Poemas sobre Dor

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⁠"Não somos nós quem esquecemos
a dor.
É que ela que nos esquece."

Resistir a dor de uma alma lacerada
Dói de tanto sentir, alma desamparada


Agarro me a fé, deixo me ir ...


É difícil resistir, dói de tanto sentir


Meu desejo é partir, deixar de existir


Minha alma perdida ... ferida


quero mesmo essa partida ....


meu grito interior, esconde a dor sentida


Tenho medo de viver ...


Não tenho medo de morrer ...


Se eu soubesse; não queria nascer


Tenho vontade de apagar meu ser


desligar meu sofrimento, partir


Não quero existir, persistir

No jardim que o silêncio cultiva,
a mão que acolhe não fere a haste.
Se a dor é maré que nos deriva,
que o afeto seja o que nos baste.
Pois na areia de cada destino,
entre a fúria e o manso carinho,
o gesto humano, puro e divino,
é, enfim, a flor sem espinho.

Ainda Há Cacos Espalhados
​Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
​Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
​A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
​É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
​E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.

Ah, água do mar,
apaga qualquer dor
que por aqui passar.
Remove os vestígios
da maldade do mundo
e faz com que
suas ondas levem
tudo o que for negativo.

⁠No palco da dor
O coração é o protagonista
Minha mente é a antagonista
Meu sentimentos são os coadjuvantes

E quando eu me dei por mim
Haviam folhas por todos os cantos
folhas onde depositara tanta dor
Agora estava tudo jogado


Tentei sem exito me levantar
mas assim como minha dor
eu estava presa ao chão
juntei forças para reorganizar


Eu tinha quatro válvulas de escape
uma se quebrou
outra me quebrou
restou apenas as folhas e uma válvula


Assim meu choro não será ouvido
Assim as palavras serão registros
Assim vou me fazendo raiva
Assim eu posso me enganar

Poucos humanos conheceram o fundo do oceano, mas muitas vezes o utilizam como símbolo de dor, mesmo que em suas profundas águas silenciosas e turvas representem também o início da vida, do amor, toda injustiça e do horror.


Estaria uma hierarquia existêncial em forma evoluída sublimando seu vazio e infinito através de uma carne perecível?


O tempo ajuda quem, com coragem, se afasta do que o reduz. A coisa mais mágica que existe no mundo é existir através do sentir, o resto provavelmente é uma mentira teatral, muitas vezes de mal gosto. E todo homem que não respeita a lei do homem busca o que o beneficia, não o bem comum.


O tempo que se perde sofrendo pode ser utilizado para se preparar para a sublimação extraordinária em paz.


Somos aquilo que fazemos, não o que copiamos ou morremos sonhando.


Parecer real não preenche vazio.


O que é original não pode ser copiado.


Quem é de verdade sabe quem é de mentira.


Destruir a luz não resolve a falta de paz.

A Dor da Luz

Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.

Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.

E desejou conhecer.

Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.

O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.

Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.

Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.

Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.

A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.

A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.

E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.

Assim caminha o ser:

da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.

Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.

E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:

sabedoria.

Porque Deus cria a luz.

Mas é a experiência que ensina
a vê-la.



São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.

Mago Trimegista

A dor ensina a gemer.
Com o tempo caleja.
O calejamento resiste a dor.
Ao fim, ou ficamos "duros" ou "políticos".

Reflexão
“Suprema Aspiração”
Nos braços Teu eterno pai...
Em horas de tristeza e dor...
A descansar, minha alma vai.
Confiando em ti meu redentor...
Doce e suave e meu cantar.
No terno abraço do teu constante amor...
Nas tentações e no amargor...
Que o mundo a mim vem dar.
Tu és meu Deus, meu protetor...
Em ti me vou refugiar.
Das minhas dores e meus terrores...
Sua presença me vem livrar.
A sua sombra correrei, e aos seus pés repousarei.
Por Ti serão guardados...
Medo angustia dor e tristeza, não mais terão vigor.
Quando o mundo em fim passar...
Aos pés do trono irei cantar.
Agradecendo a Ti Senhor o Amor que deu a...
A mim.

Aprendi que a dor ensina.
Ensina a sentir saudades.
Ensina conhecer verdades.
Pois, o tempo passa e ficam as lembranças.
Lembranças, são como heranças.
Vivas sempre estarão
Guardadas no coração.

🐛Renascer🦋


a dor faz parte da sua história,
mas não tem o direito de narrar o seu destino.

A sobrevivência é uma forma de coragem.
A cada vez que você respira mesmo com o peito apertado,
cada vez que você diz “hoje eu continuo”,
cada vez que você decide se olhar com mais gentileza
você está reconstruindo algo que o abuso tentou destruir.

Cicatrizes não são fracasso.
São provas de que você escapou.
São mapas de volta para você mesma.
E quando você entende isso,
o fantasma começa a perder força,
a sombra começa a perder tamanho,
e a luz começa a entrar.

"Um amor me fez amar,
uma dor me fez chorar,
um desejo me fez querer,
um amor que não faz sofrer.“

Um dia, fui o riso que tirava a dor dela, o ombro, o abrigo, o caos, o carinho, mas o tempo trocou meu nome por silêncio, e o que era amor virou lembrança.
Eu fiquei, ela seguiu.
E mesmo com o rosto pintado de alegria, ninguém nunca viu o quanto eu chorei por dentro. ♥
Hoje, sou só um detalhe esquecido num capítulo que ela já encerrou, mas pra mim, ela ainda é o livro inteiro. ★

Soneto de Nenhuma Dor

Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.

Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.

Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.

Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.

OUTONOS


Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor

Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia

Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia


Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia

As flores murcham entre espinhos

Nos outonos das nossas utopias

Quando te vejo
Passo a ter em mente
A noção dessa dor
Que todo poeta sente
Que a tudo entristece
Que fere a alma da gente.

⁠Mesmo que eliminasse
essa palavra "Tristeza", ainda existiria o grito silencioso da dor
estampado em rostos
de pobres NEGLIGENCIADOS...
***

Não carrego dor, não carrego solidão...
Carrego no peito um sentimento fugaz que alegra e faz acelerar as batidas do meu coração...
Não escolhi sentir o que sinto, foi tudo obra do destino...
De tanto sentir-me sozinha, apaixonei-me por este menino...
Menino de olhar carente, menino de boa feição...
Menino que me inspira versos e de saudade me enche o coração.