Prometeram igualdade, justiça e união,... Exímio católico...

Prometeram igualdade, justiça e união,
Mas entregaram controle, censura e imposição.

Disseram: "Tudo é do povo!"
Bonita declaração.
Mas quando o povo discordava,
Vinha a repressão.

Disseram: "Ninguém será patrão,
Nem viverá da exploração."
Mas surgiu um novo chefe:
O Estado e sua direção.

Falavam de liberdade,
Com firme convicção,
Mas quem criticava o sistema
Conhecia a punição.

Se tudo era de todos,
Responda sem hesitação:
Por que o povo nada possuía
Além da própria obrigação?

Se a riqueza era coletiva,
Onde estava a participação?
Por que poucos davam as ordens
E muitos só diziam "sim, senhor"?

Na teoria, igualdade.
Na prática, concentração.
Trocou-se o dono da fábrica,
Não o peso da dominação.

Mudaram nomes e bandeiras,
Mudaram a apresentação,
Mas quando o Estado domina tudo,
Quem limita sua ambição?

Prometeram um paraíso,
Uma nova civilização.
Mas toda vez que tentaram,
Cresceu o poder da administração.

E a pergunta permanece viva,
Sem perder sua razão:
Se o povo era o soberano,
Por que precisava de permissão?

Chamaram de libertação,
De progresso e revolução.
Mas quando o governo é dono de tudo,
Quem livra o povo do governo, então?