Poema Casa

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Eu saí de casa aos 16, não suportava mais tantas torturas.


Eu perdi muita coisa naquela época.


Mas, eu me orgulho de uma coisa!!


Eu mesmo aos 16 anos, de menor, sabendo que ela voltaria novamente se eu a levasse, resolvi confiar nela e contar sobre minha fuga.
Se ela quisesse, iria comigo e com meus 3 irmãos, para nunca mais voltar.

Minha tia já estava me esperando. Eu fui para a casa dela, passei 3 meses com ela, depois fui morar com a minha avó paterna.


Com ela, passei 2 anos.


Depois, no último mês! Eu tive que sair da casa dela, porque meu tio era um drogado e violento, então saí, porque ele começou a ameaçar meu namorado, hoje, meu marido.


Então, fui pedir abrigo na casa de uma cunhada da minha avó, ela disse "tú pode ficar, mas não quero nem saber de macho aqui na minha porta".


Eu tinha 19 anos, e esse macho que ela falava estava me esperando e ouvia tudo. A gente tinha marcado o casamento, faltava um mês.


Era só disso, que eu precisava.
Mas, ela fechou a porta para mim.


Eu tinha umas amigas que já não estavam tão próximas de mim, mas foi a minha única solução.


Pedir para a mãe delas, para eu ficar lá por 1 mês!! Até casar.


Foi o que aconteceu.


Fiquei 1 mês!!


Trabalhando, feliz, sendo cuidada por aquelas pessoas, e no dia do casamento, me levaram de carro e ainda participaram comigo.


Recebemos 1 almoço surpresa.


Foi o melhor período da minha vida!!


Continua...

Vocês dois são casados, e nenhum tem acesso ao celular do outro...


Por que, ainda estão casados?

27 de abril de 2025 às 22:35


Sonhei com duas bolas de fogo caindo no teto de uma casa, de repente elas se tornaram bolas de cristais.


Outras duas, surgiram como fogo e começaram a flutuar e de repente caíram atrás da cadeira onde eu estava sentada.


Eu me assustei, mas quando olhei eram dois balões, brancos e eu os rasguei, quando os rasguei era como se fosse um tipo de lona, em forma retangular, onde havia um nome em inglês, eu só passei o olho sem ler, deu pra ler a última palavra "espacial" em inglês.


Era um objeto que havia caído do céu, do espaço, colocado por algum astronauta.


Então, eu abri e vi que havia diversos cartões de crédito, de praticamente quase todos os países do mundo. Muitas cores.


Eu observei e havia um chip e uma microcâmera lá, eu virei ela para baixo e fiquei com receio de estar sendo gravada.


Eu estava com muito medo de alguém ter me visto por aquela câmera.




Eu estava com medo de irem atrás de mim, simplesmente porque eu rasguei o que eu não devia.


Bom, eu poderia ter deixado intacto e contar com a sorte de receber uma enorme recompensa depois, mas não pensei nisso.


Então, acordei.

Estou voltando pra casa...
Estou aqui só de passagem.
Neste tempo, neste lugar,
Sou apenas visitante.
Observei, aprendi,
O objetivo foi crescer e amar...

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

A natureza é nossa casa, não nosso brinquedo...
Pois ninguém nasceu para ser ferido:
nem o homem,
nem o animal,
nem a própria vida.

Moro na Sua Saudade


Moro na sua saudade,
Moro na minha vontade.
Fiz do meu peito casa,
Onde o amor não parte.




Abro a janela bem cedo,
Pra ver se no vento você.
Mas me abraça o silêncio,
Que aprendeu a me conhecer.




Cada rua tem seu retrato,
Cada canto lembra nós dois.
O relógio anda pra frente,
Meu coração ficou pra depois.


Moro na sua saudade,
Como o rio mora no mar.
Sem saber se um dia a vida
Vai fazer você voltar.




