Poema da Geladeira Elisa Lucinda
Devemos levar para vida a lição que fica nos mais diversos momentos. Aprender com os erros, arrepender-nos, tirar o máximo de proveito dos ensinamentos.
Sabermos a hora de parar ou de continuar, avançar na calmaria do mar e recuar na tempestade. Saber dizer sim para cada não.
Não devemos guardar mágoas nem embrutecer o coração. O ódio será para os fracos, o amor é para os fortes.
Pensar positivo, pregar o bem, espalhar harmonia - gentileza gera gentileza, sermos honestos consigo e com os outros.
Procurar sermos e darmos o que há de bom em nós, isso nos tornará pessoas ainda melhores.
VIDA,
cá estou eu começando tudo de novo
Atando cabos, afogando as mágoas, curando as feridas.
E dando um tempo...
Respirando meus gritos sufocantes,
revestindo as paredes.
Pintando meu sete!
Levantando as âncoras,
recorrendo a Deus, esperando milagres...
Dizendo as verdades, inventando sonhos!
Comprando utopias, pagando pra ver...
Colhendo flores, sentindo dores.
Forjando mansidões,
prorrogando o tempo...
Fazendo acontecer, só se for pra valer...
Procurando linhas, para remendar o passado.
Pra não virar fiapo, vestindo fantasias.
Descobrindo a alma pra você ver...
Deixando partir minhas vaidades...
Copiando as sombras,
silenciando meus medos!
Trocando experiências,
E na quebra, quebrando tabus...
Preenchendo as lacunas
Enchendo os vazios..
Distribuindo sementes...
Colhendo flores...
O azulado céu que minha vista encanta
Não é o mesmo firmamento que paira
No interior de mim animando minh’alma
Que dita sem rima o ritmo de meus dias.
A esperança do cidadão brasileiro
É tal qual um barco atirado ao mar
Primeiro encalha nos bancos do Senado
Pra depois na maresia do STF naufragar.
No face post publicado
É como barquinho de papel
Logo que o dito é postado
Ele se vê esquecido ao léu.
A mentira de tanto vagar
Resolveu descansar um tanto
Aconchegou-se no coração humano
E, por ali, resolveu de vez ficar.
A amarelada folha abraça as lembranças
Silenciando tudo aquilo que até então vi
E aquilo que vi e vivi em minhas andanças
Cultivo no silêncio que habita em mim.
Quando a soberba que habita o coração humano
É estimulada pelos diplomas e títulos vazios
Vaidosamente amplia-se um bom tanto
A presunçosa ignorância das almas sem brio.
Não sairemos desse nauseante retrete
Enquanto formos o país do futebol
E termos marotos como Paulo Freire
Sendo o patrono da educação nacional.
Quando um povo não mais se identifica
Em torno de sentimentos que os unifica
Ele transubstancia-se numa ignara massa
Dominada pela mais vil de todas as tiranias.
O duro não é ser golpeado
E, derrotado, beijar a lona
Osso mesmo é ser soqueado
Sem saber o que nos tomba.
O medíocre é simplesmente um sujeito que, assustado,
Se esconde quando a peleja clama alto por seu nome.
Já aquele que, quando para o combate é chamado
Manda outro lutar, não passa dum indigno homem.
O STF em sua sapiência singular e fenomenal
Diz que os casos de corrupção são pra analisar.
Porém, diz ele que um inocente em estado fetal
Não tem vida nem é gente, por isso, é lícito matar.
Na fronte da alma da brava gente
A chuva cai e lava suas feridas.
E esse mesmo povo há muito sente
Que sua paciência foi pras picas.
A casa está caindo lá em Banânia
E não tem nada mais pra esconder.
A lambança foi tal que a façanha
Jaz em todos os cantos a feder.
O triste na leitura de qualquer jornal diário
É vermos estampado em seus títulos ordinários
A mesma treta de sempre na forma de noticiário.
A ideologia marxista por sua patológica natureza
Restringe a personalidade à mais execrável vileza
Corrompe e degrada toda e qualquer inteligência
Reduzindo a consciência na mais abjeta demência.
Quem sou eu?
Eu sou uma tábula rasa. Pretendo levar o que for nela escrito, à um estágio além de uma folha de papel escrita.
poha! Eu sou o homem que não quer ser menos que o super homem, será?
Aberta para todos foi a grande porta do Céu
Pelo sim que foi por Nossa Senhora proferido
Para a vinda do Salvador, o seu filho bendito
Anunciado e saudado pelo arcanjo Gabriel.
Enquanto os inimigos da alma humana
E suas hostes bestiais e mundanas
Serram seus dentes contra a Igreja
A tolice suicida diz: não veja!
Como se fechar os olhos feito pusilânime
Diante do terrificante óbvio ululante
Fosse nos livrar no mesmo instante
Do torturante opróbrio ultrajante
Advindo de nossa insensatez covarde
E de nossa recusa em sermos vigilantes
Conforme havia nos sido orientado
Pelo Verbo divino incarnado
Para não esperarmos ser amados
Por aqueles que O haviam odiado.
