Poemas sobre Dor
Viver é desconstruir o que sabemos e erguer novos edifícios de conhecimento o tempo inteiro. Por vezes, dói demolir e criar algo diferente, mas o que vem sempre é mais bonito, mais maduro. Nunca deixamos de nos transformar. A clareza liberta.
Aprendi a lamentar minhas dores por apenas um ou dois dias antes de seguir em frente sem lhes dar voz. Embora não as esqueça, elas são apenas uma peça importante na construção do meu caráter.
Pássaros em torno de mim,voam como se houvesse encontrado algo interessante, observo mais atentamente, são pássaros negros,oh não!são corvos.
Eles esperam a minha morte insistentemente,eu grito internamente ,vão embora ,ainda estou viva,eles parecem me escutar; então vagarosamente cada um se vai.
Você acha que eu não ligo e que não me importo?
Eu vi você desistir de mim, eu vi você me dar àquelas respostas lentas e secas, eu assisti você me ignorar totalmente por varias vezes, vi você perder o interesse e assisti você sair da minha vida e sim ver você se indo doeu e ainda dói ao lembrar da cena e das ultimas palavras.
Por muito tempo andara em uma estrada conhecida, por vezes, esbarrava em algumas paisagens lindas. Entre idas e vindas, passeios e estadias, pensamentos e devaneios, me veio uma lembrança muito gostosa de sentir. Foi um momento nostálgico. Uma retrospectiva de um quinquênio passou em minha cabeça numa fração de segundos. Foi intenso, foi estarrecedor. Me pego pensando nesta nostalgia que me fez viajar em preciosas lembranças. Penso na dor que os nós causam quando não podemos expressar o sentimento vivido; talvez esse seja o real significado de viver um momento nostálgico, um retrato guardado no porão da memória: olhar pros nós da algia que você sente. De imaginar O nós que se foi um dia e, que, por um momento, virou uma dor sem medida. A nostalgia de hoje me fez lembrar de nós, dos nós, e de como esse nós foi feito e, consequentemente, como foi desfeito. A lembrança de hoje me fez lembrar dos nós, de nós, e de como doeu em mim quando o nó se desfez. O nó da algia que sinto hoje me traz O nós que vivi outrora. Nunca tinha parado para contemplar a paisagem da estrada que sempre passei, nela tinha uma estação; ali, passavam-se trens com várias locomotivas. O nós começou ali quando a porta se abriu, quando o coração se abriu. E não poderia ser diferente... no final da estação a porta se abriu, descemos, um nó se formou, a porta se fechou. Ficou a lembrança. Ficou a dor prazerosa de sentir a mesma sensação de quando O nós aconteceu. Ficou a dor do nó. Depois de tanto sentir, talvez tenha encontrado o verdadeiro significado da nostalgia: reviver a dor do nó que não consegui desatar e nem mesmo expressar.
Perdoar é um ato de libertação que nos permite soltar as amarras do passado e seguir em frente sem rancor ou ressentimento. No entanto, é importante lembrar que perdoar não significa necessariamente conviver com a pessoa que nos feriu, mas sim deixar de alimentar o ódio e o desejo de vingança dentro de nós mesmos.
"Minha alma gritou socorro, e tentei demonstar em algumas atitudes. Não perceberam e so fiquei perdido num mar de dor e solidão!"
Um dia a gente descobre que somos obrigados a viver sem as pessoas que fizeram parte atuante do cenário da nossa felicidade, dos momentos mais bonitos, das memórias mais queridas, das risadas mais sinceras.
Um dia a gente descobre que viver sem essas pessoas não é opção, é uma exigência da vida e que ela não é nem um pouco complacente conosco. Nesse dia, descobrimos também, que mais que viver sem elas, somos obrigados a ser felizes sem elas. E isso acontece não porque nos tornamos insensíveis ou porque somos especialistas na arte de lapidar egoísmo, muito pelo contrário, isso acontece porque descobrimos que o melhor lugar para guardar a memória dessas pessoas tão especiais é um coração feliz, com todas as janelas abertas para o infinito.
A solidão é relativa: pode você estar cercado por pessoas e sentir-se só. Pode você estar só e em boa companhia com você mesmo.
As marcas do passado sempre trarão à tona as idênticas circunstâncias daqueles traumas que quando do ato se agiu da mais pura boa-fé.
"Às vezes é necessário fazer uma pausa, recolher-se internamente para se auto-observar, reconhecer a ferida, vivenciar a dor e depois permitir-se curar."
Pra quem tem mãe, cuida, ama, valoriza, pois a saudade dói, o arrependimento machuca e a gratidão não ameniza a dor.
O bom do sofrimento é que as palavras escorrem pelos dedos, mais rápido do que as lagrimas escorreriam pelos olhos.
Está doendo. Odeio esse sentimento. Queria poder fazer alguma coisa. Gosto muito desse garoto, mas agora não posso fazer nada. Nunca mais vou gostar de alguém. Por que eu quis ser adolescente? Foi um erro.
"Nem sempre carregamos nossas cicatrizes na pele... muitas vezes, as carregamos na alma, tornando-as invisíveis ao mundo!"
