Poema água
Lamento
Como a agua lisa de uma praia cercada por ilhas
A calmaria dentro de mim me assombra
Poesias vem e vão em pilhas
No silêncio vazio das sombras
Imaginações , soluções , parecem ter me sido arrancada
A alma quase desfalece no desespero
Cicatrizes abertas , atadura tirada
Lutando ferozmente , cortado pelo medo
De onde vem esse mal senão de mim
A natureza humana e infantil e imatura
Metade da vida vc aprende sim
A outra metade você se cura
A vida quando vazia não te oferece muito senão tristeza
Qual o sentido de prolongar os dias na turvez desses pensamentos
Coração escravizado tirou me toda beleza
Restando apenas o lamento
༺༻
A água
Ela corre
Da nascente
Livremente vai
Passando o riacho
Chegando ao rio
Livre sempre
Até encontrar
Quem queira
Sem direito
A água dominar
Seja o mar
Que sua bravura
Sempre quer controlar
Seja a torneira
Da bica
Ou da fonte
Tendo pior situação
Quando a água se depara
Com comportas
Tanques e químicos
Que a vão transformar
Para limpa e pura
Dizem a razão ser
Para quando a nós
A nossa torneira
Cansada esta
Mais tarde chegar
༺༻
Tc.26042024/74
Sentia sede
Bebia agua
Mas a sede não parava
Sentia força
E sonolência
Sentia fome
Mas passava
Pensava distante
Só que sobre o nada
Sentia cansaço
Mas n dormia
Fechava os olhos
Mas logo os abria
Preparava o café
e não comia
Olhava para longe
e nada havia
Pensava distante
Mas não era sobre a vida
Era como ressaca
Sem alcool
Sem nada
Olho cansado
Pele seca
Olho cansado
Pálpebra seca
Olho morto
Pele seca
Lá estava minha agua
Na mesa
E Apenas a tarefa
Que eu havia de terminar
Que ruminava na minha cabeça
Na qual eu havia de não-procrastinar
lagrimas
seus olhos esbugalhados
lacrimejam água salgada.
e seu psicológico abalado, te deixa uma dor incomparável,
tornando a dor física algo inferior.
o ser humano chora por vários motivos
a mente, te deixa inútil.
e seus pensamentos ativos mais ainda.
pois a única coisa que lágrimas demonstram são fraqueza.
é como esvaziar suas impurezas.
quem ou o quê? te faz chorar.
lagrimas caem dos seus olhos
e deslizam sobre sua pele
você se cobre de culpa
e se bombardeia com perguntas.
porém, ainda não consegue falar.
e mais uma vez
"sua mente mente pra si mesmo".
Sou brisa leve, mas saliente
Permeada por gotículas de água
Que hidratam o ambiente
Dispersando a luz em prisma
E também sou vendaval,
Com gotas frias e dolorosas,
Que remexe o material e imaterial,
Bagunçando a _eco_ por cisma
Mas nem todo temporal
Vem pra atrapalhar sua vida
Alguns limpam caminhos
Revelando como a brisa é colorida
Velejando ao mar aberto,
Tempestade em copo de água,
Ó copo frágil e forte,
Na verdade sempre esteve vazio.
Se eu beber um copo de água eu não mato a SEDE do OUTRO.
O mesmo vale para a SEDE de VIVER
cada um é RESPONSÁVEL por BUSCAR suas REALIZAÇÕES.
• Ilumine-se •
Diga não a dengue
Sempre tenha muito cuidado,
Meu caro amigo cidadão.
E com água limpa e parada,
Tenha o máximo de atenção.
Pois pode ser um criadouro,
De um tal mosquito espertalhão.
Chamado Aedes aegypti,
É difícil pronunciar.
Mas pra combatê-lo não é,
Basta você colaborar.
E com as medidas corretas,
Da dengue iremos nos livrar.
Escolha um dia da semana
Pra inspecionar seu quintal,
Eliminando os criadouros,
E acabando com esse mal.
Vamos dizer para o mosquito,
Que chegou a hora de dar tchau.
Sejam garrafas, pneus, lixos,
Ajude-nos população,
E com nós profissionais,
Vamos fazer um mutirão,
E todos juntos contra a dengue,
Para o bem da nossa nação.
O Diálogo Eterno
No princípio, Thales contemplou o mar,
"tudo é água", o mundo a flutuar.
Parmênides contestou, com ousadia:
"o ser é imutável, a mudança é utopia."
Heráclito, no fluxo, ergueu sua voz:
"tudo flui, nada permanece em nós."
