Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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Um amor indivisível
Com todas as sobras possíveis,
Com todo o afeto desnecessário.
Com todas as lagrimas e sorrisos
Transbordáveis.
Com todos os sonhos intransponíveis,
E com todos os problemas risíveis.
Mas nunca, um amor de vitrine.

Inserida por pablodanielli

O roubo legalizado

Vivemos em um tempo aonde a lei ampara o roubo legalizado, tarifas absurdas, taxas que são verdadeiros crimes e impostos que nenhum ser humano é capaz de aguentar. A lei faz com que políticos fichas sujas, que prejudicam o país descaradamente fiquem impunes, mas coloca na cadeia manifestantes e pobres que não tem como obter um bom advogado.
Somos um país de estádios,do futebol, da cultura do supérfluo, aonde escolas se desmancham pelo descaso, aonde a saúde publica e o transporte são banalizados e a população paga o pato, ou seria o custo Brasil?
Custo arcado a duras penas, custo pago com suor e sangue do trabalhador, que ganha uma miséria, um salario que mal se pode comer, pagar por bons serviços. Aonde políticos com suas pequenas fortunas não sentem, pois a realidade em que vivem é de primeiro mundo, enquanto o serviço que prestam é de terceiro.
Mais uma vitima de bala perdida, mais uma morte nas filas de hospitais, mais uma enchente que leva muitas vidas, as desculpas são as mesmas, os discursos ensaiados, ano após ano, mudando apenas as caras, pois as soluções nunca aparecem, as soluções se perdem na corrupção, na maquina lenta do estado que definha, com suas soluções boas apenas para quem esta no topo e nunca para quem necessita do verdadeiro auxilio.

Abriu a janela pela manha
Mais uma bala perdida,
Lhe faz companhia.
Entre um jornal e outro descaso
Fila de hospital, marginal praticando tiro ao alvo!
Politico no planalto fingindo não saber
Que o povo tem fome, tem sede,
Quer aprender a ler!
Mas quem quer saber?
Quem deseja mudar?
Lutar pra que?
Cansa, tira um, nasce cem!
E a conta, mesmo nova ou antiga,
Tá por vencer!

“De tiro em tiro, fila em fila, brasileiro vai sobrevivendo até que não exista mais forma de vida”!

Inserida por pablodanielli

La fora a vida não para
La fora a vida trincada,
Insistentemente fingi que sorri.
Seja pela janela ou pela fotografia
Cinza que volta e meia fica suja,
Com cores e tintas que sem desejar, colori.
La fora os passos são invisíveis
O vento é frio e os abraços,
São tão rápidos que não se sentiu.
La fora os olhares são perdidos
A dor é inevitável, o desejo incontrolável,
Que a morte parece um caminho feliz.
La fora a vida é latente
Mesmo com tanta coisa
Fingindo ser gente.
La fora acontece a todo momento
Para quem não tem medo,
De arriscar e perder receio
De sofrer e ser feliz!

Inserida por pablodanielli

Olha
Revolta,
Volta!
A sua volta
O vazio
Revolucionando
O nada.
Perdeu-se
A utilidade,
Seu prazo
De validade?
Ainda Vale!
Volta
Olha a sua volta,
E se revolta!
Como em antigos
Mares!
Hoje, navegáveis.

Inserida por pablodanielli

Diante do gesto
Indiferença!

Diante do ato
indiferença!

Diante da miséria
Indiferença!

Diante da dor
Indiferença!

Diante do preconceito
Indiferença!

Diante da corrupção
Indiferença!

Diante de afirmações
Indiferenças!

Diante das duvidas
Indiferenças!

Diante da vida eminente
Indiferença!

Como poderíamos
Ser todos iguais a final,
Se o resultado é a distorção
Das palavras, dos gestos,
da própria cultura?

Como ser considerado racional
Se o primeiro gesto é o de abandono,
Boa ação, apenas como intenção não salva!
Usar exemplos de terceiros não garante
Seu lugar no céu primeiro.

Todos sabemos o que deve ser feito
Todos ficamos calados diante da necessidade,
Pois enquanto a gota não nos atinge
Não há motivos para consertar o que se quebrou.

De todos os brinquedos jogados fora
A vida certamente é mais precioso,
De todas as palavras abandonadas ao vento
As que fazem falta são as verdadeiras.

De todos os olhares perdidos
Mesmos os na escuridão, na solidão,
Os de indiferença são os que não tem salvação.

Mais uma morte
Ninguém viu!

Mais uma criança drogada
Nunca existiu!

Mais um desvio de verba
Ilusão, no Brasil!

Mais um bom livro
Se perdeu no vazio!

Mais um ser humano
Confundido com artigo raro
Numa pátria que nunca existiu!

Indiferença
Palavra forte, que define,
Um ser fraco e hostil!

Inserida por pablodanielli

A poesia
É como um grito
Silencioso que ecoa,
Pelas paredes espessas
De um livro.
Implora por amor!
Clama por justiça!
Há espera ao menos
De um bom leitor,
Para se fazer livre.