Se o destino for bondoso,
Traga você outra vez.
Minha porta continua aberta,
Como deixei uma vez.


Cleide Regina Scarmelotto

Minha mulher de uns tempos pra ca tem falado aqui em casa o idioma Mandarim
que em português acho que significa;
"Mandarimim"

Não compre opiniões prontas,
Prepare as suas em casa
Porque uma hora chega a conta
E é você quem paga.

“O meu ventre foi a sua primeira casa e o meu colo sempre será o seu lar."


—By Coelhinha

⁠Ouço essa voz
Que corrói e retalha o que resta dessa pobre casa
Lembranças que caem dos quadros
E rolam na escada
Não quero mais lembrar
Me ajude a esquecer
Me leve daqui e não vamos olhar pra trás
Me faça sentir o oposto do que é a dor

- Casa Vazia

Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Pettrulho. Pedro Soares Ribeiro

O aposentado sai na rua e é assaltado; fica em casa e é roubado pelos ladrões do INSS. Que vida doida meu Deus!


Benê Morais

Escravo do destino




O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,



O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,


Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,


Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,


Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,


Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.

Nunca te Esqueci
A Igreja ao fundo ao lado as muralhas do exército imponente,
minha casa com a vista de frente daquela praça, eram férias de verão, naquele dia acordei cedo fui a janela o Sol estava leve e radiante dando brilho aquela bela praça do interior.
Aconteceu ali, o amanhecer mais doce da minha vida.
Eu menino do interior, ela linda menina loira com traços de princesa recém- chegada da capital para passar suas férias.
Duas crianças, a inocência, dois corações ofegantes após o primeiro olhar.
Palavras, brincadeiras, toque suave nas mãos, nos divertimos sim, trocamos alguns selinhos, esqueci aquele dia que eu era muito tímido.
Quase um mês de felicidades, então veio o último abraço e um triste e doloroso adeus.
Conhecê-la foi a realização de um sonho, eu com o nome e jeito de Príncipe ela com o jeito de uma princesa e com o cheiro e nome de uma rosa.
Queria ter vivido mais um pouco o doce e inesquecível sonho de infância inocente.

As vezes is monstros vivem dentro da nossa própria casa.
Mas á quem fale ,que o monstro é gente boa,que não faz mau a ninguém.
Nunca acreditem nessa história, tentam sempre ver o lado que está falando.
As vezes a verdade aparecem,mais muitos não querem acreditar.

Estou fechando
Portas e janelas
Precavida
Limpando a casa
De poeira e teias
Me desfazendo
Das coisas velhas
E feias
Me confortando
Casaco e meias
Algodão nos ouvidos
Surda a tormentas
Não sou responsável
Por tempestades alheias.
Lori Damm

Sem uma reta uma casa cai.
Sem base, nada se constrói.
Sonho de todos
é uma escola em PaZ.
É o sonho do mundo
e também dos Pais.

Fui arrumar minha casa.
Mudei os móveis de lugar
Lavei o chão
Tirei a poeira
Separei os objetos que eu não usava mais.
Lavei a louça
Limpei a varanda
Sequei minhas lágrimas
Deixei de lado dores que não precisavam mais ser sentidas.
Resolvi voltar meu controle emocional para o lugar, pra perto de mim.
Decidi abandonar de vez hábitos
antigos.
O autocuidado deixei em um lugar visível, para não esquecer.
Ele ficou perto da autoestima.
A versão do medo, que alerta, coloquei na primeira gaveta
da estante. As vezes, preciso.
Já as outras versões que prejudicam joguei fora.
A coragem ficou à mostra, em cima do meu criado-mudo.
Os pensamentos desorganizados?
Hoje, eu consegui deixá-los cada um em seu devido lugar.
No novo tapete da entrada, está escrito:


Área sob proteção.


Quando terminei a faxina, sentei na varanda da casa
para sentir o vento no rosto.


Alivio.⁠