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Poema de Inverno

Cerca de 101004 frases e pensamentos: Poema de Inverno

Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.

O pretexto normal dos que fazem a infelicidade dos outros é de quererem o bem deles.

Depois do espírito de discernimento, o que há de mais raro no mundo são os diamantes e as pérolas.

Não devemos julgar os homens por aquilo que eles ignoram, mas por aquilo que sabem, e pela maneira como o sabem.

Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser às vezes virtuoso.

Não existe vício que não tenha uma falsa semelhança com uma virtude e que disso não tire proveito.

Os bons conselhos desagradam aos apaixonados como os remédios aos que estão doentes.

As paixões perdoam tão pouco quanto as leis humanas, e raciocinam com mais justeza: não se apoiam elas numa consciência que lhes é própria, infalível como o é um instinto?

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Nunca a polícia terá espiões comparáveis aos que se colocam ao serviço do ódio.

Os homens são poucas vezes o que parecem; eles trabalham incessantemente por parecer o que não são.

O amante é um arauto que proclama onde existe o mérito, o espírito ou a beleza de uma mulher. Que proclama um marido?

POEMA: A vida do índio

O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.
Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.
A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.
Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.
Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.

Poema Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Assim te vejo...

Um olhar muito crítico
sobre você eu lancei,
em um discurso místico
a mulher eu avaliei:

cabelos de Medusa,
que me petrificou,
fez minha mente confusa,
minh'alma hipnotizou

tem o rosto de uma fada,
moldura para o belo sorriso
é deusa para ser adorada,
é espelho pra Narciso

o corpo de caçadora,
a alma de guerreira,
de mim, é predadora,
do céu, é a estrela

majestosa é tua elegância,
uma diva quando caminha,
das flores, tem a fragrância
do reino, é a rainha

mulher completa,
de virtudes repleta
mulher que seduz,
teu corpo emana luz

mulher de sensibilidade,
doce como o mel,
diante minha incredulidade
é um anjo caído do céu

bruxa divina,
ninfa do amor,
mudou toda rotina
deste simples versador

mulher de amor eterno
calor do meu inverno
minha paixão eu externo

te amo,
eu declamo...

Família desencontrada

O verão é um senhor gordo sentado na varanda reclamando cerveja. O inverno é o vovozinho tiritante. O outono, um tio solteirão. A primavera, em compensação, é uma menina pulando corda.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Que o frio seja apenas uma sensação térmica..
Que ele não chegue aos nossos corações e nem congele nossos sonhos...
Que ele fique sempre do lado de fora de nossas almas!

As estações e a vida

No outono as folhas caem anunciando a transformação e o renascimento
No inverno com o frio e chuva é o tempo da resistência e da esperança
Na primavera a natureza se faz presente com toda a sua plenitude no desabrochar das flores
No verão o sol brilha com todo o seu esplendor trazendo muita luz e alegria
Em cada uma das estações da natureza
Um ciclo perfeito da vida
Fazendo deste pequeno ponto de luz de nossa galáxia
Um lugar encantado.

Troca as estações, troca os sentimentos.

O mundo está se trocando.
O tempo muda, as pessoas mudam junto.
Algumas por algo material, outras por sentimentos inversos como se amar fosse um erro e odiar fosse acerto.

Quando o outono vem, tudo se mistura.
Outrora se não misturassem os sentimentos e tal, todos iriam ver a aurora boreal.

A beleza é constante para aquele que enxerga apenas o que vem de fora, mas se aprofundar no que há dentro, na alma, não existiria a troca de forma errônea.

Porque a troca é uma forma de fazer deixar existir o que houve para começar novamente o erro, pois assim como as estações se repetem mais a frente, as trocas erradas serão corriqueiras em retornar como um verão no inverno e uma primavera no outono.

Cabe a cada um saber por onde passa, o que sente e o quê vê.
Os sentimentos não são estações de troca, são para serem sentidos e sentidos de forma com que o coração segue em frente, na frente como um líder.

O líder é aquele que toma a frente da batalha para vencer a guerra.

Primeiro sentir, e assim, depois deixar tomar se contagiar às estações de sentimentos que ele se remete a trazer.
Seja lá um verão frio, um inverno cheio de calor, uma primavera de folhas secas ou um outono de uma estação só, o importante é sentir todos eles com o coração cheio de tudo.

Inclusive de amor e paz.

Sejais

Sejais como o outono
Apesar do amarelar das folhas
E a queda da temperatura
A luz do poente se iguala a sua cor
E o crepúsculo como uma bênção se despede.

Os ipês adormecem sobre as mãos do outono
Entre os pinheiros sobrevive o tronco seco e pálido.
Os galhos que sustentavam as folhas e as flores na primavera,
Hoje descansam solitários e tristes.

Sejais como o inverno
As névoas encortinam os olhos
E os picos nevados acolhem a montanha
Que lamenta a ida da primavera e contempla
a chegada do inverno com alegria.

A anciã cobre seu rosto escondendo
A idade avançada que através das rugas
Mostram a sua longa caminhada
Por entre os vales alvos e distantes
Que o inverno cobriu-o intensamente.

Sejais como a primavera
Em tempo de intempéries
As flores não deixam de florir
E seu bálsamo perfumar e inspirar
Os olhares apreciadores dos enamorados.

Sejais como o verão
Mesmo o sol aparecendo em demasia,
As árvores permanecendo imóveis
Sua sombra abraça o sorriso das crianças
Que se alojam para brindar o frescor do dia.

O mar não dorme enquanto passa as estações
Permanece vigilante enquanto o navio
Cruza as linhas do horizonte
A noite se encolhe de frio
E o vento ruge deixando as águas serenas.