Inserida por pablodanielli

Algumas mudanças não conseguimos ver e poucas vezes conseguimos percebe-las, são como leve brisas, que nos refrescam sem saber.
Não é apenas o fato da mudança que nos assusta, mas, é o não saber o que vai acontecer posteriormente que ela nos encontrar.
A duvida tão frequente quando nos deparamos em frente ha um espelho, nos questionando e as vezes de forma tão impessoal, o que virá depois?
Medo, raiva, acomodação e quem sabe fúria! Admitir-se perdido em meio a tantas escolhas é o maior gesto de bravura que se pode ter em um mundo decadentemente mecânico.
Encontrar uma razão que fuja a logica, em cada passo dado é mais que um pequeno desafio.
É descamar lentamente com uma navalha cega nosso ego, é cegar nossos desejos e privar nossa superficialidade, castigar lentamente o lado subversivo de nossos atos. Requer muito mais que uma amostra tola de força, requer algo que muitas vezes está ausente e perdido no mais intimo de nós, nossa parcela de humanidade.

Inserida por pablodanielli

E você esperando a violência acontecer
O próximo tiro, o próximo grito!
Brincando de adivinhar,
Qual será o beco escuro
Que um politico vai se corromper.

Feridas que nunca cicatrizam
De uma sociedade corrompida,
Aonde impera o caos, corrupção!

Roleta russa com o cidadão
Dia sim, dia não, no circo da civilização,
Mais um corpo que cai ao chão.

As manchas de sangue, são Capas de jornais,
Garantia de ibope na televisão
A festa acontece no nosso quintal
Em quanto você se prepara pro jantar!

Fingindo que não tem mais medo
Rezando em silencio, chorando em segredo,
Para que sua família não vire vitima
Da sua omissão, falta de expressão!

Inserida por pablodanielli

Pode protestar, mas não pode atrapalhar o transito!
Pode lutar pelos seus direitos, só que não depois das seis!!!???
Estudante paga meia pra que brigar? Que corrupção??? Se a mídia não mostra é porque não aconteceu!!!hã???
Pessoas que justificam ser contra protestos só podem estar satisfeitas com as filas, nos hospitais, com as mortes no transito!
Como assim? Não é bem assim? protesto de teclado funciona! Só se for no mundinho apático de quem não quer se incomodar!
Pressão popular é o que atinge o governante, o medo de perder o salário e gratificação, isso quando não outros meios ilícitos é o que assusta!
Colocaram cinco mil hoje, que amanha sejam dez! depois quinze! que os protestos sejam pela falta de estrutura, pelo mau uso do dinheiro publico!
Que seja pelo livre arbítrio e o direito de ir e vir a cinco reais e ônibus lotados na volta do trabalho!!!! Sem ar condicionado!!!
(Só em terceiro mundo, no Brasil isso não existe! Será?????)
O governo diz que não, a mídia finge que não vê! E tem gente que ainda defende a parte podre da sociedade,
quando tudo que se busca é um pouco(??) mesmo que uma miséria de igualdade!

Se não atrapalhar a rotina dos apáticos é claro!

OBS: Não esquecer de pedir licença quando for passar!

Inserida por pablodanielli

O difícil não é ir com o tempo
correr para trás com o tempo
cair na eternidade com o tempo

Difícil é arredar o tempo
não correr para trás com o tempo
estar em eternidade com o tempo

- (Que a eternidade é estar morto com os vivos que não irá alcançar).

Inserida por jaquers

Homens da Inglaterra, por que arar
para os senhores que vos mantêm na miséria?
Por que tecer com esforço e cuidado
as ricas roupas que vossos tiranos vestem?
Por que alimentar, vestir e poupar
do berço até o túmulo,
esses parasitas ingratos que
exploram vosso suor – ah, que bebem vosso sangue?

Por que, abelhas da Inglaterra, forjar
muitas armas, cadeias e açoites
para que esses vagabundos possam desperdiçar
o produto forçado de vosso trabalho?
Tendes acaso ócio, conforto, calma,
abrigo, alimento, o bálsamo gentil do amor?
Ou o que é que comprais a tal preço
com vosso sofrimento e com vosso temor?

A semente que semeais, outro colhe.
A riqueza que descobris, fica com outro.
As roupas que teceis, outro veste.
As armas que forjais, outro usa.
Semeai – mas que o tirano não colha.
Produzi riqueza – mas que o impostor não a guarde.
Tecei roupas – mas que o ocioso não as vista.
Forjai armas – que usareis em vossa defesa.

Inserida por cauech

É por isso que numa folha de papel pardo ele tentou outro poema. E o intitulou de "Absolutamente Nada". Porque era o que estava em toda parte.

Os Sentimentos São Uns Trem Doido:Poema Meio Fora do Normal 4


– Quando o Caos Tava de Férias


Acordei no pique, pleno, radiante,
sol batendo, café fumegante.
Olhei no espelho, falei: "É hoje, bebê!",
e até o cabelo decidiu cooperar (milagre, amém!).


