Poema de Mario Quintana a Pessoa Errada

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A recusa da existência é ainda uma maneira de existir. Ninguém conhece, enquanto vivo, a paz do túmulo.

Ninguém ousa dizer adeus aos seus próprios hábitos. Muitos suicidas detiveram-se no limiar da morte ao pensar no café onde vão todas as noites jogar a sua partida de dominó.

Os aduladores são como as plantas parasitas que abraçam o tronco e os ramos de uma árvore para melhor a aproveitar e consumir.

Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.

Qualquer que seja a aparência da novidade, eu não mudo facilmente, com medo de perder com a troca.

Andar por terras distantes e conversar com diversas pessoas torna os homens ponderados.

O dinheiro nunca falta para os nossos caprichos; somente discutimos o preço das coisas úteis e necessárias.

Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos: são os nossos erros, vícios e paixões.

Para a virtude da discrição, ou de modo geral qualquer virtude, aparecer em seu fulgor, é necessário que faltemos à sua prática.

Carlos Drummond de Andrade
Andrade, C. D. Fala, Amendoeira, Record, 1998

Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele.

Não são as pessoas que são responsáveis pelo falhanço do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.

Simone de Beauvoir

Nota: Citação encontrada em "O Casamento", Jurandir Araguaia, Clube de Autores, 2010

A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis.

Custa menos ao nosso amor-próprio caluniar a sorte do que acusar a nossa má conduta.

Uma máxima admirável: nunca mais falar das coisas depois de elas já estarem feitas.

Se fosse possível somente deslizar para os braços da mulher e no entanto não cair nas suas mãos.

Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.

Há encontros na vida em que a verdade e a simplicidade são os melhores artifício do mundo.

O destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Para aplicar a pena de morte, a sociedade deveria ostentar a autoridade moral de não ter contribuído em nada para fabricar esse criminoso.

Os homens sentem uma grande atração pela esperança e pelo receio, e uma religião sem inferno nem paraíso não poderia agradar-lhes de modo algum.