Poema da Liberdade
Caminho pela vida com os cabelos ao vento, sentindo a liberdade em cada passo. Gosto de aproveitar os momentos simples, admirar a paisagem e deixar que a brisa leve embora as preocupações. Assim, sigo em frente, leve, confiante e em paz comigo mesma.
A liberdade de errar e de acertar que eu quero para mim, é a mesma que quero para você. Concordando ou não com o que você pensa. Porque eu aprendo mais com você do que ensino.
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
Gastei noites em prantos e dias em ação, a urgência virou disciplina, a disciplina produz liberdade.
O esforço deu-me autonomia, autonomia permitiu escolhas mais sábias, a liberdade cresceu sob minhas mãos.
Fui refém da culpa até o perdão me soltar, perdão abriu a porta da liberdade interna, soltar a culpa foi voltar a caminhar leve, liberdade veio quando deixei de me prender.
Deus ensinou que o que se vai às vezes salva, perder pode abrir rota para liberdade nova, nem todo adeus é roubo, é escolha, às vezes perder é ganhar espaço para ser.
O Desapego é o alívio da gravidade, a percepção lúcida de que a verdadeira liberdade reside na leveza do Ser, e não na prisão do ter.
O demagogo fala ao estômago faminto e não à mente pensante. O preço da liberdade é a vigilância eterna contra quem promete facilidades.
A verdadeira liberdade é não precisar provar nada a ninguém, apenas a si mesmo, e viver sob a única régua que importa: a sua paz.
A liberdade é um espectro selvagem que só se materializa na fronteira do outro, sua autonomia visceral encontra o limite exato onde começa o território sagrado do respeito alheio.
A verdadeira liberdade começa quando você para de pedir desculpas por existir da maneira que consegue, aceitando que a sua estranheza é o seu maior trunfo e que ser normal é apenas uma forma educada de estar morto por dentro enquanto o coração ainda bate ritmado.
