Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
Estrelas
A noite chega devagar
Lentamente ela caminha
Sobre o campo das estrelas
Toda noite ela brilha
Esse brilho tão intenso
Como a terra e o mar
No reflexo dessa lua
Me encantei com seu olhar
Desejando sua boca
Meu amor vem mim amar
Um adjetivo sobre minha personalidade: Extremista.
Sou mesmo. Não nego! Eu não sei ficar sorrindo amarelo por aí. Vou sorrir se essa for a minha vontade, e não adianta fazer cócegas: acredite, se a coisa estiver ruim, ela vai piorar.
Sou sincera, e se você me perguntar se está bonito, e não estiver, não espere que eu minta. Então, se não quer a minha opinião, não pergunte! É simples, poxa.
Eu sou assim: Uma bola de sorvete não me satisfaz, não gosto de emprestar livros dos outros porque, na verdade, quero ter os meus, e nunca consegui entrar em uma loja e comprar só aquilo que eu estava precisando. Meus banhos são quentes ou gelados. Nunca mornos. E meus relacionamentos são assim também. Eu quero tudo, quero do meu jeito, quero sempre mais. Nada de miséria!
Portanto, para se aproximar de mim, já aviso: Venha inteiro. Completo. Transbordando. Não faça muitas perguntas. Não tente me mudar. E não me faça cócegas, me faça feliz.
Ao anoitecer, deito-me sobre o gramado úmido... com o olhar atento, observo as estrelas, a lua... uma leve brisa acaricia meu corpo... A saudade me faz lembrar do amor e também da dor.
Costumo dizer que meu pensamento é minha morada, minha cidade particular, minhas digitais.
Admiro o silêncio, ele é sábio.
Ao fechar os olhos me conecto com meu passado e idealizo meu futuro. Ah, se a trava que o medo me impõe me encoraja-se, eu daria xeque mate à todo embaralho instável de meus pensamentos e seria seguro quanto o raio.
A esperança seria meu incentivo e não minha frustração, mas, o que posso fazer se até os quatros elementos da natureza tem suas convulsões ?
Carla Fernandes
Serão os gênios da tarde
Que passam sobre as campinas,
Cingido o colo de opalas
E a cabeça de neblinas,
E fogem, nas harpas de ouro
Mensagens a dedilhar?
São os sabiás que cantam...
Não vês o sol declinar?
Ou serão talvez as preces
De algum sonhador proscrito,
Que vagueia nos desertos,
Pedindo a Deus um consolo
Que o mundo não pode dar?
Meu olhar, sobre tudo, revela segredos que o silêncio guarda.
Não falo, apenas observo. E nesse gesto de ver, encontro coisas que não têm nome, mas existem. Há uma dor que insiste em se esconder nas frestas, há uma esperança tímida que se veste de sombra. O olhar recolhe o que os outros deixam escapar, aquilo que não cabe nas palavras, mas que grita em silêncio.
Olhar é quase tocar o que não pode ser tocado. É sentir o mundo por dentro, mesmo quando o mundo fere por fora.
Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.
Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.
Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.
Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.
Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.
E há algo ainda mais profundo nesse encontro.
Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.
Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.
E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.
Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.
A lua é companheira leal, sempre ali, observando, sabendo sobre nós em nossos claros e escuros momentos.
Mudando sempre, assim como nós como fazemos. Todos os dias ela é uma versão diferente de si mesma.
Às vezes fraca e pálida, às vezes forte e cheia de luz.
A lua entende o que significa ser humano: incerto, sozinho, crateras e imperfeições.
Eu e você...
Parece muito estranho
Esta vontade de estar com você abraçados sobre uma cama e do nada olhar teus olhos ver seu lindo sorriso sentido seu corpo ao meu. Sentimento envolvente dúzias de palavras ausente, calada em um toque de um beijo ardente... Vontade louca, de acariciar seu corpo nú... Súbito desejo de te amar, te amar e te amar. Nesta cama, nesta cama ardente de paixão.
Medo
A gente já falou, aqui, sobre o medo.
Todo mundo tem ou já teve medos. Pode ser de aranha, de avião.
Pode ser medo do mar, e até de fantasma...
Medo é coisa que dá em gente, não é?
E é até bom, porque ajuda a nos proteger dos perigos do dia-a-dia.
Mas tem medos que paralisam a vida.
Que impedem a gente de crescer.
Quando a gente ama alguém, tem medo de perder.
Rejeição dá medo mesmo.
Quando a gente tem um trabalho, tem medo de perder.
Desemprego dá medo mesmo.
Mas sabem o que é pior que o medo?
A falta de ousadia, de persistência, de coragem de arriscar...
O medo do novo, o medo da mudança, o medo da recusa, o medo da velhice...
Isso tudo é medo que vai adiando a felicidade.
Na geladeira lá de casa tem um ímã com uma frase que eu gosto muito.
É assim:
"O homem é realmente livre quando não tem medo do ridículo"
Ter medo do ridículo é ter medo de se expor. e se você se esconde, jamais saberão quem você é, quais são os seus talentos, suas idéias...
O medo é um sentimento legítimo, mas ele não pode reger a vida da gente.
Eu tenho medos como todo mundo, mas faço uma força danada pra espanar ele pra longe de mim.
E eu vou dizer uma coisa pra vocês:
Todas as vezes que eu superei o medo, eu fui feliz ou, no mínimo, aprendi coisas muito importantes.
