Poema Casa
Siga.
Não esqueça de cuidar da casa que é o seu corpo,
do silêncio que repousa na sua mente
e dos sonhos que guardam lugar no seu peito.
Permita-se cercar apenas de quem soma leveza
e não de quem rouba o seu sossego.
A vida é feita de partidas e voltas,
de quedas e florescimentos.
E cada vez que você recomeça,
se descobre inteiro de novo.
Abrace.
Respire fundo.
E escolha sempre florescer,
mesmo quando o mundo insiste em ser improdutivo.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Mãe é casa acesa.
É colo que acolhe, oração silenciosa e amor que permanece mesmo quando o tempo passa.
Mãe transforma cansaço em cuidado e dias comuns em lembranças eternas.
Hoje, celebramos essas mulheres que fazem da própria vida um lugar de amor.
Feliz Dia das Mães!
Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna
Que a sua casa seja visitada pela paz.
Que o amor de Deus alcance os detalhes mais simples do seu dia
e faça a esperança abrir as janelas da alma.
E, mesmo quando tudo parecer silencioso,
que você se lembre:
há promessas de Deus amadurecendo
no tempo certo para florescer.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
💡 **Você é uma Casa Inteligente**
Por: Carlos Henrique Humanizado
Tudo aquilo que entra pelos sensores (neurônios) — sejam dados físicos (alimentos, remédios, etc.), lógicos (racionais, emocionais, mentais/espirituais) ou por algum dos sentidos (pensamentos, áudio, imagens, odores e experiências táteis) — é traduzido pelo processador (o consciente).
Esses dados são armazenados no HD (o inconsciente) e passam a comandar, em piloto automático (impulso/intuição), grande parte das rotinas da casa (comportamento, sentimentos e padrões repetitivos).
Se o dado for bom, a casa prospera, refletindo em saúde: mental > física > sexual > relacional > espiritual > acadêmica > laboral > financeira.
Por outro lado, se o dado for confuso, ignorado ou corrompido, a casa sofre escassez, resultando em medo e insegurança (mental e física), e manifesta sintomas como traumas, crenças limitantes, comportamentos excessivos, doenças e dores.
🧭 **Moral da Parábola**
Você é uma casa (o corpo) inteligente (a mente).
- Seu corpo é a estrutura.
- Seu sistema nervoso é o servidor.
- Seu consciente é o processador.
- Seu inconsciente é o HD onde tudo se grava.
- Seus neurônios são sensores que nunca dormem.
Tudo que entra em você vira código lógico (energia). Todo código se transforma em comportamento ou pensamento, hormônio.
*Todos direitos reservados a CH².
Não se esqueça onde você pertence, sua casa.
Se você se sentir sozinha, não se sinta.
Você nunca esteve sozinha.
E a prova é essa música
Voltar pra casa depois de um dia cheio…
mas com o coração leve, por saber que existe alguém esperando por mim, faz tudo valer a pena.
Ian N.T
Entre e seja bem-vindo, querido fim de semana!
A casa já estava arrumada, o coração animado…
e a minha paciência com a semana tinha acabado faz tempo.
Ian N.T
O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.
A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
🌟
"Tão acolhedor,
semelhante a uma boa casa,
seu esplendor
foi além de uma boa aparência,
ajeitou o telhado e abriu as janelas,
seus olhos brilhou como o sol que entrou pela vidraça..."
☀️
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In A Casa
Meu Pouco
Demétrio Sena - Magé
Casa simples com rio no quintal;
uma rede na sombra da mangueira;
o varal estendido ante meus olhos,
como várias bandeiras que se unem...
E calangos, lagartos, gaviões
passeando no chão e no arvoredo,
aviões bem miúdos e distantes
não alcançam meu medo caipira...
Eu não quero dinheiro na cueca;
quando muito, a sueca na qual perco
pro vizinho que vem me visitar...
Não desejo a fortuna que traz fome
pra quem some no mapa da comida;
só queria pra todos, o meu pouco...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
O Refúgio do Serginho
Na varanda da vida, o tempo resolve parar,
Lá na casa do Serginho, onde a gente vai se encontrar.
O portão se abre e o riso já vem de brinde,
Numa alegria sincera, dessas que nunca finda.
A Lili traz o brilho, a doçura no olhar,
Fazendo qualquer conversa logo se iluminar.
O Ferrão, com seu jeito, completa a parceria,
Transformando o momento em pura energia.
E eu, o Daniel, sigo aqui celebrando,
Cada história contada, cada brinde brindando.
Entre um café, um abraço e uma boa piada,
A gente descobre que a vida é essa estrada...
Feita de gente que a gente escolhe pra amar,
E de um canto no mundo pra sempre retornar.
Valeu, Serginho, por ser nosso anfitrião,
Nesse pedaço de céu que cabe no coração.
Daniel Vinicius de Moraes
Eu fui te entregar rosas e chocolate.
Parei em frente à sua casa.
Pensei por alguns segundos...
Depois pensei mais um pouco...
E mais um pouco ainda.
A garganta travou.
Sua janela estava aberta.
De repente, começou a chover.
Fiquei ali, parado na chuva.
Seu vizinho me observava e ria.
Ouvi um comentário ao longe:
"Que brega..."
Não respondi.
Apenas dei meia-volta e fui embora.
Você nunca saberá que, um dia, alguém te esperou diante da sua porta com rosas nas mãos.
E que, naquele dia, o céu chorou comigo.
L**
Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.
Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.
