Poema Casa
Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Silêncio (microconto)
Caminhava tarde da noite pela rua Aurora. Quando estava a uns três quarteirões de casa, ouvi um choro vindo de um beco escuro. Me aproximei, olhei em seus olhos, e então, tudo se silenciou.
--vê se não perde o endereço, você vai precisar dele guando chegar lá.--;minha mãe falando."
--Deus vai te guiar! Se não der certo, volta pra casa.
--cuidado com as más companhias...
--chegando lá, escreva!
do lado de dentro da calça, costurado, uma carteira de pano com todo o dinheiro que tinha, quase nada.
na mala, quase vazia, iam umas três calças, umas quatro camisas com os colarinhos puídos. uns pares de meias, um par de sapato sobressalente, uma toalha de banho,uma escova de dentes, um pente e um tubo de dentes,pela metade.. A maioria de tudo isso era compartilhado com os outros irmãos, que ficaram sem.
na hora da partida, la estava o aventureiro, cheio de medo, mas já sem outra opção a não ser embarcar naquela nave de prata, que parecia estar gemendo ou chorando, hoje acho que chorando junto com aqueles que vieram na despedida e ficavam ali, entrelaçados nos abraços amarrados e com as mãos agarradas iguais a garras não querendo se soltar.
a nave sempre partia à noite bem melhor. não dava para ver as lágrimas de quem ia e nem daqueles que ficavam.
quando a porta da nave se fechava, outras portas se fechavam também. não eram mais sonhos, era a realidade que se iniciava
na casinha humilde, com janela de cortina branca, um par de olhos fitavam a ruazinha de terra, remoendo as lembranças, agora transformadas em espera de uma volta, que ela sabia, não mais existir (i
Antes de sair de casa aprendi a ladainha...
Se em Deus confio...
A ele entrego minha vida...
Enquanto na rua saio...
Querendo viver...
Fique você em casa...
Esperando sua hora de morrer...
Vou beber...
Jogar conversa fora...
Somente Deus sabe de minha hora...
Quero muito divertir..
Beber...
Conversar ...
Sorrir...
Enquanto você fica aí...
Por favor não me critique...
Esse é meu modo de saber...
Enquanto eu saio ..
Me divirto...
Fique em casa você...
A vida é só uma...
Para ela dou valor...
Deus que me abençoe...
Assim que sou...
Não sou homem...
De me dizerem o que tenho que fazer...
Não sou asno para me montar...
Eterno não vou ser...
Lhe respeito seu modo de pensar...
Afirmo...
Fique em casa você...
Meu coração é bem grande...
Vou amar....
Enquanto puder...
Sandro Paschoal Nogueira
#UM #DIA #DE #GAROA
Lá fora...
O céu chora...
Se é de alegria ou de tristeza...
Não posso dizer...
Vejo o balanço das horas...
E o que me acontece...
O que agora...
Há de ser...
A bocejar...
Um sol em dia nublado...
Garoa...
Frio...
Aqui está...
Não estou tão sozinho...
Sim, eu vejo...
Em meu jardim...
Ali molhado...
Um anjo solitário...
Com um sorriso me convida para brincar...
Diz com seus olhos...
A vida é bela...
Vem comigo festejar...
Um retrato na parede...
Olha para mim...
Sorrindo diz:
- Vai sim...
Olho para o jardim de cá...
Breve brisa chega...
Minhas flores bailando...
Me convidam,também, para esse encanto...
Me chamam para com elas...
Também dançar...
Trinca-ferro, canarinhos, sábias...
Fazem festa no canteiro...
Doces trinados...
A orquestra...
O pardal é o maestro...
Minha rosa tão linda...
Me oferece seu perfume...
Até o meu cravo...
Esqueceu seu queixume...
A flor-de-liz me diz...
Que hoje é um único dia...
Já não mais repetirá...
Essa fantasia...
Dálias e hibiscus...
Entrelaçam seus galhos...
No balanço do vento...
Amam-se em compassos...
Lírios e jasmins...
Todos orvalhados...
Festejam a dança...
Do bem-te-vi...
Nem sempre os dias mais belos...
São aqueles de azul intenso...
Eu já amo...
Qualquer variedade no tempo...
E o anjo que continua a me sorrir...
Já me estende a mão...
Aceito seu convite...
Suas asas vão me cobrir...
A fonte, num sussurro...
Desvenda um segredo...
Diz que o amor é eterno...
Para quem tem o coração sincero...
