Pior
O que é pior, viver numa mentira que te faça sentir bem ou ter que encarar a verdade, por mais cruel que ela seja?
A religião faz a morte parecer mais preciosa que a vida.
O pior é que tem muita gente que acredita.
A pior pandemia do Brasil é a CORRUPÇÃO Primária, Secundária, Graduada, que começa na A e termina na E.
O que seria pior, amar e não ser amado ou amar ser amado e não poder viver esse amor, sem nada ou ninguém a atrapalhar a não ser o fato de que as partes em questão, os ditos apaixonados não se dão, não se acertam e não se aceitam.
Um atribuindo ao outro responsabilidades, indicando supostos defeitos, inculpando, incriminando, achando isso ou aquilo, denunciam sua própria arrogância apontando ao outro, evidenciando ainda mais a sua soberba e orgulho, sem falar na prepotência, autoritarismo, cargas e cargas de críticas e por aí vai.
Os dois tem de tudo isso um pouco, mas apontar, criticar, brigar não muda o outro, o que muda é o tempo, a tolerância e a convivência em respeito.
São muitas bobagens que até esquecem os momentos bons e as coisas que realmente importam, como o valor da paciência a grandeza do perdão e a soberania do amor .
Fico a pensar no futuro, não hoje, amanhã ou mês que vem, mas sim naquele futuro em que as pessoas param para pensar no que poderiam ter feito na vida e não fizeram por orgulho, besteiras, usos e costumes, por não aceitar o outro como realmente é, por não acreditar no que realmente importa, o sentimento. E nesta hora vão se lembrar e então, parados sentados em uma cadeira confortável em suas varandas, sozinhos, cada um em algum lugar do mundo, vão pensar e talvez até dizer em voz baixa; O que eu fiz do amor, porque não aproveitei aquele momento? O que aconteceu na verdade? Fecham os olhos por alguns instantes e não conseguem se lembrar o que foi, e não se lembram, por que o que é motivo para afastar uma pessoa da outra hoje não fará sentido amanhã, pois, não terão valor futuramente, atitudes e insultos que impedem as pessoas de se aceitarem, que as fazem vulneráveis, machucando e golpeando um ao outro sempre e sem dó, nesta hora será irrelevante e o que agora é tão difícil de suportar ou ceder, lá descobrimos que poderíamos suportar muito mais pra alcançar e viver o que se perdeu, só pra não ter a dor de não saber como teria sido se tivesse cedido um pouco mais, se tivesse lutado um pouco mais, se tivesse se calado, assumido culpas, pedido perdão. Então é aqui que coloco a interrogação, o que é melhor? Amar e não ser amado, amar ser amado e não viver esse amor? Não é difícil responder o que penso sobre isso, o que entendo dessas coisas.
Como escritora, analisando a situação, sem vínculo algum com os personagens em questão, os quais estão a ignorar sua oportunidade de felicidade prendendo-se ao egoísmo sem nenhuma chance de trégua ou rendimento ao amor verdadeiro, e assim, deixam passar a única ou talvez a última chance de suas vidas de viver um para o outro e os dois para uma relação de conquista, conhecimento, amor e respeito mútuo. Então...
Penso que tudo isso é vaidade.
E a idade vai e com ela as possibilidades.
E lá, na linha do horizonte quando já se foi a idade.
A Birra acabou, a solidão incomoda só ficou a saudade.
E reaver o que perdeu, não é impossível, mas é raridade!
DEMOCRACIA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
A pior ditadura
é justamente
o regime risonho
e obscuro
que domina e saqueia
democraticamente
o nosso sonho
de futuro.
Pior que um sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir.
Peço perdão ao autor por não mencioná-lo, mas agradeço por ter cravado essas palavras em meu coração! O meu momento é de profunda dor, mas ainda assim sou capaz de agradecer a dádiva da vida que trouxe até hoje razões para lutar. Ainda que o melhor seja entregar o jogo antes do final, não tenho esse direito.
Eu estava em busca de um amor para a vida toda, mas encontrei a pior de todas as dores; o amor não correspondido.
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
Nota: Trecho de "Quase" de Sarah Westphal
Gostaria que tivesse alguém que conhecesse o meu pior lado e ainda assim me amasse.
