Poema de Mario Quintana Decendo as Escadas
Dentro e fora
Tua voz encanta;
Teu cheiro toma conta;
Tua boca, faz ferver;
Teu corpo, vira raiz do meu;
O teu adeus, aprisiona, enraivece e enlouquece o meu eu.
"Brilho natural"
O Sol afasta as sombras mais uma vez;
Um ponto luminoso brilha muito mais que todos os outros;
É uma mulher de gestos simples e os realiza com muita delicadeza ;
Sempre com um belo sorriso no rosto, demonstrando sua doçura;
Quando está próxima a sua luz floresce, aquece e arrepia;
Sua beleza é contagiante, oferece ao mundo a sua volta, o prazer da sua nobre companhia;
Um encanto, uma visão do que a de mais perfeito, uma mulher natural e única ou uma mulher surreal e sobrenatural.
Sem falhas
Superação é uma qualidade de quem respira amor;
Confiança é um dever diário de quem ama;
Se sentir protegido dos olhares invejosos dos que não sabem amar é uma arte aprendida com o tempo;
Viver dentro de um escudo protetor que impeça-o de ouvir as falas que amargam o amor é um bem necessário;
E que o amor, sobreviva a tudo e a todos!
Fui descoberto
Todos por onde passo estão me olhando diferente dando a entender que eu sou o bobo da corte;
Percebo que meus vizinhos descobriram o meu maior e mais valoroso segredo;
Até meus queridos familiares estão dando pistas de que já sabem de alguma coisa;
Talvez eu tenha demonstrado sem querer através das minhas ações e reações;
O mundo parece que está de olho no meu comportamento e aparenta muita curiosidade para uma simples e ao mesmo tempo grandiosa confirmação;
Então, la vai! Eu descobri o amor e ele está mudando a minha vida, o meu jeito de pensar, de falar, de agir, de enxergar o mundo, enfim, o amor está mudando o meu jeito de viver.
Mais uma vez...
Mais uma vez, os nossos olhares se encontraram no pátio da escola;
Mais uma vez, nossos corações perderam o compasso natural;
Mais uma vez, seu corpo falou com o meu, mesmo estando a distância;
Mais uma vez, a nossa vontade de se perder foi sentida;
Mais uma vez, os nossos desejos ardentes vão ser cultivados e preservados pelo nosso silêncio mais íntimo, esperando um novo momento para acontecer o que apenas nós dois sabemos.
Um grito de amor
Talvez a tradução para o reflexo de amor exposto pelas minhas pupilas, esteja a minha frente,
Por você perdi o juízo, sem você não tem perdão, a tua originalidade tem perfeição, domina as minhas emoções,
Hoje é o dia em que o Céu vai despejar estrelas candentes a nossa frente, para iluminar e embelezar o que esta ganhando forma nos nossos corações.
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares,
Onde anda você?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
(...) Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
O fim
Indo e vindo, desgastando e abandonando displicentemente mas sem querer abandonar por completo,
coração vadio, carente das sombras, mesmo sem ser notado na rotação certa buscava o consolo insignificante naquele amor vazio,
na história contada do irrelevante, o invisível é a estrela protagonista,
coração doente, soberba em exposição, correria da razão, fuga dos sentimentos,
morre mais um amor inocente.
Confiamos por conforto, porque é melhor crer no inabalável a passar por uma existência cinzenta, cética e tão questionadora a ponto de não sentir graça por nada nem ninguém.
Precisamos de uma pessoa que pense como os criminosos, que seja meio inconsequente e que não tenha medo de burlar as regras.
Não importa onde você esteja, tudo o que precisa fazer é procurar a Estrela do Norte e você nunca estará sozinha. Porque, onde quer que eu esteja, também estarei olhando para ela.
Falamos, falamos, falamos. E mesmo assim faltou dizer tanta coisa. E escutar também. Ela nunca disse que me amava. Jamais ouvi de seus lindos lábios a sentença que pronunciei
algumas vezes.
O professor Benjamim Schianberg, o homem que dizia ocupar-se das “fezes da alma”, escreveu que nos alimentamos tanto do bem quanto do mórbido. No meio disso, ele assunta,
existe a poesia.
“Uma reserva de sonho contra tudo o que não é doce, sutil ou sereno. É o mais próximo da felicidade que podemos experimentar, sustenta Schianberg. Não sei que nome você daria a isso. Bem, não importa muito, chame do que quiser. Eu chamo de amor.”
“Queremos o que não podemos ter, diz o professor Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor. É normal, saudável. O que diferencia uma pessoa de outra, ele acrescenta, é o quanto cada um quer o que não pode ter. Nossa ração de poeira das estrelas.”
Todas as pessoas têm algo que prezam, algo que nunca querem perder. É por isso que elas fingem. É por isso que elas escondem a verdade. E é por isso que elas mentem.