Então, tal qual menino...
Pisando nos astros ...
Em firmamento...
Vou bailando...
Me entrego...
Ao sabor do vento...
Eternos momentos...
E o dia fica mais lindo...
Tudo mais belo....
Em minha casa...
Meu jardim...
Meu castelo...
Sandro Paschoal Nogueira
Apareceu aqui na Pousada Casa do Sandrinho Hospedagem Conservatória
É a primeira vez...
Que assim eu vejo...
Um Alma-de-gato...
Alma-de-caboclo...
Tão bonito...
Aqui apareceu...
Tal qual Alma-perdida...
Meia-pataca...
Uma Maria-caraíba...
De Pato-pataca...
Com Rabo-de-palha...
Cheio de Picumã...
Queria Oraca...
Prestei atenção...
No Rabo-de-escrivão...
Fazendo Piá-ribolanga...
Fazendo Crocoió...
Com meu Chincoã...
Será que era de algum clã?
Pecuã...
Uirapagé...
Feliz da vida...
Comendo inseto...
Em meu pé...
Fiquei quietinho...
Bem espertinho...
Tirando foto do Atinguaçu...
Que de galho em galho pulava..
Um Titicuã...
Procurando Atibaçu...
Não encontrou o Coã...
Não cantou o Tincoã...
Só me restou o Atingaú...
No pedaço de pau...
Solitário afinal...
Sandro Paschoal Nogueira
Rasgos
Por que me rasga pedindo gentileza?
O belo se foi, transbordou e ardeu...
Sabes que sempre fui sonhador e amante...
Agora sou silencio de uma casa vazia cortada pelo vento...
Resquícios do que um dia foram...
Marcas ficam, e são elas que nos batizam...
Quando visito meu passado, recordo que já amei demais...
Embora me esqueça de mim mesmo...
Sandro Paschoal Nogueira
#CANTIGA
Cenas retratam flagrantes da vida...
Tecendo o tempo...
Desatinos vão se completando...
E assim vamos seguindo...
Ano após ano...
Em olhar meio de lado...
Vez ou outra escuto no bar...
Papo furado...
E com esse enredo...
Cheio de cantos...
Sem culpa e sem arrependimento...
Apenas...
Vivendo...
Da insônia madrugada a fora...
Entre um copo e outro...
Vou jogando conversa fora...
Em tudo que aspiro...
O nada vai levar a nada...
Amanhã, talvez...
Possa esquecer alguma história mau contada...
Sem hora marcada...
Sei que tenho que voltar logo para casa...
Os abraços recebidos...
Nem de todos amigos...
Completaram a lacuna vazia ?
Entoaram alguma cantiga?
Fantasio e invento absurdos...
No que não existe faço acontecer...
Entre bocas ocas...
A conversa fiada me rende...
Sob a lua cheia...
Já tonto...
Me finjo acreditar que isso é viver...
Sandro Paschoal Nogueira
#Cada #começo #é #só #uma #continuação...
Ao mesmo tempo...
No espaço pronto...
Para eternidade...
Falta pouco...
Para conseguir o que quer...
Em águas rasas...
Ou profundas...
Ao mergulhar...
É bom conhecer...
Também é bom ser visto em diversos lugares...
Em casa ou nas ruas...
Até caminhos se encontrarem...
Nesse mundo, afinal, dá para viver?
Quem me colocou aqui?
Por ordem e vontade de quem este lugar e este tempo foram destinados a mim?
Silêncio eterno...
Me apavora....
Quando penso sobre a curta duração de minha vida...
Sempre me pergunto:
Valeu ser vivida?
Valeu sim...
Sempre vale...
Assim é...
Sandro Paschoal Nogueira
#Vida #triste #é #a #minha...
Que hoje vou contar...
Desde quando aurora anuncia...
O dia a começar...
Passam os minutos...
Seguem as horas...
Sob céu azul anil...
Olho as nuvens e me ponho a sonhar...
Em tardes douradas...
A primeira estrela que vejo...
Sonho mais alto ainda...
E faço um desejo...
A rotina tão maçante...
Das flores do jardim cuidar...
Alimentar as aves...
Que gorjeiam em toda minha casa...
Em todo lugar...
O perfume de manjericão me inebria...
Disputa com o alecrim...
As orquídeas se abrindo...
Também se comportam assim...
O girassol despeitado...
Meu brilho quer roubar...
Sempre é ele o primeiro...
O sol a cumprimentar...
