Pétalas
Se somos feitos de palha, se somos feitos de pétalas: ambas o tempo levará. Mas o destino para o qual irão só Deus saberá.
Há cartas que nunca enviei porque não queria ferir. Elas ficaram como pétalas secas no balcão. De vez em quando revisito o antigo tecido das palavras. Algumas nunca deviam ter nascido, outras curam. E escrever sem enviar é um jeito de entender o próprio nó.
Foi no outono que os ventos sinuosos do destino desfolharam minhas pétalas, mas foi na primavera que a esperança ao me alcançar me fez recuperar todas as flores.
Amar em Deus é crescer em silêncio, assim como flores na primavera, as pétalas um dia irão perecer, mas antes serão um lindo jardim a inebriar com vigor todos os caminhos e virtudes que para sempre ficarão e onde meu coração escolher habitar
Procuro uma rosa
Retiro as pétalas de uma rosa
Pra saber do meu amor,
Ela me ama...
Ela não me ama...
Ela me ama...
Ela não me ama...
Procuro uma rosa pra mudar o meu destino,
Ela não me ama...
Estou pensando em minha amada em cada pétala que eu arranco,
Enquanto eu aguardo em silêncio o tempo de sua chegada.
“Ela me ama...”.
E aqui estando, será ela a dona do meu coração.
Edney Valentim Araújo
Felicidades: O Segredo que Mora na Flor
Passamos por jardins sem ver as pétalas. Olhamos para o céu sem notar as nuances das nuvens. A pressa nos cega para as maiores riquezas do mundo. A verdadeira felicidade exige atenção plena; ela mora na capacidade de desacelerar o passo para contemplar a delicadeza de uma flor que desabrocha no concreto, indiferente ao caos ao redor.
O eu lírico está morto...
Suas frases se foram feita as pétalas murchas...
As velas consumidas pelo fogo em lágrimas se acabou...
Ironia torna-se evidência dos fatos mortos.
Ninguém ousa falar pois silêncio grita.
A polarização da palavra se mostra um detalhe do mundo pujante que floresce suas pétalas em conflitos os espinhos
No profundo da essência os olhos cheios de lágrimas escorrem um rio de sangue...
Se fossem pétalas
E se fossem pétalas
Todos os beijos que te dei
Acordarias sempre
Em manhãs primaveris.
Caiam sobre nós as pétalas
da chuva-de-ouro nativa,
Não podemos negar
que do pensamento um
do outro a gente habita,
Nós temos o tom certo
que afina o coração um
do outro do jeito que ninguém
nesta terra sequer imagina,
Estamos certos que não
tem nada a ver com fantasia.
Não há jogo da conquista,
porque o mundo é nosso!
Tudo em nós nos alinha
com grandeza magnífica.
Estão reservados o seu ser,
o seu querer e a vontade
que sussurrada irá dizer
"Que o seu equilíbrio magnífico
está em vir a me pertencer";
Eu sei que sou com todas
as grandezas a sua mulher.
Não é preciso o inverno cessar,
porque sabemos o que queremos,
Sem subterfúgios e sem adereços,
só pertencemos a nós mesmos.
Agosto acenou para mim
com pétalas de Ipê-amarelo
logo que saí de casa cedo,
o quanto ainda te espero
foi o que carreguei comigo.
Não nego que aos quatro
ventos sussurei o meu desejo,
Mesmo sentindo a mudança
de estação no corpo
a cada cinco minutos;
Do jeito que você virá não
tenho nenhum receio,
porque virá para mim inteiro.
O Sol que ainda estava
meio desgosto por aqui
na minha cidade de Rodeio,
fiz dele o meu intercessor
para que me guie pelo teu
bonito caminho de amor.
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
Ah o amor
As petalas em flor
A agua do mar
O brilho do luar
Ah o amor
O pomar dos jardins
O pulsar do coração
O sublime perdão
Ah o amor
O cantar dos passaros
O barulho da chuva
O por do sol
Ah o amor
O abraço apertado
O andar de mãos dadas
O andar entre as flores
Ah o amor
O beijo com sabor
O amar sem medo
Amor em segredo
Na estação certa, as pétalas, ansiosas por luz, desabrocham, desvelando a verdadeira beleza oculta, que apenas no ato de coragem de florescer acontece.
Raízes firmes na terra, contra o vento a lutar, o inverno rigoroso, o desafio a enfrentar, mas na primavera, voltam a se levantar.
O orvalho da manhã, lágrimas de alegria, reflete o brilho da nova luz do dia.
As flores, resilientes, não temem a dor, pois cada cicatriz é um traço de amor.
E assim, entre espinhos e suaves fragrâncias, elas nos ensinam com suas elegâncias, que a beleza da vida está em continuar.
Foi como se cada pétala fosse um poema escrito pelo vento, contando a história de resiliência no tempo.
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