Poema Casa

Cerca de 8163 poema Casa

Perdas e despedidas.
Dividido em uma nova decisão.
A distância traz saudades
a dúvida deixa insatisfação.

Levei minha vida inteira só para sentir isso
Agora todos esses sentimentos nunca me decepcionam
Milhares de lugares, onde quer que eu vá
Eu sinto os corações batendo
E mesmo distante, esta é a minha casa

Arrefecer

E depois do fim, do frio na barriga
De quem cai de amores
Eu volto pra casa com músculos doloridos
E então o sangue esfria, e os espasmos correm
E a dor de hoje cobre a de ontem.

MEU LAR E EU

Todo homem pode viajar.
Viajar mesmo.


Pode conhecer lugares mil.
Dormir e comer nos melhores hotéis.

Pode ver o que nunca viu.
Gastar míseros ou milhões de réis.

Pode deitar-se em camas macias.
Cobrir-se com lençóis finos.

Pode ouvir lindas melodias.
Musicas que sejam belos hinos.

Porém...

Todo homem voltará.
Outra vez em casa entrará.

Seja luxuosa ou simples.
Esse é o seu lugar.

Seu cheiro está ali.
A arrumação fala de si.

Seu espaço.
Idealizado.

No compasso.
Desenhado.

No braço.
Edificado.

O seu reinado.
Lugar desejado.

O lugar amado.
Seu lar por Deus abençoado.

O fim de tarde já está chegando e o sol já está raiando.
O momento de ir pra casa se aproxima, com esse trânsito de rotina.
Torcendo pra mais tarde chegar, pro meu amor me ligar.
A emoção é forte e quero lhe dizer, vc me faz enlouquecer.
Com esse jeito especial de ser fico louco por você.
A hora passa e nada de você chegar fico aqui pensando no que pensar.
Depois de um tempo em casa vou chegar e torcer pra hora passar.
Depois de quase 2 horas o encontro vai rolar.
Você chega em casa pra jantar, e eu digo como é bom te amar.
Bju

Casa Vazia

PODE ENTRAR A CASA É SUA, uma casa vazia, paredes rachadas, fachada antiga. Ninguém aqui habita, mas existem potes: de mágoas, de lágrimas, de tristeza. Sirva-se a vontade, perdoe a aspereza, mas é o que se tem a oferecer. A casa quase desabou, por isso quando sair feche a porta com cuidado, porque a casa vazia, fria, não quer mais visitas nem agrado, quer ficar em silêncio e na solidão, pra que ninguém nunca mais ouse, de novo, quebrar seu chão.

A CASA

É um chalé com alpendre,
forrado de hera.
Na sala,
tem uma gravura de Natal com neve.
Não tem lugar pra esta casa em ruas que se conhecem.
Mas afirmo que tem janelas,
claridade de lâmpada atravessando o vidro,
um noivo que ronda a casa
– esta que parece sombria –
e uma noiva lá dentro que sou eu.
É uma casa de esquina, indestrutível.
Moro nela quando lembro,
quando quero acendo o fogo,
as torneiras jorram,
eu fico esperando o noivo, na minha casa aquecida.
Não fica em bairro esta casa
infensa à demolição.
Fica num modo tristonho de certos entardeceres,
quando o que um corpo deseja é outro corpo pra escavar.
Uma ideia de exílio e túnel.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

As vezes a gente escolhe um lugar pela paisagem.
E admira a areia branquinha, a água do mar, o pôr do sol.
E decide que ali sera perfeito para construir o seu lar.
E começa a investir.
Levantando tijolo, por tijolo...
Crendo que ali de fato será feliz.
E depois da casa construída, escolhe os pisos, as janelas, as portas...
Tudo no mínimo detalhe.
Porque o anseio pela vista é maior que tudo.
No entanto, sem pesquisar melhor, não percebera que apesar da vista maravilhosa na areia da praia não sera o melhor lugar para se construir o lar.
Mas a insistência é tamanha, que ao aparecer uma rachadura aqui outra ali, cobria se com cimentinho.
Mas levantar uma casa na areia de fato não tera sido uma boa ideia.
A casa aguentou uma, duas... na terceira tempestade ela desabou.
E todo o tempo, carinho e amor ao se construir aquela casa tera sido em vão.
A lição é por mais que queiramos algo, e acreditemos que será o melhor, se não for da vontade de Deus. Tudo será em vão e ficará como mais uma linda lição de vida.

" A sua casa pode ser simples...bem humilde...
mas se é florida de amor...Se há comunhão entre seus habitantes...
se é aconchego de paz...
é mais linda e sublime do que luxuosas mansões...
pois nela reina a felicidade!"

Família, casa e lar são palavras de significados completamente diversos. Família significa agrupamento por laços afetivos e/ou consanguíneos, mas não necessariamente precisa ter os dois adjetivos juntos para configurar a literalidade da palavra. Basta uma das características para configurar o termo família.
Casa é simplesmente um edifício, seja lá que material for, que serve para abrigar famílias.
Lar, este é extremamente raro. Lugar de paz, confiança, respeito e amor, lugar único e extremamente necessário para o crescimento e desenvolvimento do ser humano.

