, quem sabe, dor de ouvido...
Escolher entre nódulo e tumor,
um derrame, acidente vascular,
flor atômica e Rosa de Hiroshima...

Se você fosse poema, eu te recitava;


Se você fosse o vento, sentiria sua brisa;


Se você fosse um avião, faria você decolar e pousar em segurança;


Se você fosse um deserto, te regaria até que brotassem flores;


E se você estivesse perdida, te encontraria pelo dia e pela noite.


Você é como uma rosa, é preciso olhar além dos espinhos para enxergar toda sua beleza.

Anzol Mágico


Demétrio Sena - Magé


Um poema revira o poço fundo
e descobre os desvãos mais escondidos,
vai ao forro do mundo e traz à tona
os mistérios que ocultam corações...
O poder do poema surpreende
quem afunda seus sonhos no vazio;
as malícias, também as inocências;
esse lado sombrio em cada um...
Anzol mágico e bom mergulhador,
vai à dor e descobre as emoções
que se trancam em suas agonias...
Quem escreve um poema expõe aos ares
nossas farsas e nossas realidades,
os lugares mais dentro de quem somos...
... ... ...


Respeite autorias. É lei