Platão buscou o ideal, além da visão,
"o mundo das ideias é a perfeição."
Aristóteles, atento, fez sua objeção:
"o real é a substância, a causa e a ação."
Santo Agostinho, em prece, refletiu:
"amo-te, verdade, tardia, mas foste o que insistiu."
São Tomás, da razão e fé defensor,
clamou: "a causa primeira é o Criador."
Maquiavel, ao poder fez seu louvor:
"o fim justifica os meios", disse com ardor.
Descartes duvidou, firme em sua missão:
"penso, logo existo" — a base da razão.
Locke, na tábula rasa, escreveu o saber:
"somos moldados pela vida e o aprender."
Schopenhauer lamentou, com profundo pesar:
"o mundo é vontade que nos faz penar."
Kant, do dever, trouxe nova lição:
"age como lei universal tua ação."
Hegel viu o mundo em dialética erguido:
"tese e antítese, o real é um tecido."
Nietzsche, no eco, um desafio deixou:
"torna-te quem és" — assim ele ensinou.
Beauvoir, na igualdade, desafiou o viver:
"não se nasce mulher, torna-se ao crescer."
E Sócrates, sereno, em sua ironia,
deixou: "só sei que nada sei," como guia.
E assim, no ciclo, a filosofia caminha,
do eterno perguntar ao que nos aninha.
No fim, todos juntos, num coro a ensinar,
que pensar é existir e, no existir, amar.
GinoPedro
Serei eu a sombra de um passado gasto,
Um rosto desfocado na água turva do tempo?
Serei eu o vidro de um amanhã incerto,
Baço e quebradiço, perdido no vento?
Ou serei apenas a sombra de agora,
Projectada num vidro que mal se sustenta,
Um lampejo que nasce, respira e se evapora,
Como um reflexo que o silêncio fragmenta?
Sou eu a sombra ou sou o espelho?
Sou o que se parte ou o brilho que ensejo?
Suspiro um vago grito mudo
mudo para tons de verde seco
seco ao sol est'água ardente
aguardente que bebo dum trago
Trago comigo um estômago farto
farto de sentir este cheiro
cheiro novamente o velho cravo
cravo as unhas no cimento
Cimento ideias dispersas em fumo
fumo um cigarro no silêncio
silencio vozes no caminho
caminho vazias as ruas do reino
Reino tudo num brinco
brinco às palavras neste espeto
espeto tudo bem fundo
fundo amarguras em desejo
Desejo alcançar o brilho
brilho entre períodos de sufoco
sufoco sentidos virados a Este
este é o meu ponto num conto
Conto lentamente as pedras do rio
rio às gargalhadas num suspiro
Suspiro um vago grito mudo
Eu me lembro que quando chegávamos na casa de
meu avô paterno, ele gritava:
— Põe água no feijão, Maria!
Era aquele pingo de carne na panela, mas com a
mistura do caldo do feijão, arroz e da farinha sempre
aumentava. E era muito bom.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
No rio corrente não se toca na mesma água duas vezes, na vida, há oportunidades que só chegam uma vez, capacite-se para quando a oportunidade cruzar, te encontrar preparado/a para o propósito.
Encontre a sua melhor versão
Me identifico com um vaso de barro, desses de armazenar água, depois de cair e quebrar em vários pedaços.
Tentei me colar mas fiquei craquelada, contudo ainda consigo armazenar água fresquinha.
Tem momentos que escapa água pelas fissuras e isto dói.
Porém entendo que cada pedacinho faz parte do todo que me tornei.
Como a Água
A raiva é de muitos, querem te derrubar,
Tentam armar queda, fazem de tudo pra te parar.
Mas você firme, não cede, não cai,
Segue em frente, com a alma em paz.
Calmo como a água que desce o riacho,
Mesmo se bate na pedra, não perde o compasso.
Ela contorna, segue o seu rumo,
Ensina que ser calmo é o melhor escudo.
Não nos abalamos com quem traz maldade,
Nosso foco é viver com intensidade.
Crescendo na vida, no dia a dia,
Na luta, no sonho, na profissão e na poesia.
Que venham os ventos, a inveja, o rancor,
Seguimos com fé, com verdade e amor.
Pois quem planta a paz, colhe sabedoria,
E floresce na alma com luz todo dia.
Perfeito!
"A saudade é como a água: na medida certa, nutre; em excesso ou falta, machuca. O amor, porém, é o rio onde os sonhos se banham sem medo."
aqui no fundo do mar, em sombria água
busquei redenção como náufrago fantasma
para sempre vivendo nos versos esquecidos
na escuridão do fundo do mar em um livro
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
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