Poemas sobre Dor

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Meus amores foram todos temporários,
os construí como quem forma um castelo na areia,
vagarozamente e com cuidado.

Todos falhando no percurso do tempo,
eu nunca criei importância em amar a mim mesmo,
nunca olhei para dentro de mim.

Estamos realmente perdidos, sempre,
até encontrar alguém que possamos agradecer,
por aparecer na hora difícil
posicionando bem do nosso lado.

O que sempre precisamos,
é de alguém que nos dê
um abraço apertado,
um sorriso sincero,
chegando no tempo certo
e indo embora na mesma contagem.

Sinto muito pelo tempo perdido,
eu nem sempre fui correspondido,
me enganei nos primeiros dias
com uma paixão que eu não entendia,
me deixei levar, mas ainda assim,
eu quis tentar.

Aprendi a gostar de você pelo caminho,
e espero que o seu aprendizado
também seja curto,
temporária seja sua dor
assim como foi o meu amor.

A mente do ser humano é realmente incrível!!
É muito comum nos momentos difíceis da nossa vida, tentarmos fugir daquilo q esta nos machucando.
Buscamos, então, preencher a nossa mente com novas idéias e novos planos, mas enganamos a nós mesmos. Pois, querendo ou não, inevitavelmente, teremos q enfrentar amanhã o problema q ignoramos hoje.
Como disse alguém muito mais sábio do q eu; é melhor abraçar os espinhos da verdade do que as rosas da ilusão

Vagando na terra do medo
Não me encaixo em nenhuma clã
A vida é cheia de segredos
E a tristeza virou minha fã
Pois me acompanha onde quer que eu vá
Não me deixa só por nenhum segundo
Pedi um pouco de privacidade
Ela disse pertencer ao meu mundo

A Apedrejada

Meu nome é Asho
Tenho treze anos e vou morrer
Por apedrejamento.
Ao relento
Dos corações endurecidos.
Fui condenada por prevaricação.
Num tribunal paralelo.
Meu crime?
Fui violentada,
Estuprada.
Rasgada na minha inocência
Eu só tenho treze anos
Acudam-me. Quem pode salvar-me?
A primeira pedra feriu a minha cabeça.
Pulei dentro do buraco,
Cheio de pedras
Tentando fugir.
Eles vieram atrás
50 homens,
Fortes e raivosos.
Acossaram-me.
Socorram-me.
Agora me apedrejam sem parar.
A dor é aguda e atroz
Vomitei.
Gritei.
Urinei.
Defequei.
Inúmeras vezes de dor.
Agonizei.
Cadê a Anistia Internacional?
Onde está a voz dos Direitos Humanos?
Estou agonizante
Só tenho treze anos.
Não quero morrer.
Muito menos agora,
Por lapidação.
Abriram vários buracos na minha cabeça.
Esfacelaram-me.
Estou sofrendo dores
Do tamanho da maldade deles.
Enfim, vou morrer
Após duas horas dolorosas.
Com a vergonhosa aquiescência do mundo

Eleni Mariana de Menezes

A chuva cai lá fora e um rio transborda dentro de mim,como eu queria não me sentir assim,sua ausência dói tanto as vezes penso que não vou suportar como dói a dor de te amar e com voce não poder estar.

No rio de emoções do meu coração voce é o barquinho a
Navegar,as vezes tenho medo de te machucar, nem sempre sou mansa,minhas águas ficam turvas me perco no breu, só quero que voce seja meu.

Que saudade é essa que me invade?
Adentra minhas entranhas, toma conta de toda parte
Nossa como arde!
Que sentimento é esse que embaralha meus pensamentos
Já perdi a noção de tudo e de tempo
Que desalento!
Que angústia é essa que me cega?
Quero caminhar e não sinto minhas pernas
Decisões incertas!
Quando vou te ter de volta no meu mundo?
Nem que seja por um descuido
Futuro obscuro.