#PARTIU Aproveitar essa noite de Carnaval*
Só que na cama abafadinho neah ;D
Boa noite!

⁠Arraiá em casa
Esse no ano no São João
Só escuto o balançar da bandeira,
O coronavírus está presente
E não veio pra brincadeira.
A fogueira não deve queimar
E forró não vamos dançar,
Usar máscara sempre que sair,
Mas é em casa que devemos ficar.
O balão não vai subir,
Nem os fogos estourar no céu,
A higiene é a melhor saída,
Use sempre álcool em Gel.
Lavar as mãos é essencial,
Evitar abraços e aperto de mão,
Para que logo nos livremos,
Pra ano que vem festejarmos o são João.
O certo é evitar aglomeração,
Esse ano o são João não vai ter,
Ficar em casa é o que devemos,
Para o vírus combater.
Pamonha, canjica e pipoca,
São comidas típicas essenciais,
Não dívida talheres e copos,
E não compartilhe objetos pessoais.
E as notícias duvidosas,
Não devemos reenviar,
Precisamos de cooperação,
Para no ano que vem o são João a gente dançar.
Dançar xote, xaxado e baião,
É o que eu quero fazer,
Mas não posso fazer isso,
Enquanto o vírus não conter.
Nem vestido de chita, nem camisa xadrez,
Esse ano é tudo diferente,
É máscara no rosto e álcool nas mãos,
Para logo sairmos dessa situação emergente.
Juntos contra o coronavírus,
Todos nós devemos ficar.
Santo Antônio, São João e São Pedro
Há de nos abençoar.

O que eu vou levar pra minha casa

Depois de passado meu tempo, quando na lista infindável dos dias impressos no calendário já não houver junhos para mim, de volta pra casa vou levar sem arrependimentos:
Muitos sorrisos que dei. Algumas risadas esparramadas nas conversas com minha mãe; detalhes do olhar que meu pai tinha sobre tudo; os laços que tenho atados aos meus irmãos; muitas músicas; a surpresa diante de qualquer pássaro. Diante de qualquer beleza que voa; o silêncio diante das belezas – que sempre foram minhas mais indescritíveis preces.
Vou levar alguns sábados à tarde, e algumas sextas-feiras inesquecíveis. E a lua.
Vou levar muitos textos que amei; as cores das flores e do céu. Vou levar pedaços bem grandes dos outonos e suas luzes mágicas. Vou levar meus amigos, tios e tias, primos e primas e minhas histórias de infância. Vou levar meu amor incondicional pelas árvores e pelo que há de mais pequeno e verde. Vou levar as pequeninas flores do campo e sua singeleza coberta de manhãs.
Vou levar minhas meninas margaridas, porque sem elas nenhum lugar será completo. Vou levar o que tenho sido e o que não consegui ser. Vou levar meus meninos – a filha e o filho que criei. Vou levar o barulho das águas que habitam o mundo das mais variadas formas até chegarem ao lugar em que, juntas, se chamam mar.
E do mar vou levar o cheiro. E vou levar as palavras, porque sem elas não há salvação.
Vou entregá-las a Deus e deixar que Ele escreva em mim o último, o derradeiro, o mais perfeito poema.
E que, assim, eu possa ver a verdade – que a morte é simplesmente o jeito que Deus tem de nos fazer poesia.

Mudemos o assunto:
O mistério sem providência,
cobram imposto
sobre a alegria.
Sou caçado, torturado e preso!
Por só negar tristeza!

Raízes

Estou de volta pra casa
Estou de volta a meu lar
A vida aqui tem sentido
Aqui é que é meu lugar

Oxum passeia na praça
Xangô conversa no bar
Hoje de volta pra casa
Convivo com os Orixás

Estou de volta pra casa
Aqui tudo é natural
Té felicidade é fruto
Que se consegue alcançar

Enfim reencontro a fonte
Donde axé jorrando está
Estou de volta pra casa
Estou de volta a meu lar
A vida aqui tem sentido
Aqui é que é meu lugar

Aqui tem congada samba
Batuque pra se dançar
Tem mulheres lindas lindas
Lindas feito Iemanjá
Mulheres de largas ancas
E doce encanto no olhar

Estou de volta pra casa
Estou de volta a meu lar
A vida aqui tem sentido
Aqui é que é meu lugar

Agora livre de abismo
Livre pássaro a voar
Aqui tenho vida plena
Com a benção dos Orixás

Estou de volta pra casa
Estou de volta a meu lar
Hoje vivo como vive
Caracol no meu quintal

Casa desarrumada
Pior que uma casa desarrumada é não ter um lar.
Não quero desarrumar nada, só digo uma coisa:
A alegria de viver é o que importa!
Ser alegre, mais que tudo, é saber que a casa não tem dono.
O dono? É tudo que enche de vida:
a chama no fogão, aquecendo o leite;
a cadeira de balanço ressuscitando lembranças;
os livros na estante provocando a beleza das ideias;
o amor prestes a acontecer no embalo de uma valsa;
o assoalho da sala sem brilho mostrando o movimento de gente;
o rosto alegre de um cão que, pela idade avançada silenciou o latido;
a doce voz de uma mulher reclamando "amor".
Uma casa de cheia de poucos amigos.
Desarrumada, assim como minhas certezas, é minha casa.

