Pessoas Solitárias
Sem lugar, solitários e invisíveis...
Idosos nos ensinam que não merecem ser esquecidos, possuem e nos oferecem generosamente a totalidade de seus saberes, contudo, em sua maioria, perecem silenciosamente em vida.
Nossa sociedade é impiedosa e cruel para com os idosos anônimos, sem imagem, sem cor, sem identidade, sem lugar e sem memória.
Experiências e ensinamentos dos idosos, disponíveis e inaudíveis, nos permitem olhar para o espelho de quem somos e dos nossos medos de como não gostaríamos de terminar esta vida, solitários e invisíveis.
Pastores não andam em bando e não cuidam de si mesmo mais do que do rebanho, são solitários. Desconfie dos bandos de pastores, pode ser uma alcateia e dos que exigem toda atenção e honra, podem ser mercenários;
A madrugada é Uma solitária Estrada, onde os Solitários amam o Silêncio e não Temem a Escuridão...jfc
Somos apenas seres solitários
Vivendo em um mundo de mentiras
Que nos força a criar ilusões, para podermos sobreviver no dia a dia.
Sem nos contentar com o que o mundo venho a se tornar, nada mais pode nos amparar, somos os únicos culpados por fazer a terra sangrar.
A ganância nos consome, e aos poucos, o amor some.
Mentira vai, mentira vem,
Fingimos acreditar, fingimos nos contentar, porque a mentira dói menos que a verdade.
Essa é a nossa cruel realidade.
A vida ensina que somos solitários, mas passamos a vida tentando não ser, procurando sempre alguém para preencher o vazio que carregamos.
Há quem não se importe com o silêncio da multidão e, muito menos, com o barulho dos solitários. Difícil é saber se é por serem vãs ou sãs.
O mundo de hoje faz com que muitos de nós, sintam-se solitários, mesmo com toda a parafernália que nos rodeia e todas as pessoas que simplesmente nos ignoram por não agirmos da mesma forma que elas...
Quantos passaram por sua vida só de passagem? Perceba que no fundo somos solitários cercados de multidões que passam por nossas vidas, deixando apenas as lembranças, os momentos. Cuide a cada minuto para sua passagem seja pura, cheia de momentos felizes.
Sentado na praça
Os solitários sentam na praça sozinhos com seus pensamentos a deriva, naufragados no mar de problemas e amargurados pelas feridas do passado. Eu, sentado a praça observo cada um, há vários como eu, náufragos, procurando por salvação, mas sempre que eles escrevem S.O.S, estão sempre a afundar em sua solidão, porque a salvação de um solitário é sua própria reflexão.
Uma pitada literária
Sempre me impressionaram os personagens solitários. Talvez, pelas construções linguísticas das narrativas, ora em primeira pessoa, ora em terceira. Principalmente, pela técnica do discurso indireto livre. O protagonista epiléptico, por exemplo, do conto "Piquenique", de Moacyr Scliar, é absurdamente grande na minha mente.
Procuro namorada que me traga sorrisos nos dias tristes e que seja companhia nos dias solitários. Que aceite dividir lanches, trocar mensagens bregas e ver filmes comigo. Minha futura namorada, quero dividir cada dia do resto da minha vida com você.
Todos que são solitários são poetas, dentro de si, dentre os poucos que tiram o ser de dentro, há belas poesias.
Fechei meus olhos
Por quê os bosques se tornam mais sombrios e solitários quando a noite chega?
Por quê ninguém se importa?
Os bosques são maiores a noite,
São maiores e vazios,
Essa sensação de expansão, um vazio q pede pra ser explorado,
A liberdade pode significar decisões,
Sentada na neve eu só consigo existir,
Agora me levantei e estou a chuta-la, neve branca, até parecem minhas lágrimas,
Andando pelo bosque, pensei que talvez pudesse ser feliz,
Estava enganada......
Abri a porta de casa, não havia ninguém lá dentro, ninguém, ninguém se importava, todos haviam me abandonado....
Olhando pro espelho já não me via, joguei tudo no chão, quebrei tudo, dancei em cima dos vidros quebrados, já não me importava com o sangue escorrendo,
Correndo de volta para o bosque, pegadas de sangue eram deixadas pra trás, era meu sinal, sinal que eu havia estado com vida, até aquele momento, sangue representa vida e eu estava viva, o penhasco no fim do bosque me chamava, eu fui ao seu encontro, dançando, enquanto meu sangue caia pela neve, bosque escuro, frio, vazio, música para meus ouvidos, eu já estava morta e não sabia, eu havia morrido, eu estava morta, por isso estava só, está delirando e uma forma de escapar da realidade, eu estava delirando, achava q estava viva, mais a verdade e que nenhum sangue estava a bambear nos meus pulsos,
Se eu pular do penhasco eu não vou morrer,
Eu quero me libertar dessa prisão,
Eu quero ser livre, eu quero ter vida
Quero ter sangue nos pulsos,
Ar nos pulmões,
Na beira do penhasco, sentei-me
Uma música era tocada em minha cabeça,
Dançando no penhasco,
Eu senti a vida em mim novamente,
Eu estava viva novamente,
A música e meu sangue, meu ar nos pulmões,
Abri meus olhos
Estava em minha cama, deitada, era só meus pensamentos, era só mais um delírio,
