Poema curto
Declaração de bens
meu deus
minha pátria
minha família
minha casa
meu clube
meu carro
minha mulher
minha escova de dentes
meus calos
minha vida
meu câncer
meus vermes
...Queria recitar a dor
Mas, prefiro te mostrar em meus olhos
Na minha insônia atroz
No meu andar solitário
No amor que pra mim é algo só imaginário...
...Vou tentando caminhar na chuva, esquecendo deste fato
Que só o seu corpo eu tive
Sua alma nem por um instante
Fui feliz enquanto não sabia com nosso amor relaxante
Percebi que você não tinha amor
Seu passado voltou...
Amor é amor, não é para entender é para sentir...
Se queres entender o amor de nada será capaz de entender.
Amor é amor, não é preciso entender.
Assim é o amor
ame assim como quem nada
sem braço pra voltar
nade pra frente
sem pensar onde vai dar
o sentido do rio passa pelo amor
segue contra a correnteza
contra o certo e o errado
a favor do bem com seu bem ao lado
e se assim for, assim é o amor
Amar é vida
Amar é amor
É prazer pelo próximo
É viver por amor
Tenho um canal no YouTube
Jhon Pacheco .
133 inscritos.
Preciso conhecer os templos dos algozes
Lugares de carnificina humana
O sofrimento alheio meus pés no chão fincar
E entender que a vida é feita de refletir
Momentos de viagens para fora de si
E outras viagens dolorosas
Para entender o ser humano que está dentro de mim
Oposição e incoerência
Julgamentos e julgamentos
Se é amigo, não há crime
Se não é amigo, não há livramentos
Nosso maior crime é não nos aliar
A pensamentos vãos e sem argumentos
O mundo molda nossa mente
Antes de julgamento, do mundo o conhecimento
Essa tal liberdade
Seria uma utópica verdade?
Com a razão e emoção condicionada
Estaria a liberdade acorrentada?
Parece uma verdade abstrata
Mas só a loucura é sensata
Almas ressequidas pela robusta ignorância
Onde estão em si mortas
Apesar de semivivas
Não conhecem a vida
Apenas sobrevivem
Feliz são as prosopopéicas vidas que as assistem
-Quando você não sente mais nada...
Quando chega o momento que você não sente mais nada
o único fio de esperança é fechar os olhos e gritar para si mesmo um foda-se bem alto na vaz esperança de sentir algo.
Sentimos saudades
De quem nos faz feliz
Nem que seja por instantes
Porque na distância...
desta curta passagem
A vida é um sopro,
de luz, de momentos,
De instantes fugazes,
De amores efémeros
Intensos e audazes...
Quem preserva uma árvore
Contribui co'a natureza,
Ornamentando a paisagem
Com mais encanto e beleza;
Pensa num mundo agradável,
Mais feliz e mais saudável,
Respirando mais pureza!
Quem preserva uma árvore
Contribui co'a natureza,
Dá valor ao que Deus fez
Com tanto amor e beleza;
Não parte pra ignorância
De cortá-la por ganância,
Almejando mais riqueza!
A saudade escorre
nos olhos aflitos.
Uma severa dor,
rebela -se
A alma divide-se
revela -se
num poema incerto.
Tímidos versos,
oscilam -se
permitem -se,
serem levados,
pela brisa.
( para encontrar o teu olhar)
Que as grandes coisas são as mais simples;
já de antes enxergava, mas não via.
Aquilo que se tornou para mim algo de estima;
brisa álgida na aurora de um dia quente.
poemas
certos poemas
entram pela imaginação
e são como as emas
no cerrado. ciscam... ciscam
espalhando alguns temas...
e tão cheios de ilusão!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, setembro
Araguari, Triângulo Mineiro