As rosas soberbas...
Acreditam serem rainhas...
Coitadas delas...
Vaidosas aos extremos...
Acho que vou cortar...
Só escolher um vaso...
E minha mesa enfeitar...
Se deito na rede e me ponho a balançar...
Logo aparece um sabiá...
Fazendo-se de louco...
Começa a cantar...
Quer atrapalhar meu sono...
Até meu meditar...
Beia-flores me importunan o tempo inteiro...
De lá para cá...
Não se cansam eles de tanto voar?
Quero ler um pouco...
Bem sossegado na sombra...
Sento debaixo da jabuticabeira...
E dezenas de pássaros põe-se a reclamar...
Gorjeios, trinados irritantes...
Ah se pego só uma fruta do meu quintal...
Revolução se instaura...
Até o jacú feio...
De mim vem reclamar...
Não sei mais o que fazer ...
Como devo proceder...
Vou comer um pouquinho...
E disso tudo me esconder...
Trancar portão...
Campainha desligar...
Tirar fone do gancho...
Celular "não pertubar".
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Eu vivo cercada de pessoas estranhas que não me conhecem, mas me julgam muito bem!
Estou cansada, desanimada com tantas mentiras, minha barriga faz uns sons estranhos e a vassoura insistente esfregando lá fora chama a atenção dos meus pensamentos, consigo ouvir o piado de um pássaro e algumas vozes sussurrando, onde será que ela está, ou será que ela está, minha vontade de olhar para a sociedade é zero, tipo a intolerância, eu não estou perdida, porém me sinto num grande vazio e a vergonha de ter voltado para a situação onde Deus já havia me libertado é maior do que a frustração de ter
perdido tempo, tentando ser uma pessoa boa, eu me tornei meu próprio monstro, que vaga nos próprios pensamentos,
Não sinto vontade de explicar nada para ninguém, nem sei se estou bem ou ruim, continuo digerindo a situação, talvez o melhor que eu tenha a fazer seja esperar e ver se consigo sorrir, nem que seja de lado para as circunstâncias.
Dar um olá para hipocrisia e seguir meu caminho sem me abalar, porque certas rotinas não se mudam e não é atoa que para se chegar a algum lugar você tem vários caminhos, só precisa ter sabedoria para não escolher o pior, mas viver é avançar, caminhar e sobretudo sobreviver as traições e hipocrisias no caminho.
Estou abatida e não ABATIDA, se é que me entendes!
Você poderá me ver cansada, mas jamais me verá desistir do que é certo!
Que Deus me proteja das falsas boas intenções, guie meu caminho e ilumine meus passos!
Pesquisas feitas por mim concluem que 90% dos
homens que chegam em
casa tarde na sexta-feira,
falam que estavam no
trabalho, os outros 10%
seguem foragidos"
"O amor é como um
pássaro, por suas asas.
As vezes voa pra la, voa
pra cá, e depois volta
pra casa."
“” Meu coração é casa
Pra você chegar e ficar
Se for permanecer
A casa é sua
Mas se quiser sair
Pode ir
Quem sabe seu lugar seja mesmo a rua...””
" Não sei,
que de distâncias, tento não entender
prefiro encurtar, chegar aos laços
aos abraços
não sei,
mas sinto o recado no teu perfume.
cheiro que conheço tão bem
e mesmo diante de pouca distância
me contenho
e tudo que sei,
é esperar...
Predestinação
Adivinho-te
As lágrimas
E as quimeras derramadas
Dos olhos hirtos da noite,
E num abraço não contido
Envolvo-te…
Há diademas de Coragem
Esculpidos no sopro da aurora,
Estonteantes enigmas embutidos
Nas paredes da casa branca.
Predestinadas oscilações dos dias!
A casa branca
Chamou por nós.
Etérea,
Na derradeira aspiração,
Em esgares de agonia,
Ruiu
Aos pés do desalento.
Tristes tulipas,
Apoteóticas ninfas,
Dançam ainda
Tchaikovsky
No jardim.
Célia Moura - “Vestida De Silêncio”
"Somos todos visitantes deste planetinha.
Estamos aqui só de passagem com um unico objetivo "EVOLUIR".
Depois, voltamos para a casa do Pai, que é o nosso verdadeiro lar.
☆Haredita Angel
"Te amar, a decisão mais acertada que eu já tomei na vida; nossa casa, nossos costumes, nossa bagunça...
Nosso nós!"
☆Haredita Angel
