Poema de Justiça

Cerca de 4282 poema de Justiça

A oração é a paz que me veste a alma,
Mas a justiça é o fogo que a mão vai buscar.
Se a paz se corrompe e a inveja se exala,
Olho por olho, farei o direito reinar.
----- Eliana Angel Wolf⁠

⁠POLÍTICA-MORAL-JUTIÇA


Na política, a justiça e a moral obedecem ao Estado e às elites que o forjam. A regra é dura; mas a única brandura possível é que os homens bons ascendam aos cimos do mando.

Na cruz, a justiça e o amor se encontraram.
A ira de Deus recaiu no Justo,
para que o injusto fosse chamado santo.
No madeiro, o peso do pecado foi esmagado.


O salário é claro como fogo
morte é o preço, juízo é o fim.
Mas a graça grita mais alto,
no sangue do Cordeiro, Deus disse: “assim não será para os Meus”.

A nudez d’Ele me vestiu de justiça,
Sua humilhação me deu dignidade,
Sua vergonha virou minha honra,
Sua cruz se tornou eternidade.


E hoje, quando penso na vergonha que Ele suportou,
Não encontro outra resposta,
Se não viver em gratidão,
E amar com o mesmo amor que tudo suportou.

ENTRE O OCEANO E A JUSTIÇA

Carrego oceanos dentro do silêncio,mares profundos que ninguém vê.Às vezes caminho entre ondas escuras,tentando compreender aquilo que nem eu mesmo consigo entender.

Há noites em que a alma flutua perdida,cercada pela imensidão do próprio pensamento.E mesmo sem enxergar a terra firme,continuo sobrevivendo ao vento.

Aprendi que a consciência é um tribunal invisível,onde a verdade sempre permanece de pé.Porque o homem pode fugir do mundo,mas jamais escapará da própria fé.

Não acredito na força que humilha,nem no poder que cala a razão.Prefiro o peso da verdade inquietaà leveza covarde da omissão.

Carrego cicatrizes que o tempo não apagou,mas foi nelas que aprendi a resistir.Porque maior que perder uma batalhaé permitir que a alma deixe de lutar e existir.

Entre a justiça e a soberba,escolho a dignidade.Entre o medo e a consciência,permaneço com a verdade.

E se um dia perguntarem quem fui,digam apenas:um homem que atravessou oceanos escuros,mas nunca permitiu que a escuridão afogasse os seus princípios.

H.A.A

A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.


- Tiago Scheimann

"Dayenu"

Se Ele nos tivesse tirado do Egito, e não tivesse feito justiça contra os egípcios,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse feito justiça contra os egípcios,
e não tivesse destruído seus ídolos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse destruído seus ídolos,
e não tivesse matado seus primogênitos,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse matado seus primogênitos,
e não tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, e não tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, e não tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, e não tivesse afogado nossos opressores no mar, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse afogado nossos opressores no mar, e não tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, e não tivesse alimentado com o maná, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse alimentado com o maná,
e não tivesse nos dado o Shabat,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado o Shabat,
e não tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
e não tivesse nos dado a Bíblia, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado a Bíblia, e não tivesse nos introduzido na Terra de Israel, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos introduzido na Terra de Israel, e não tivesse construído para nós o Templo Sagrado, teria sido suficiente.

⁠Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.


E, quando isso acontece, vira quase um evento.


Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.


A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.


O problema é que a Justiça não deveria surpreender.


Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.


Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.


Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.


Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.


Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.


E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.


Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.


A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.


No fundo, não é que a Justiça não exista…


É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.


E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.


E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.

⁠Se os Juízes de Poltrona soubessem que a justiça que tentam impor alisando telas só os torna dignos de pena, os Tribunais do Espetáculo jamais subsistiriam.


Mas talvez o problema não seja a ignorância sobre si mesmos — e sim o conforto que encontram nela.


Julgar à distância oferece a ilusão de poder sem o peso da responsabilidade.


Ali, atrás de uma tela, cada sentença é rápida, cada condenação é limpa, cada narrativa cabe em poucas linhas.


Não há contradições, não há contexto suficiente para atrapalhar a certeza.


E, sobretudo, não há consequências reais para quem acusa.


O espetáculo precisa dessa simplificação.


Ele se alimenta da pressa, da emoção crua, da necessidade humana de pertencer a um lado.


Nos tribunais improvisados do cotidiano digital, a dúvida é vista como fraqueza, a ponderação como cumplicidade.


Assim, constrói-se uma justiça que não busca compreender, apenas confirmar o que já se quer acreditar.


