Poema a Morte das Casas de Ouro Preto
Corpo marcado
Meu corpo está marcado
Marcas que o tempo não irá apagar
Mas nenhuma delas, diz tanto como o seu olhar.
Meu corpo está marcado
Pelo sentimento dos teus lábios
Pelo dedilhar dos teus desejos
Pelo simples fato de nos amar.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Te beijo
Se eu te beijar
Gostaria que não dissesse nada
Mas que me dissesse tudo no olhar
Pois te levo comigo na madrugada
Nos lábios que se entrelaçam
Nossos corpos suados
Enfim chegaram
No ápice dos desejos.
Despertamos o sentimento
Que palpita incansavelmente
Dentro do nosso peito
Pois o desejo é eminente
Me deixando atento
Para este momento indecente.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Atualmente, estamos imersos em uma cultura hedonista que prioriza o prazer imediato e a busca constante por parceiros mais atraentes ou sexualmente gratificantes. Nessa dinâmica, as relações tendem a ser superficiais e fugazes, causando maior separação, sofrimento e perda emocional.
Além disso, somos pressionados por ideais de perfeição estética, onde a ênfase no aspecto físico e financeiro sobrepõe-se à ética e aos valores morais.
Essa valorização do belo em detrimento do bom reflete os desafios enfrentados na atualidade em relação às relações afetivas e aos padrões sociais.
Observando a relação de prostituição entre empregados e chefes, percebemos claramente a eficácia do micropoder numa instituição.
O sistema de promoção e hierarquia é fundamental na organização dentro da lógica capitalista.
As vezes estamos em rota de colisão e apenas não sabemos. Seja por acidente ou por destino, não há mais nada que possamos fazer.
A harmonia do corpo e da alma... Nós, na nossa cegueira, separamos estas duas coisas para inventar um realismo vulgar e uma idealidade vazia!
De qualquer maneira até que achei bom eles terem inventado a bomba atômica. se houver outra guerra, vou sentar bem em cima da droga da bomba. Vou me apresentar como voluntário para fazer isso, juro por Deus que vou.
Não me importo com padrões. Os princípios da normalidade são estabelecidos por homens anormais, capitalistas, corrompidos e inconstantes.
É perceber que talvez amar seja outra coisa. É sentir-se leve e livre. É saber que o coração dos outros não lhe é devido, não lhe pertence, não lhe cabe por contrato. A cada dia você deve merecê-lo. E dizê-lo. E dizer a ele. E compreender pelas respostas que talvez seja necessário mudar. É necessário mudar. É necessário ir embora pra reencontrar o caminho. Fabio que me olha bravo, de pé diante do portão.
E diz que não, que estou errada, que somos felizes juntos. Agarra meu braço e aperta com força. Porque, quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as mãos e espera assim prender também seu coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê. E Fabio vai embora dizendo você vai me pagar, mas o amor não é divida a ser liquidada, não dá créditos, não aceita descontos.
“As pessoas sempre estão pensando que alguma coisa é totalmente verdadeira. Eu nem ligo, mas tem horas que fico chateado quando alguém vem dizer para me comportar como um rapaz da minha idade. Outras vezes, me comporto como se fosse bem mais velho – no duro – mas aí ninguém repara. Ninguém nunca repara em coisa alguma.”
“Amar não é para qualquer pessoa. Amar é um mistério revelado apenas para quem aprende a morrer para si e viver para outro.”
Houve um tempo em que o mundo era tão jovem, que o nascer do sol ainda não existia. Porém, mesmo assim havia luz.
As pessoas sempre batem palmas pelas coisas erradas. Se eu fosse pianista, ia tocar dentro de um armário.
Uma montanha é como uma pessoa. É uma história longa e cambiante feita de incontáveis pedacinhos.
Admiro quem pode ver o mistério das coisas, quem, da simplicidade do que é, consegue antever a beleza do que poderia ser.
Madura emocionalmente, mas uma eterna criança pronta a perdoar, amar a vida e as pessoas em suas diferenças.
