Podia ser Pior

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A verdade pode ser interessante, mas não é indispensável.

Maravilhoso é o poder que pode ser exercido, quase inconscientemente, sobre uma empresa, ou um indivíduo, ou mesmo sobre uma multidão, por uma pessoa de boa índole, boa digestão, bom intelecto e bom aspecto.

Mergulha, sem limites, no espanto e na estupefacção; deste modo podes ser sem limites, assim podes ser infinitamente.

O ser, o ter e o fazer são como triângulo, no qual cada lado serve de apoio para os demais. Não há conflito entre eles.

O desejo transforma o ser de que nos aproximamos num monstro que não se parece com ele.

Mais vale ser-se parvo do que morto.

A vida é uma coisa muito complicada. E toda a questão de ser ou de não ser consiste em encontrar-se nesta confusão.

É mais fácil ser-se amante que marido, pela simples razão de que é mais difícil ter espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de quando em quando.

A felicidade é como o sol, e a sombra tem de ser, para que o ser humano se sinta bem.

O que deve ser globalizado é a civilização, não o capital.

A vida é pobre demais para não ser também imortal.

Pois bem, que é que o autor coloca nos seus livros? O que ele não é e gostaria de ser, como nos sonhos. Os livros são desejos recalcados, atos falhos.

Não existe prazer que não diminua ao ser conhecido.

O papel do marido atraiçoado continuará a ser ridículo até o dia em que a sociedade reconhecer que a honra é uma propriedade como qualquer outra, e que, roubado esse património, o desprezo, como punição do delito, deve cair não no que sofre, mas sim no que perpetrou o roubo.

Pode-se ser justo, se não se é humano.

Um versificador não considera ninguém digno de ser juiz dos seus versos; se alguém não faz versos, não sabe nada do assunto; se faz, é seu rival.

É simples: se Deus existe, eu serei a primeira a ser informada.

Posso nunca ter sido (...), por conseguinte não sou um ser necessário.

Toda a dor deseja ser contemplada, ou então não será sentida.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Propos sur le bonheur, J. Fabre, 1925

Quem tenta convencer uma multidão de que ela não está a ser tão bem governada como deveria ser, nunca deixará de ter ouvintes atentos e favoráveis.