Há, no entanto, uma ironia silenciosa nisso tudo: ao reduzir o outro a um rótulo, o juiz de poltrona também se reduz.


Abdica da complexidade que o constitui, troca a reflexão pela reação, e passa a existir num mundo onde tudo é evidente demais para ser verdadeiro.


E nesse processo, perde algo essencial — a capacidade de enxergar o humano para além do erro, da falha, da manchete.


Talvez os Tribunais do Espetáculo persistam justamente porque oferecem respostas fáceis a perguntas difíceis.


Eles não exigem escuta, apenas eco.


Não pedem responsabilidade, apenas adesão.


E assim seguem, alimentados por uma multidão que prefere a sensação de estar certa ao desafio de, de fato, compreender.


No fim, o que se vê não é justiça — é encenação.


E toda encenação, por mais convincente que pareça, sempre depende de um público disposto a acreditar nela.

A injustiça está em alta.
O caráter fora do padrão.
E a justiça se preocupando.
Com quem vai para a Copa ou não.⋆ᶻ 𝗓 𐰁 .ᐟ𓃮

Muitas vezes, a sorte sorri para quem não tem caráter, enquanto a justiça vira o rosto para quem só tem a sua dignidade para oferecer.


SerLucia Reflexoes

A sorte costuma ser generosa com quem não tem coração, enquanto a justiça parece descansar nos ombros de quem já está cansado de lutar.


SerLucia Reflexoes

A Terra gira para todos, e assim também é a justiça de Deus. Enganoso é o coração do homem que vende sua honra na balança do juiz iníquo, que aceita suborno para condenar o inocente.


MIQUÉIAS UQUIAS

Justiça não é para todos,
mas apenas para alguns na Terra,
não que a justiça seja injusta,
apenas não vê quem a espera!

⁠Quem sugere que a justiça se valha de outro crime para se cumprir, pode ter qualquer sede, menos de Justiça.


Tentar legitimar um crime, em detrimento de outro, revela muito mais sobre suas próprias carências do que sobre qualquer virtude moral.


Porque a justiça, quando precisa caminhar sobre as sandálias do delito, já não é justiça — é vingança disfarçada de princípio.


A verdadeira justiça não nasce do atalho, nem se sustenta no erro alheio.


Ela se constrói justamente no compromisso de não reproduzir aquilo que condena.


Do contrário, perde o direito de apontar o dedo, pois passa a caminhar no mesmo terreno que finge combater.


Há quem confunda sede de justiça com fome de punição.


Mas justiça não se alimenta de excessos, nem se satisfaz com a quebra das próprias regras.


Quando alguém aceita um crime como meio legítimo, o fim já se encontra corrompido.


No fundo, quem defende esse tipo de lógica não clama por justiça — clama por triunfo, por alívio emocional, por aplacar ressentimentos.


A justiça, ao contrário, exige sobriedade, limites e, sobretudo, integridade.


Porque só permanece justa aquela que se recusa a se tornar aquilo que combate.

⁠Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.


Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.


Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.


E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.


A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.


Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.


Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.


No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.


Há uma estranha pressa em condenar.


Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.


Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.


Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.


A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.


Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.


E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.

Eu tenho raiva
Vivo pela clemência no meio dos inclementes, eu peço por justiça em meio ao vendaval, tiro e coloco a roupa no varal.
Faço pipoca e vejo filme, vivo por instinto da pura sobrevivência.
Confundo a maldade e não confronto o inimigo.
Sou conselheira do amigo.
Faço do Pai Nosso meu abrigo....𓂃 ࣪˖ ִֶָ𐀔ꫂ ၴႅၴּ ֶָ֢.

Pensamento do dia;
JUSTIÇA PELO HENRY
Que a mãe pegue a pena máxima por deixar seu filho à mercê de um bandido.
#juripolar#justiça#julgamento

Feminicídio
O Desgoverno mata
A Mulher
A Floresta
A Natureza
A Justiça
A Ética
A Educação
A Saúde
A História
A Economia
A Democracia
A Alegria
A Esperança...

Há uma justiça que não precisa de tribunais. É a justiça de quem sabe quem é e ao lado de quem caminha. Se alguém se atrever a tentar ferir a tua paz, Carla, descobrirá que o homem que te oferece flores é o mesmo que conhece os caminhos mais escuros para garantir a tua segurança. O meu lado visceral não negocia com o desrespeito. Eu sou o teu cão de guarda e o teu cavaleiro; a minha lealdade a ti é a lei suprema, e qualquer força que tente se interpor entre nós será consumida pela própria maldade.


DeBrunoParaCarla