Fui pegar o busão, ele veio na hora,
sentei na janelinha, comecei bem agora!
Fone no ouvido, som na medida,
até a playlist parecia entendida.


Cheguei no trampo, chefe de bom humor,
até deu risada, olha que amor!
Trabalho fluindo, sem perrengue, sem treta,
me senti um gênio, tipo Einstein de caneta.


Na hora do almoço, promoção no rolê,
dobro de comida, e eu nem pedi!
O garçom piscou, "Hoje é teu dia!",
e eu só confirmei: "Verdade, sabia!"


A tarde passou sem dor de cabeça,
Wi-Fi bombando, nenhuma surpresa.
E na saída? O céu todo laranja,
aquele fim de tarde que até foto pede licença.


Cheguei em casa, chinelo no pé,
sorvete no pote, série na TV.
E foi aí que entendi, quase chorei:
"MEU DEUS, O UNIVERSO HOJE ME RESPEITOU!"


Então, é isso, às vezes dá ruim,
mas às vezes a vida resolve ajudar.
E quando isso rola, meu irmão,
tem que agradecer e aproveitar!

Os Sentimentos São Uns Trem Doido: Poema Meio Fora do Normal 5


– Sonho ou Pesadelo? Macacos Me Mordam!


Acordei diferente, meio estranho, sei lá...
Olhei pro lado, CADÊ MEU SOFÁ??
Tentei me mexer, mas que agonia,
minhas pernas? Raízes. MINHA CABEÇA? FOLHARIA!


P**@ MERDA, VIREI UMA BANANEIRA!


Antes de surtar, tentei respirar,
mas aí percebi... NÃO TENHO NARIZ PRA PUXAR!
O desespero veio, a mente pirou,
e foi então que um macaquinho chegou...


Primeiro um, depois dois, depois um bando,
olhinho brilhando, já me analisando.
A barriga deles roncava bonito,
e eu, desesperado: "EI, PARÇA, NÃO SOU ALMOÇO, NÃO, RAPAZ!"


Mas quem disse que eles iam ouvir?
Um pulou na minha folha, começou a subir!
Outro cutucou uma banana madura,
e eu sentindo... MEU DEUS, ISSO É MINHA ALTURA?!


A ansiedade bateu: "Vish, deu ruim..."
o medo gritou: "Já era, filhão!"
E eu, plantado, sem poder correr,
vendo minha vida virar vitamina no chão.


Mas aí... PUF! ACORDEI SUANDO,
passei a mão no corpo, tava tudo normal.
Olhei pro lado, nenhum macaco, só meu travesseiro,
e um alívio imenso: "MEU DEUS, FOI SÓ UM PESADÊLO!"


Então fica a lição, pra nunca esquecer:
valorizem as bananas, mas sem fazer sofrer!

Incertezas

As vezes estou a pensar
Como seria amar
Não que esse poema,
tenha que rimar.

São muitas dúvidas,
que preciso tirar
A questão é amar ou não amar ?
Meu orgulho fala mais alto
Tanto faz ou não se apaixonar.

Meus sentimentos são como,
fechar os olhos e dormir sem sono
Ser fria soa como uma única opção
Esconder sentimentos que vem do coração.

Inserida por lyviamel2010

No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!

Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.

No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.

E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.

E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!

No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.

Inserida por katiacristinaamaro

POEMA VIDA DE NORDESTINO
ETA... Nordeste bom... É gente que vai daqui...
É gente que vem de lar... É um tal de vai e vem,
não ficam aqui e Nem lá!
É nordestino ou paulistano?... Paulistano ou nordestino?
O nordeste é terra sofrida mais ninguém se esquece de
lá... Mesmo com tanto sofrimento
seus pensamentos estão sempre lá...
Até quem fez muita riqueza, seus corações continua lá.

POEMA SERIEMA DO CEARÁ

Há... Como eu me lembro... De quando eu era criança,
foram momentos tão bons, guardo tudo na lembrança.
Sou de família humilde, do sertão do Ceará,
meu Pai parecia um cigano, não sabia onde parar!
Numa certa ocasião, no serrado fui morar,
foi aí que ganhei o apelido, seriema do Ceará!
Alta de pernas compridas imitava o seu cantar!
Todos passaram a me chamar, seriema do Ceará,
todos os dias à tardinha acompanhavam, o seu cantar.
Escritora Eurides. G A.

POEMA DEIXA FLUIR
Deixa que as nuvens se preparam para a chuva!
Levante os braços, suavize seu lindo rosto, abra um sorriso,
deixe que as gotas de água banha todo seu corpo!
Não deixe que ninguém tire sua paz.
Só não deixe que ninguém destrua teu coração!

POEMA REAGENTE
Diz o pensador o, que é o amor!
É um calor encantador, de alto teor.
É um reagente que da vida a gente.
É um batido no coração, no compasso, composto nele um rosto!
É a revelação de um coração inquieto, pedindo o teu afeto, não consegue ser mais discreto,
quando aquele que a desperta se encontra dele por perto.