Poemas sobre Dor
Eu sei que a vida é doída. Sei que tem dia que dói mais. E sei que às vezes é preciso gritar a dor, tem hora que é insuportável mesmo. Só toma cuidado para não gritar na pessoa errada. Se nessa hora fica difícil acreditar nas curas, nas possibilidades, nos recomeços, silencia, faz uma prece, sussurra pra Deus. Doendo ou não, vida é luta. Também é alívio, é paz, é fé...
Doendo ou não, estou aqui é para falar de fé.
Fé é bálsamo para as dores. É o farol que nos aponta a direção. É a estrela guia que nos leva ao Pai. Desejo que a fé te aqueça por dentro. E alivie onde dói. Desejo que a fé te aponte o caminho da paz que você precisa. E que te dê a força necessária para passar pelas tormentas, aliviando seus cansaços, e lhe dando a certeza de que tudo passa.
Tem dia que é mais difícil, eu sei. Tem dia que o desânimo aumenta, que a dor sufoca, que as dúvidas querem se fazer mais fortes. Tem dia que você, que é tão forte e luta tanto, precisa de um colo, uma palavra, um abraço. Tem dias que você não controla o choro. Nesses dias fica difícil até fazer uma prece. Não se culpe por isso, não traga mais um peso desnecessário para a sua carga já tão pesada. Respire fundo. Eleve seus pensamentos a Deus, Ele sabe. Mas também se cuide, se acolha, se dê um tempo. Se cobre menos e cuide do que está dentro, seus sentimentos. Cuide do que está fora também, se alimente, tente repousar, o corpo precisa. E cuide da sua fé, é ela que lhe sustenta nesses momentos difíceis. Vai passar.
Josy Maria
Em setembro eu tive a dor da perda, do luto. Tive também a dor da doença, passei momentos difíceis com Covid, apesar dos cuidados, sigo me recuperando das sequelas. Tive muitos desafios, muitas aflições. Mas também tive bênçãos, vitórias, sou como sempre digo, toda gratidão e fé.
Eu não entendo os desígnios de Deus, mas aceito e creio em Seu amor e em Seus cuidados. Creio que Ele sabe o que é melhor para nós. Fico feliz pelas pessoas às quais o mês de setembro foi só de alívios e bênçãos. E me solidarizo com quem, como eu, enfrentou batalhas e dores. Mas a grande bênção que recebi de Deus é estar aqui falando com vocês. É ter a oportunidade de seguir com quem amo. É estar viva, com saúde e bem. Quanto à dor do meu luto e dos que também perderam alguém não só em setembro, mas neste ano de 2021, desejo força, fé, sabedoria para entender a vontade de Deus e a consolação que só Ele pode dar. Também ofereço meu abraço, mesmo virtual.
Vamos receber outubro com fé.
Deus está no controle.
Josy Maria
Às vezes, tudo que um coração quebrantado pela dor precisa é de um abraço, em palavras ou fisicamente. Às vezes, tudo que um coração quebrantado precisa é de um olhar atento, carinhoso. Ou de um ouvido amigo, que ouça sem julgar, nem se colocar como centro da conversa. Às vezes chorar até transbordar um pouco dessa dor que insiste em ficar. Ou dormir quando estiver insuportável sentir. Às vezes, tudo que um coração quebrantado precisa é do colo de Deus. E dos afagos divinos que fortalecem e curam. Ele é o bálsamo curador e o condutor de caminhos. E é a Ele que entrego tudo que dói e agradeço pela minha vida e pelo dia que se encerra hoje.
Josy Maria (12/04/2022)
Frases, textos e citações by Josy Maria
Sobre dor.
Tem dia que é assim. Tem tempo que é assim todo dia. Muitas vezes melhora. Às vezes, piora. Mas você segue, firme e forte. Você continua, insistentemente, na jornada da vida. O modo combate vive ligado. Às vezes cansa lutar o tempo todo, por isso, às vezes você cai. Mas a fé não lhe deixa ficar no chão. E você dá conta do que precisa. E aproveita a vida nos momentos de alívio, porque Deus não abandona seus filhos. E Ele sempre dá um jeito de mostrar que está presente. Ele permite as alegrias e as tristezas. Ele também envia as levezas que aliviam a vida, incluindo as pessoas certas. Por isso, agradeça diariamente por tudo, tanto as alegrias quanto as tristezas. E siga fortemente, nada apaga sua luz. Acredite.
Josy Maria
Se me feres na carne,
Dar-te-ei a minha dor para no teu coração confortar-se.
Se me feres no pensamento,
Dar-te-ei o meu silêncio para na tua consciência pronunciar-se.
Se me feres no sentimento
Dar-te-ei o meu perdão para na tua razão confidenciar-se.
O Senhor Da Dor !
