Pessoas sem Conteúdo
Acho normal que, no ringue da vida, as pessoas lutem para conquistar e manter o “cinturão dos privilégios”. Afinal, ninguém entra numa luta para perder.
Entretanto, por uma questão de justiça e equidade, precisamos oferecer as mesmas condições e oportunidades a todos os competidores antes de subirem no tablado. Independentemente de raça, cor, gênero, língua, opinião política, origem nacional ou social, propriedade, nascimento, status...
O gigolô do estado, pessoas que escolhem ficar de boa por opção.
Sabemos que o Brasil é um país extremamente desigual. Por isso, louvo aquelas pessoas que deixam de lado a vitimização e vão à luta por um lugar ao sol.
Essas pessoas precisam carregar uma cruz muito maior e mais pesada do que a grande maioria, passando por portas extremamente fechadas e cheias de obstáculos por anos e anos de suas vidas.
Talvez essa lógica cruel faça muitos desistirem de pagar esse preço. Assim, acredito que alguns, de forma consciente, e muitos, inconscientemente, optam por usufruir da política do "pão e circo".
As pessoas devem ter a liberdade de escolher papéis sociais de acordo com suas preferências e circunstâncias, respeitando as diferenças biológicas, mesmo quando consideramos a importância da diversidade e da inclusão?
É crucial estar atento às referências que estão moldando as preferências das pessoas, especialmente nas redes sociais.
O amor romântico tem sido evitado devido às dificuldades que as pessoas enfrentam ao expressar ou nutrir emoções, bem como ao lidar com os desafios que surgem na convivência a dois.
O compartilhamento excessivo de figurinhas de pessoas com deformidades, de negros, de mulheres e gays em situações jocosas nos grupos de whatsapps.
Demonstram que nossa população continua extremamente racista, machista, homofóbica e preconceituosa.
Existem pessoas que insistem em continuar perguntando, mesmo quando respondemos de forma objetiva e clara.
Parece que desejam esmiuçar até descobrir o que há por trás de cada resposta.
Ou seja, querem saber a subjetividade mesmo na objetividade de uma resposta.
Seja nos encontros familiares ou entre amigos é muito comum as pessoas lembrarem de ti quando os smartphones descarregam.
As pessoas não gostam de mim porque falo a verdade. Mas, essa é a sua verdade.
Cada pessoa tem uma verdade que nem sempre coincide com a dos outros.
Eis a verdade!
Numa sociedade extremamente movida por interesses as pessoas acabam se tornando "invisíveis" com o passar dos anos.
Vejo na sociedade em geral muitas pessoas com Síndrome de Gabriela:
"Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela..."
Normalmente são pessoas que não fazem autoreflexão.
Pensam que vivem fora da sociedade.
Falamos tanto o mundo dá voltas, que o mundo é redondo ....
Mas, continuamos olhando para o próprio umbigo, achando que nunca vamos precisar dos outros.
Achando que: "O mundo todo está errado e eu estou certo".
Não existe uma manual da vida feliz.
Cada vida é uma vida.
Cada cabeça é um universo.
Cada relacionamento é um relacionamento.
Cada família é um família.
Existem alguns parâmetros que podem ser seguido uma vez que já foram testados por nossos antepassados.
Porém nem sempre vai garantir o resultado desejado.
Algumas pessoas chegam a mencionar se não gostar do meu jeito problema seu.
Outros gostam de proferir "suas verdades" e não aceitam ouvir "as verdades do outro".
Pasmem !
Ouvi numa fila de baco um pessoa afirmar que prefere o debate pela rede social, mesmo compartilhando do mesmo espaço físico, por medo de ficar cara a cara.
Penso que debate pelo face é fundamental para casos de distância geográfica, falta de tempo ... etc.
Agora na mesma casa, no mesmo trabalho, no mesmo bairro... é estranho para mim.
Seria melhor frente a frente, de preferência na mesa de um bar. rsrsrs
Enfim, as relações humanas não mudam.
De um lado: Pessoas fingindo sofrimentos, fardos e doenças para chamar atenção.
Do outro: Pessoas aproveitando desse momento para chamar atenção via ajuda, generosidade e compaixão excessiva.
Numa mesma situação temos a presença duas expressões populares:
"Se fazer de doente para ser visitado"
"Me engane que eu gosto"
De fato, o mundo inteiro é um palco (Shakespeare).
O escárnio de pessoas consideradas "exóticas" nas redes sociais demostram nosso grau de insensibilidade e mau caratismo.
A excessiva fragmentação da vida tem levado muitas pessoas a sofrerem de depressão.
Fragmentamos tudo, família, trabalho, ensino, lazeres, livros, músicas, artes...
Estamos virando pedaços de vida desprovidos de sentido.
A depressão é o grande desafio do nosso tempo, pois a falta de interesse pelo mundo e pelas pessoas é uma das piores experiências que podemos enfrentar.
Na atualidade as pessoas estão recorrendo a antidepressivos para controlar seus momentos de prantos, confundindo sentimentos de tristeza normais com sintomas de depressão clínica.
O "rico emergente" é frequentemente deslocado e ridicularizado pelas pessoas bem nascidas por tentar se inserir em um ambiente social de tradições e interesses bem estabelecidos.
Na contemporaneidade, há muitas pessoas perdidas, entristecidas e deprimidas devido a um mundo carente de referenciais, sem esperança e permeado por inseguranças e incertezas.
Por vezes, algumas pessoas ressentidas, ao se compararem com as de uma classe superior, buscam sentido na negação dos valores nobres, considerando-se boas por serem da periferia e descrevendo a burguesia como má.
Algumas pessoas compartilham seus problemas, mas são relutantes em aceitar soluções. Às vezes, falta-lhes a motivação necessária para buscar uma alternativa definitiva.
O reconhecimento da dificuldade como insuperável pode, paradoxalmente, trazer certo alívio, colocando-as na posição de vítimas e sofredoras extremas.
Isso revela um padrão peculiar em que o sofrimento é utilizado como meio de atrair atenção, transformando-o em uma zona de conforto onde buscam validação, compaixão e empatia.