Você pode escolher viver a dois
ou andar sozinha por aí.
Não se pode fugir de gostar de alguém
Amar é doar amor,sorrir,sofrer e aguentar a dor

Cada palavra uma dose da cura
É o remédio certo para o incerto amor
A medida exata que anestesia a alma
A vontade imediata de curar essa dor.

Hoje acordei a dizer adeus às lágrimas.
Apaguei da minha vida as mágoas,
passei por cima das angústias,
estou a desatar os nós da vida
e das lembranças da memória
O inferno é perder a capacidade de amar
de perdoar, de sentir compaixão pelos outros
Somente quem passa pelo gelo da dor, pela perda
e quando chega à inocência amor
é para vive-la sempre com uma grande plenitude..!

Saudade Póstuma

Você se lembra de tudo como se fosse hoje, dos momentos felizes que se foram. Das dores, claro você esqueceu. Pois o tempo cura tudo, mas não apaga a saudade.

Desejando que o passado se transforme em futuro. E que tudo seja como antes. O passado são seus planos futuros, já seu presente, é viver o passado.

Mas são saudades póstumas, e não eternas. E é você quem insiste em segura-las. São como barreiras que te impedem de andar. Mas quem é que disse que você quer andar?

Bom, e do futuro você esqueceu. No meio desse montante de passado, ele se perdeu.

Sei que você alcança o som que vem de mim...
Sei que você escuta cada batida desacelerada deste coração.
Sei que você escuta em seu ouvido, cada suspiro que libero quando penso em ti.
Sei que você escuta o meu silêncio
Sei que você escuta os meus gritos sufocados.
Sei que você escuta a dor que vem de dentro de mim.
(Sim, a minha dor tem som)
Sei que você escuta o meu chamado todos os dias.
Sei que você gosta de me escutar....
Mas, não sei até quando conseguirei sufocar o barulho que em mim precisa morrer.

Meu amor tenho saudades tuas
do teu corpo, da tua alma,
da tua boca, do beijo, do gosto
do toque, do cheiro, dos abraços,
das mãos, dos olhos, do olhar
de te ver sorrir, dormir, acordar
saudades de tudo, meu amor!

Rotina

Hoje é o dia em que vou assumir o medo
Vou brigar com os vizinhos,
Chutar a porta da igreja e questionar a existência de alguém.
Vou gritar de dor. Desamor!
Todos dizem que tudo passa, mas hoje é só mais um daqueles dias em que nada faz sentido.

SOMENTE TEU

Quanto tempo tenho pra te amar?
Quanto tempo me sobra pra te elevar?
Quantas vezes posso te dizer?
Quantas maneiras posso te receber?

Respondo agora:

Quantas vezes quiseres me amar,
Quantas vezes que te eleve,
Quantas vezes forem possíveis te falar,
Quantas forem necessárias pra te aconchegar.

Não importa o tempo, pois o tempo não existe,
Não importa o tanto, pois não sei contar,
Não importa o jeito, pois és sempre bem vinda,
Não importa nada, porque só sei te amar.

Me recebas, sei que não irás sofrer,
Me endireite, pois és tu meu prumo,
Me concedas a chance de novamente viver,
Me ensine o caminho, pois sei que és o meu rumo.

Não me abandones, pois te amo!
Não me rejeites, pois te amo!
Não me questiones, pois te amo!
Não tente me entender, pois te amo!

És tudo que tenho,
Sou tudo que sou,
És o amor que mantenho,
Sou fera que se amansou.

És minha vida, e sempre serás,
Sou sua vida, e sempre verás,
Me tenhas, que a tu tereis,
Te amo com amor, pois neste momento,

Não haverás dor.

Saudade!

