Poema com o None de Andreia

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Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

A utilidade da virtude é de tal modo evidente que os maus a praticam por interesse.

Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.

Na mocidade buscamos as companhias, na velhice evitamo-las: nesta idade conhecemos melhor os homens e as coisas.

A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.

Despendo mais energia numa discussão com a minha mulher, do que em cinco conferências de imprensa.

Sem as ilusões da nossa imaginação, o capital da felicidade humana seria muito diminuto e limitado.

Fica provado que uma inovação não é necessária quando se torna demasiado difícil implementá-la.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

Embora possamos ser sábios do saber alheio, sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria sensatez.

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?

Há que, na medida do possível, prestar favores a todos: quantas vezes não precisamos de quem é menos do que nós.

A tortura é uma invenção maravilhosa e absolutamente segura para causar a perda de um inocente.

Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado).

A igualdade repugna de tal modo aos homens que o maior empenho de cada um é distinguir-se ou desigualar-se.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.

A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.