E o medo da morte?
Esse sim é o primeiro e o maior de todos.
Mas se a gente ficar pensando nela, não vive.
Aí os dias passam sem graça e a gente acaba sem ter o que contar pros nossos netos.
No fundo, quem tem medo que as coisas se acabem, perde o melhor da festa, que é o agora.
Então, cuidado se você sofre demais com esse medo de morrer...
Isso pode ser apenas...
Medo de viver.
"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo"
Essas duas frases juntas são a síntese da doutrina de Jesus (e do Cristianismo).
Permita Senhor que eu nunca deixe de praticar o que Tu nos ensinaste. Que eu faça o melhor que puder pelas pessoas, como gostaria que fizessem por mim, mesmo que isso não aconteça. Renovai minha Fé.
" Fácil falar sobre o amor
Todos falam
Agora eu vou falar por mim
É tão gigante
Não pede, não cabe
Não decide aonde ir"
Ele não se transforma de hora em hora
Ele se firma pela eternidade!!"
É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas...
Lágrimas desperdiçadas...
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio
Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas...
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas...
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu...
Nessa imortal depressão...
Ainda sobre olhar e olhares...
Existem olhos que apenas olham, e existem olhares que verdadeiramente enxergam.
Olhares que transcendem a superfície e alcançam lugares que as palavras nem sempre conseguem tocar. Olhares que acolhem a alma sem interrogá-la, que compreendem sem exigir explicações e que permanecem atentos aos detalhes que quase todos deixam escapar.
São olhares que registram mais do que imagens. Registram silêncios, ausências, cicatrizes, alegrias discretas e sentimentos que não encontram voz. Não se limitam ao que está diante deles; percebem o que habita por trás dos gestos, entre as pausas e dentro das emoções.
Mas também existem olhos que olham e não veem. Que atravessam pessoas, histórias e sentimentos sem realmente encontrá-los. Olhos que se detêm na aparência, mas não alcançam a essência. Que observam a forma, mas desconhecem a profundidade.
Talvez porque enxergar seja mais do que um ato da visão. Enxergar exige presença. Exige sensibilidade. Exige disposição para encontrar no outro algo além daquilo que está exposto.
Os olhares são espelhos e portais da alma. Espelhos porque revelam aquilo que carregamos dentro de nós. Portais porque permitem acessar mundos que não podem ser tocados pelas mãos.
E há uma beleza rara nos olhares que permanecem. Naqueles que não apenas veem quem somos, mas nos fazem sentir vistos. Porque, às vezes, o maior encontro entre duas almas acontece em silêncio, no breve instante em que um olhar reconhece o outro e decide ficar.
Ama-me
Aos amantes é lícito a voz desvanecida.
Quando acordares, um só murmúrio sobre o teu ouvido:
Ama-me. Alguém dentro de mim dirá: não é tempo, senhora,
Recolhe tuas papoulas, teus narcisos. Não vês
Que sobre o muro dos mortos a garganta do mundo
Ronda escurecida?
Não é tempo, senhora. Ave, moinho e vento
Num vórtice de sombra. Podes cantar de amor
Quando tudo anoitece? Antes lamenta
Essa teia de seda que a garganta tece.
Ama-me. Desvaneço e suplico. Aos amantes é lícito
Vertigens e pedidos. E é tão grande a minha fome
Tão intenso meu canto, tão flamante meu preclaro tecido
Que o mundo inteiro, amor, há de cantar comigo.
Uma das coisas mais trágicas que eu conheço
sobre a natureza humana
é que todos nós tendemos a adiar a vida.
Estamos todos sonhando com algum jardim
de rosas mágico no horizonte
ao invés de aproveitar as rosas que estão florescendo
no lado de fora de nossas janelas hoje.”
Ai daqueles que se aproveitam do poder que têm sobre um coração para roubar-lhe as inocentes alegrias que nele nascem espontaneamente!
(Os Sofrimentos do Jovem Werther)
Eu vi o mundo desabando
sobre minha pele
e não tinha muito
o que poderia ser feito,
então fiquei ali,
atento a tudo,
extremamente ligado ao mundo
e quando todos os
deuses acharam que não,
me levantei
e sorri.
De tudo o que vivi, aprendi que legado não é sobre grandeza, é sobre verdade. É sobre se deixar fragmentar em tudo o que se faz, permitindo que cada gesto carregue um pouco da nossa alma. Porque quando a gente ama o que faz, cada detalhe vira semente — e semente boa sempre floresce no tempo certo.
Eu entendi que viver com propósito é deixar marcas que não se apagam: na memória de quem tocamos, nos olhos que encontram nossas imagens, nas palavras que escrevemos e que ecoam mesmo quando o silêncio chega. A vida é breve, mas o que construímos com amor permanece. Fica no riso que despertamos, na lembrança que guardam de nós, no cuidado que entregamos sem esperar retorno.
O que fazemos bem feito não morre. O que é feito com amor não se perde.
Se um dia eu me for — e todos iremos — que fique o que plantei: a sensibilidade que deixei nas ruas da minha cidade, as histórias que registrei, o afeto com que olhei para o meu povo, a força com que atravessei meus dias.
Meu legado é isso: a soma dos meus fragmentos.
E que cada um deles continue vivendo onde minha presença não alcançar mais. Porque, no fim, só permanece aquilo que nasce verdadeiro. Só fica aquilo que foi feito com amor.
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