(Patrick Jane)
Triste amar intensamente uma pessoa que você não queria amar.
Pior ainda, é saber que a pessoa não te ama, mas você não consegue deixá-lo ir.
De todos os seus descaramentos, o pior é defender as suas amiguinhas, enquanto eu não tenho defesa alguma. Como se nem você e nem elas tivessem sido levianos nessa relação.
Vejo muitos casos crônicos de ORGULHO. Tipo tô na pior, mas vou manter a cabeça virada pra cima. Ou nunca me arrependo do que faço. Uma novidade pra você. Meu orgulho foi enterrado há muito tempo e eu me arrependo todos os dias de todos os erros que cometi e ainda cometo. Única coisa que espero nessa vida é o perdão de Deus e a misericórdia para mim e meu filho.
Emília Bôto
O Silêncio Entre Dois
A pior solidão não é estar sozinho.
É dormir ao lado de alguém que já foi amor e perceber que, entre os dois, agora existe apenas silêncio.
O silêncio em um relacionamento não é ausência de som; é um muro de concreto erguido tijolo por tijolo. Quando um dos dois escolhe se calar, não está apenas guardando palavras, está retirando o oxigênio da relação.
O silêncio não chega de repente. Ele se instala aos poucos, como uma neblina que invade a casa sem que ninguém perceba exatamente quando tudo deixou de ser claro.
No começo são pequenas pausas, respostas curtas, olhares que se desviam. Depois vêm os dias em que as palavras parecem pesadas demais para serem ditas. E então o silêncio passa a ocupar todos os espaços.
O corpo fala, um ditado antigo, repetido tantas vezes, mas que revela a verdade que as palavras tentam esconder. Basta olhar para a cama no fim do dia. Antes havia dois corpos agarrados, entrelaçados, dividindo calor e sonhos como se o mundo lá fora não existisse.
Agora cada um ocupa o seu lado, como se um oceano invisível tivesse surgido entre os dois.
O toque que antes era espontâneo agora parece evitado. Um vira para um lado, o outro para o outro. E naquele pequeno gesto silencioso existe uma distância maior do que qualquer discussão.
Nesse cenário, o silêncio se torna ensurdecedor porque ecoa todas as inseguranças de quem ficou do outro lado do muro. Cada porta fechada com mais força, cada olhar que evita encontro, cada resposta monossilábica parece carregar uma mensagem que ninguém teve coragem de dizer em voz alta.
É nesse momento que nasce aquela sensação difícil de explicar. Primeiro uma leve impressão de que algo mudou. Depois uma suspeita persistente que se instala no peito. E por fim a dor da quase certeza de que talvez exista outra pessoa ocupando um espaço que antes era seu.
E como dói essa possibilidade.
Não é apenas o medo da traição. É a sensação de estar sendo lentamente apagado da própria história, como se aquilo que foi construído a dois estivesse sendo substituído sem aviso, sem explicação, sem despedida.
Para quem recebe esse silêncio, o que resta é um cansaço profundo. Existe uma vontade desesperada de reagir, de sacudir o outro, de exigir uma explicação ou até mesmo um ponto final. Mas o silêncio prolongado drena a energia. Ele esgota até a capacidade de brigar.
Então você se vê preso em uma paralisia estranha: acompanhado, mas profundamente só. Dividindo o mesmo teto, a mesma cama, a mesma rotina, e ainda assim sentindo-se como o ser mais solitário do mundo.
É o luto de uma pessoa viva.
Eu já passei por isso. E não morri.
“Ninguém morre por amor”, eles dizem.
Talvez seja verdade.
Mas alguns amores não nos matam, apenas nos deixam vivos demais para esquecer.
Ser desprezado é pior que qualquer ofensa, ser ignorado é pior que qualquer tapa na cara. Se amar é não aceitar nada disso. Se amar é saber que merece mais, mesmo que aquele a quem tanto te despreza e ignora seja o amor da sua vida.
O pior de tudo é acordar e não sentir vontade de ter acordado, parece que quando acordo estou entrando em um pesadelo e só saio dele quando volto a dormir.