Sob As Faces Do Fascismo
Tenebrosas são as linhas que mapeiam a tua face aterradora
Por qual tende a vociferar injurias maltrapilhas,
Ostentadas mentiras descabidas
Que em preces nutrificam a violência
O preconceito e a fome de sentença
A inculpar os mortos que ainda nos restam livres
Padecentes da tua maldade doentia
Sempre vivos relutantes a te negar...
Só lhe resta então renegar tudo do que nunca você foi,
Ou, restrinja-se ao nada, do que nada você é,
Para que um dia... Quem sabe...
Fazer-se ser senhor do que coisa alguma um dia será.
II
E se da alma o sopro se adianta...
Se é dor, não sei; se é graça, não declaro:
verte-se o vinho em ânforas de ausência,
sem taça, sem altar, sem penitência,
qual pranto que precede o verbo calado.
É carnaval, tempo de alegria
Do sonho e da fantasia
De guardar no fundo do peito
A dor que a gente sente...
Esquecer tudo que tira a paz
Que teima mesmo na canção
Mostrar uma realidade
Que ficará para depois...
Afinal este é o país da alegria
Neste momento a fantasia reina
Trazendo alegrias e descontração.
UM VALE DE LAGRIMAS
Enfim a lama chegou ao mar
Levando tristezas e dor por onde passou
De Mariana das Minas Gerais
A Baixo Guandu, Colatina e Linhares no Espírito Santo
Foi tirando a vida das águas do Rio
Causando desespero e decepção
Transformando as águas em lama
Desaguando no mar e tirando um encanto natural
Da praia de Regência com azul anil
Em águas do mar e do rio em uma extensão amarelada
Das montanhas das minas até o desaguar do rio no mar
Uma mistura de água doce e salgada com barro e lagrimas
A lamentar a morte do rio que antes era fonte de vida
Uma grande mancha barrenta a mostrar a ganância e ambição dos homens que em nome do progresso e do capitalismo selvagem, agridem a natureza e destroem um grande ecossistema que levará décadas para se recompor.
A gente tem a nossa história, nosso passado de dor e também de vitória.
A gente tem os recomeços, as mudanças de planos e de endereços.
A gente tem a vida que o amanhecer nos traz, e não adianta lamentar pelo o que ficou para trás, é seguir e nada mais.
Nildinha Freitas
Eu já arquivei muita coisa nas gavetas da memória. Apaguei imagens que me faziam sentir dor.
Aqui, dentro de mim, só quero sol e mar, o que machucou estou querendo apagar.
Nildinha Freitas
Eu já plantei muitas sementes, já reguei muito amor, como também já plantei dor. Eu já colhi ingratidão, coisas que doem no coração, mas nada disso foi em vão, se hoje já não sou aquela mulher carregada de preceitos e preconceitos limitantes é porque não limitei meu crescimento, fui aprendendo com cada dor e a cada instante e momento.
Na memória de tudo que sou e já vivi, me perdoei dos erros que cometi e prometi reparar as palavras e atitudes que feriram outras pessoas, acordando toda manhã, decidida a ser sempre uma alma boa.
Sigo, pois sei que ainda não estou pronta, mas com a certeza de que quero evoluir, vou dando passos no caminho, na estrada do existir.
Nildinha Freitas
Existe um tempo para tudo nessa estrada que é a vida.
Tempo para chorar a dor e o tempo da cura das feridas.
Tempo de se amar e tempo para deixar o amor transbordar.
Tempo para se resguardar no casulo de si mesmo e tempo para abrir as asas e voar.
Nildinha Freitas
Eu arranquei às correntes que me prendiam aos lugares da dor e do medo de sentir amor.
Eu quebrei o gelo que o meu coração ficou , depois que eu, tantas vezes, permiti que me machucassem, ou que eu mesma me machuquei.
Eu criei asas para voar, ver o quanto eu mereço ter um lugar de paz e ser.
Nildinha Freitas
Estamos todos no processo de evolução!
Quando demolidos pela dor, somos seres em reconstrução. Quando invadidos pelo amor, somos guiados pelo coração.
Viver é caminho, estrada de erros, acertos e de recomeços.
Nildinha Freitas
Um dia, fui virada ao avesso,
e quando tudo parecia dor,
parecia sem saída,
sem rota certa,
eu me tornei recomeço.
Nildinha Freitas
Diante da minha fragilidade,
exposta na dor,
na agonia de ser quem sou.
Diante do medo,
esse que aparece de vez em quando
feito um lobo feroz.
Diante da angústia,
que parece uma faca de dois gumes
cortando e lacerando a minha alma.
Diante do passado,
do presente e do futuro,
que às vezes se unem
como se fossem me engolir.
Diante de tudo, eu só posso dizer:
me deixe aqui, eu não quero ir!
Nildinha Freitas