⁠A casa da vovó e do vovô.
Quando aqui chegar, encontrarás um harmonioso lar, terás conforto, carinho e muito amor. As portas do coração se abrirão para recebê-lo.
Nosso lar é construído com a cal do afeto, com os tijolos da harmonia e com o cimento da paz.
As portas estarão sempre abertas...
Aqui encontrará carinho, fraternidade e respeito;
Sentirá pureza D'alma;
Receberá o abraço com um laço de ternura;
Aqui terá brincadeiras livres e sem culpa;
Aqui poderá pedir a comida ao seu gosto;
Aqui poderá saborear as frutas, apanhando-as;
Poderá subir na árvore e colher a fruta mais gostosa;
Comerá bolo de chocolate, roscas, biscoitos e pão de queijo;
Comerá pamonha, mingau e milho assado;
À tardinha, comerá pipoca, pé de moleque e doce de leite;
Beberá o leite da vaquinha Mimosa;
Comerá o ovo da galinha pintadinha;
Ouvirá o cantar de seriemas e saracuras;
Poderá pescar no riacho;
Cavalgará no cavalinho Chuvisco;
Dará comida aos pombos, perus, angolas e galinhas;
Sentirá livre ao correr no gramado do grande quintal;
Acordará com a alegria do cantar do galo e dos passarinhos;
Aqui terá o conforto da liberdade;
Aqui terá a presença de Deus;
Seja bem-vindo meu querido neto! ...
Élcio José Martins

Casa da Vovó

Minha avó era exatamente o que se esperam de uma avó, bem tradicional. Cabelos totalmente brancos, ancas largas e usava avental. A casa dela tinha tudo o que não tinha na minha casa, nem nas casas das minhas tias, sei lá, era só um lote típico da grande BHte dos anos setenta. Trezentos e sessenta metros de área, mas tinha tanta árvore frutífera que parecia uma chácara fincada na Cidade Industrial. Manga Ubá, cana, figo, uva, abacate, pitanga, limão, laranja, frutas e mais frutas que davam o ano inteiro. Cada fruta em seu tempo próprio faziam o lote ser um paraíso para mim, meus irmãos e meus primos.

Minha avó jamais brigava conosco quando nossos brinquedos eram suas coleções de moedas antigas, ou os trotes ao telefone que só lá tinha. Quando eu estava lá sozinho, brincava com os cães do meu tio ou me estirava no sofá que parecia tão gigante na frente da TV. O café da minha tia... Humm que delícia de café!

Minha mãe se tornou avó como minha avó. Cabelos brancos, ancas largas e eventualmente um avental. Um "fubá suado" como nunca mais experimentei. Ver meus filhos e meus sobrinhos brincando pela casa, subindo na laje, descendo o morrinho do portão, voltando em bando para comer o bolinho de chuva com recheio especial... Ontem fez um mês que elas se reencontraram na casa nova...

⁠Desde muitos anos
a humanidade
detém o conceito
"namora para casar",
e com o tempoesqueceu,
dos valoresque existem em
"casar é namorar
pra sempre".

RECIBO UM QUATRO QUATRO


Em dias tristes lembro-me daquela mãe:
O brilho no olhar
O coração apertado
A boca seca lambendo o sal
O pesar de não ter podido ir além.

Cinco bocas;
Cinco vidas;
Cinco histórias;
Cinco futuros;
Uma só certeza.

Tanta gana
Tanta esperança
Falta quase tudo!
Falta esperança.
Mas, não falta gana.

Lutando se esquece momentaneamente dos problemas
Algumas horas com a família
Alguns momentos com os amigos
Uns poucos segundos de felicidade
Uma vida inteira de necessidade e privação.

Sozinha, os sábados são intermináveis
É acometida pela tristeza
Momento de reflexão cruel.
Como se já não tivesse sofrido o bastante!
Ainda se martiriza, como pode?

Chega o domingo:
A esperança se renova
Crianças correm brincam se mostram
A mãe se esconde se perde se acha.
E esse brilho no olhar!

Olhar de quem protege
De quem cuida
De quem ilumina caminhos
Olhar cansado da vida inteira
Olhar cego a si mesmo.

O coração está trancado
Um paredão se ergueu
O frio das geleiras se instalou
Amar não é mais possível
O coração agoniza.

E de repente mãe!
Forte, triste, só;
Independente, feliz, solitária...
Pronta para tornar sua prole digna.