Poema com o None de Andreia

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O Farol Deserto


Sou o mar que bate na rocha,
Insistindo em te moldar.
Você é a chama que apaga a tocha,
Se recusando a me queimar.


Rego a planta de plástico frio,
Esperando a flor brotar.
Sou o leito de um grande rio,
Que o teu deserto quer secar.


Grito forte em sala vazia,
Onde o eco é o meu rival.
Sua presença é moldura fria,
De um quadro sem final.

O Brilho de Longe


​Nunca te toquei, nem tenho o teu amor,
Habito esse vazio, num sonho platônico;
Mas ver tua alegria estanca a minha dor,
Num laço invisível, suave e harmônico.
​Teu sorriso genuíno é meu guia,
Tua voz doce acalma o meu caminhar,
E a doçura que em teu olhar meigo fia,
É o único porto onde eu ouso ancorar.

Por que as Lágrimas rolam?
Um cisco que caiu no olho,
O bocejo insistente,
A lembrança boa ou ruim,
A emoção que se faz presente,
A dor que não tem hora,
Elas incham os olhos.
Rolam primeiro por dentro, depois transbordam pra fora.
Cada uma delas carrega um sentimento, que só quem as têm por dentro, entende seu significado, seu peso e seu momento.

Minha mente nunca esteve vazia.
Nem por isso, deixou de ser a
OFICINA DO DIABO.

Na enunciação, o sujeito sempre entrega mais do que pretende;
a máscara verbal, por vezes,
revela a anatomia íntima
de quem fala.

Formulações elegantes, pensamentos rarefeitos:
eis o velho luxo da retórica
quando o conceito se ausenta.

A semântica é um
território de disputa;
quem nomeia, organiza o mundo
e, em certa medida,
administra a realidade.

A sintaxe dispõe as palavras,
mas também disciplina
o fluxo do pensamento
e distribui o lugar de cada sentido.

A eloquência encanta;
a precisão sustenta.
Uma seduz a superfície,
a outra responde pela espessura.

A concisão
é uma forma
superior de autoridade:

cortar exige critério,
e critério pressupõe visão.

A cadência governa
o tempo do dizer;
quem controla o ritmo,
orienta a escuta e conduz a adesão.

A retórica pode erguer uma liberdade verbal ou refiná-la em
instrumento de domesticação;

tudo depende
da ética de quem a maneja.

A estilística
é a pele intelectual do sujeito,
o modo singular como uma consciência aprende a habitar
a linguagem.

A hegemonia
atinge seu auge quando
o dominado internaliza o desejo de repetir a lógica que o limita.

A agência emerge no instante em que a existência abandona
o papel de efeito
e ensaia autoria no mundo.

A vitalidade se manifesta como permanência lúcida:
uma recusa silenciosa em ceder
à erosão do sentido.

⁠Hoje, qual a menor ação que me aproxima do que quero?
- Eu sou capaz de transformar o pensamento em gesto.
- Minha mente é clara e meu coração é forte.
- Hoje caminho com coragem e serenidade.
- Cada passo meu cria novos caminhos.
- A vida floresce quando eu ajo.
- A sabedoria que carrego se torna movimento.
- Minhas ideias encontram forma no mundo.

Onde minha voz deseja florescer hoje?


• Minha voz encontra espaço no mundo.
• Minhas palavras carregam sabedoria e presença.
• Minha fala constrói pontes entre pessoas.
• Minha palavra nasce do centro do meu ser.
• Minha expressão inspira quem me escuta.
• Minha palavra ilumina caminhos.
• Minhas ideias caminham com dignidade.

Que alegria pode nascer dentro de mim hoje?


• A alegria floresce dentro de mim.
• O meu coração reconhece a beleza da vida.
• Cada instante guarda um presente.
• O meu espírito caminha com leveza.
• A minha presença espalha luz.
• O meu sorriso abre caminhos.
• Eu celebro a existência que pulsa em mim.

Dia 4 — Que força da minha história vive em mim hoje?


• A minha história me fortalece.
• Eu carrego em mim memórias de superação.
• Cada experiência ampliou a minha sabedoria.
• Eu caminho com dignidade e consciência.
• A minha jornada é fonte de aprendizado.
• Eu sigo adiante com serenidade.
• O meu passado alimenta a minha coragem.