Saudade

Não vou fazer poemas, e nem discursar sobre o amor...
Me sinto preso em minh’alma
pois não consigo esquecer a dor

Uma dor de saudade intensa, que se ameniza com lembranças plenas
Percebo que nada é importante, apenas lembrando das cenas
Que um dia tive a meu favor

Declaro ao mundo e a mim mesmo, que sempre pensar em você
É algo saudável e sereno, que mesmo pela distância
Me vejo junto da trama, mesmo sabendo que a Dama

Não sabe se me escolher, será feliz com a vida , ou será feliz com a morte
Pois tendo um rumo ou um norte
Dispensa toda a plumagem, pois o que importa não é a imagem

E sim a vida interna, juntamente com a minha sorte
De tê-la como consorte, cônjuge do mesmo pleito
E cúmplice do que eu sinto, sabendo que eu sou seu eleito.

Eu amo você profundamente...!

Não, não quero mais saber de você...
a vida ensina quem quer aprender.
Minha lição eu já aprendi.
Não correr atrás de um amor,
que nunca soube dar valor
e que só vem pra machucar meu coração.
Não, não me entrego a ilusão,
não choro com a solidão
que o tempo apaga toda dor.
Não, não me entrego a ilusão,
não choro com a solidão
que o tempo traz um novo amor.

Há de abrandar as dores...
Meus ricos amores...
Me deixam feliz, ao meu coração faz rir.
Mas... Há ... Existem dores meus amores, que escondo
em meu sorriso...
Que ao qual finjo em meu sorrir...
Mas que seja meus amores, ser esse meu segredo...
Nunca, pois hão de saber quando em meu sorrir sorrio ou
sorrindo choro de dor!

Amava sua voz,
mas o tempo a apagou
nem um traço restou...
Sua doce voz
a me encantar,
a me animar...
a continuar...
sumiu no ar.

Amava a simplicidade,
a doçura e a paz
da sua voz...
Mas o tempo tudo transformou
só não deixou tristeza e dor pra trás...

Amava a sua voz...
e tudo o que ela
fazer em mim era capaz.

Eu te dei um valor que você nunca teve...
Eu fiz por você mais do que qualquer outro...
E você me retribuiu com um chifre na testa.
Vai... E não volte nunca mais!!!

Flor de cemitério ( conto)


Era uma noite gélida e sem lua quando um botão de rosa nasceu na sepultura de Amanda, Uma jovem que havia morrido de tristeza, definhado apos perder o único amor de sua vida para a morte, Jason havia morrido em batalha na guerra pelo seu pais.
Aquele botão de rosa que nascia era o sinal que ela havia encontrado seu amor em outra vida, que agora Amanda e Jason podiam fiar juntos por toda eternidade.

O vento uivando como um demônio tentando com toda fúria destruir a futura flor. Corujas e Morcegos contemplavam sua luta, rindo em deboche ao seu esforço inútil pela vida…

- Pra que lutar pela vida quando ela sera vivida neste lodaçal o inferno onde não existe alegria so morte e dor?
-Ela sera apenas uma rosa escura e sem beleza!
-Ela vai morrer antes mesmo do raiar do sol.

A flor ouvia a conversa e ao invés de murchar de tristeza, ela encontrou forças na fraqueza ergueu seu caule, ainda era uma inocente, não havia abertos seus olhos para a podridão do mundo que a cercava, ela tinha fé que seria belo seu futuro. E assim resistiu a flor a um dos mais furiosos vendavais.
Quando os primeiros raios de sol brilharam no horizonte e foi tornamo claro o céu, alguns pássaros cantavam brindando o novo dia. O botão de rosa abriu-se e sua cor tão linda jamais havia sido vista naquele lugar tão escuro era um magenta vibrante, em cada pétala o sol batia e refletia um novo tom de rosa.

Linda perfeita e unica em um ambiente totalmente controverso a si, na terra ouvia-se o sussurro de novos brotos dizendo:
”Venham, venham ver esta flor de beleza jamais vista”
E a cada dia o cemitério ia ficando colorido pra mostrar que ate mesmo na morte existe beleza, se tivermos forças pra lutar.

Conto escrito por Annh Cavalcante em dezembro de 2011.