Poema curto
Réquiem 5
Imagine a vida como uma roda gigante
E em cada ponto uma constante
Veja que interessante
De um lado o nascer
Seguido pelo crescer
Depois o fazer
E por fim o morrer
Isso é o viver
E se no meu dia
Eu fizesse nuvem
Se eu fizesse vento
Se eu fizesse chuva
Se eu fizesse frio
Se eu fizesse escuro
O mais belo pôr do sol
pós temporal
Seria você.
Saltitam os caracóis
Quando caíram ao chão
deslizando dos lençóis
Estes fogem da água
como quem foge do
comum.
Saltitam os caracóis
em direção aos seus
próprios sóis
Ah,
Caracóis de mim...
Deito a caneta
sob os papéis
dos meus
sonhos
porque já estou indo,
por hoje
partindo
mas antes de dizer
adeus,
eu quero lhe
d e s e j a r
os sonhos
teus.
Não envelheço
Me lapido entre os espaços
Entre mim e eu
Aguardo os cabelos brancos,
os reais
Que lugares e pessoas
gentilmente me concederam
e os planos falhos me ensinaram
Aguardo como quem tem apenas
O hoje de presente
Assim,
Agradeço a você
Que me lê
Apesar de mim.
Ouço muito e de toda gente
Que nem tudo são flores
Pasmos às dores da vida mansa
/ ou de navegadores.
Para essas flores,
Haja campo
Recanto
Amores
Mas com dores!
Ora, pois nem tudo são flores
Meus desenhos estão todos engavetados
com riscos pretos.
Tênues entre a verdade e a exatidão
sem margens, sem papel, sem arte
todos engavetados
plenos de razão, frouxos perante qualquer convicção
mas com linhas escuras limitando sua exatidão.
Pequena pobre formiga
Não vê que o tempo passa
e ela só trabalha e procria
Pequena pobre formiga.
Mas ela não tem culpa
De residir numa sociedade normativa
e não criar abstratas expectativas.
CRIE EXPECTATIVAS! Pequena pobre formiga,
Pequena pobre formiga...
Meu coração pula de alegria.
O corpo não quer se mover,
e no mesmo instante,
sinto calafrios.
Minha mente tenta entender,
o quão impactante,
é minha reação ao te ver.
Queria estar em seu abraço
E acabar com esse embaraço
Nesse nosso laço
Queria te dar uns amasso
Nessa noite em que tudo faço
E te satisfaço
Para terminar num cansaço
Depois, subir para o terraço
E ver esse estrelaço
Que faz nosso espaço
Presa em sua solidão
Com seu único violão
Suas músicas, são seu único viver
Para poder lhe aquecer
E as trevas temer
Sua alma é o que lhe resta
Já que tudo lhe contesta
O mundo que só em jazidas de dor
Renegado do amor
...Em tudo de tudo - Talvez tenha uma razão /
Um passo lento arrastado /
Uma voz calada embargada /
Um sorriso doce escondido /
Uma vontade louca de expulsar uma lágrima /
E nos olhos um olhar tristonho /
Em tudo de tudo - Apenas um desejo louco /
De amar - ...Alguém !!!
Então você percebeu que estava chovendo
Se aninhou no meu peito ao sentir o vento
E eu encantado só apreciava o momento
Se faz sol você me deixa
Te espero no frio
Que é quando tu me procura
Quando tira a armadura do verão
Primeiro dia
Aquele nervoso,
aquele medo,
aquela expectativa,
tudo por entrar em uma sala.
Olha ao redor,
não reconhece ninguém.
Olha para a professora,
e também não a reconhece.
E então,
começa a aula,
e já não importa mais.
POMEMA PARA INOCENTES - JAS
Ladrão quando ajuda pobre
É para ele ficar calado,
aplaudir os seus delitos
e dizer muito obrigado!
Isto é cumplicidade
é do crime fazer parte
É também ser desonesto
Farinha do mesmo saco!
Psicólogo
Perpétuo prisioneiro de emoções
Por si se fere com dos outros;
às vezes esconde no vasto interior
Decerto louco é, mas é porque quer
O amor é o tempero da vida.
Às vezes, erramos na medida.
Exageramos na dosagem...
E oferecemos, pra quem não merecia.
